Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte O Corinthians é um outro planeta em uma outra galáxia Milly Lacombe Colunista do UOL 23/12/2025 11h36 Deixe seu comentário Memphis Depay, do Corinthians, celebra gol sobre o Vasco na final da Copa do Brasil Imagem: RONALDO BARRETO/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO Carregando player de áudio Ler resumo da notícia A frase que dá título a esse texto é do meu amigo Elias Jabbour. Corintiano, economista e uma das maiores lideranças no debate público atual, Jabbour entende de Corinthians mais do que de taxa de juros, superavit primários, balança comercial, China ou inflação - e olha que ele entende dessas coisas como poucos. Mas o negócio do coração dele é o Timão e a família. Um dia, numa conversa sobre a crise corintiana, Jabbour me disse isso: O Corinthians é um outro planeta. Eu espichei o pensamento e escrevi que o Corinthians é um outro planeta em uma outra galáxia. Que outro clube mergulharia nessa crise, uma crise que envolve polícia, suspeita de desvios financeiros, uso de laranjas, cartões usados para vida pessoal de dirigente, dívida impagável, transfer ban atrás de transfer ban e acabaria o ano com quatro troféus: Libertadores e Brasileirão femininos e Paulistão e Copa do Brasil masculinos? Alexandre Borges Havaianas: paranoia de um lado e elitismo de outro Josias de Souza Se Viviane não fosse sua mulher, Moraes pediria PF Carlos Nobre Brasil se aproxima do colapso ambiental Joyce Pascowitch A estranha solidão dos bilionários: vidas sem paz? Na saída do jogo do título da Copa do Brasil, Memphis resolveu que seria uma excelente hora para causar uma fratura exposta: pediu saída de dirigente, usou faixa dizendo "foda-se a política" e vociferou contra engravatados. Memphis colocou em circulação uma onda que não sabemos onde vai parar. Na arquibancada, a única constante: uma torcida que não abandona, não vaia, não silencia. Uma torcida que cresceu mesmo durante duas décadas sem título algum. Que invadiu o Japão como nunca fizeram antes e dificilmente farão depois. Que já dividiu o Maracanã de igual para igual. Que já parou o aeroporto de Guarulhos para embarcar o time para uma final de Mundial. Que viu um ano perdido como esse e resolveu pegar para ela a missão de jogar. O time muda, dirigentes vão e vêm, a crise se renova mas a torcida não perde a alma. As Brabas ganharam tudo o que ganharam vendo essa torcida aparecer apenas em momentos circunstanciais, verdade. Ganharam porque algumas conselheiras tomaram para si, há dez anos, a missão de construir o futebol feminino corintiano de forma inovadora. Ganharam porque são boas e corajosas demais. Ganharam mesmo abandonadas pela diretoria. Mas os homens ganharam por causa da torcida. Foram arrastados por ela. Sem a Fiel, esse Corinthians em ruínas não venceria nada. Absolutamente nada. Sem a Fiel, esse Corinthians estaria na série C. Agora o Corinthians precisa juntar os cacos e entender 2026. Quem fica, quem sai, quem vai preso. Por enquanto, tudo é festa. Mas o que segurou esse time em 2025 foram laços muito finos que a declaração de Memphis começou a desfazer. Ano que vem é um mistério. A única coisa certa é que, no primeiro jogo da temporada, a Fiel lá estará. Dois mil e vinte e cinco traduziu para o Brasil inteiro o que é o Corinthians e a quem ele pertence. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Sem filhos nem celular: o que Moraes determinou na internação de Bolsonaro Internacional descarta Flamengo e encaminha venda de Vitão ao Cruzeiro O caso Havaianas expõe paranoia de um lado e elitismo de outro Lyon anuncia chegada do brasileiro Endrick: 'Natal no dia 23 de dezembro' Flamengo atinge R$ 2 bilhões em receitas após 2025 de quatro títulos