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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Gol de mão vale? Regra mudou duas vezes e torna legal o passe de Flaco Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 11/05/2026 07h32 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Final da Champions League de 2015. O Barcelona vencia a Juventus por 2x1, em Berlim, Neymar cabeceou para o gol de Buffon e o árbitro turco Cuneyt Çakir anulou a jogada porque, depois da cabeça de Neymar, a bola desviou em seu braço. Neymar marcaria ainda o terceiro, com o pé direito. O gol de mão foi invalidado, por interpretação errada de Çakir. Naquela época, por não ter tentado levar vantagem deliberadamente, o gol poderia ser válido. Pedro Lopes Seleção já previa Estêvão fora da Copa do Mundo Sakamoto Explosão revela problema que pode estourar em SP Graciliano Rocha Como a Elo avança para estrear em Wall Street Josias de Souza O bolsonarismo polarizou a bactéria Gol de mão valeu até esse dia, tanto quanto tocar o braço dentro da área defensiva. Se acidental,sempre valeu. A regra nasceu do espírito esportivo e sem cultura é quem afirma não gostar de Fair Play. Falta de conhecimento histórico sobre como nasceu o futebol e só se tornou grande negócio, porque é esporte. A partir de Neymar, em Berlim, o International Board mudou a regra e determinou que gol e passe com o braço, mesmo acidental, não seriam validados. Foi assim até Lewandowski amortecer a bola no braço e oferecer o passe para o lateral Pavard marcar o gol da vitória do Bayern sobre onTigres, do México, na final da Copa Intercontinental de 2020, disputada em 2021, por causa da pandemia. O árbitro uruguaio Esteban Ostojich deveria ter anulado o gol, pela determinação da época. Validou-o. De novo, para dar certificação ao equívoco da arbitragem, o IFAB mudou o entendimento e passou a validar o passe de mão feito sem ser deliberado ou acidental. Caso do lance de Flaco López. Assistência com toque acidental no braço é legal. Ainda que a jogada dê margem a interpretações. A jogada de Belém dá margem para o árbitro anular. Pequena margem. Tanto que Paulo César de Oliveira, Salvio Spinola, Carlos Simon disseram que o lance deveria ter sido válido. Continua após a publicidade A origem da regra é mais inteligente do que as pessoas que tentam interpretá-la sem conhecer a história. Gol de mão valeu, se involuntário ou acidental, até Neymar 2015. Passe de mão é válido. O mais fácil não é objetivar a regra. É estudar para compreender qual o motivo de ela ser assim. Foi por sua origem que o futebol virou o esporte mais popular do planeta. O árbitro de vídeo, Rafael Traci, e de campo, Rafael Rodrigo Klein, argumentam na súmula que o toque de mão foi "sancionável." Interpretação possível. Sancionável quer dizer "que pode ser sancionada." Ora, então também pode não ser. A jogada dá margem a interpretação. Mas a jogada foi acidental e foi passe, não gol. Então, é absolutamente plausível validar o gol. A lógica de proteger o gol está completamente derrotada pelo medo dos árbitros serem criticados. E, assim, todos são "criticáveis." Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Wesley Batista elogia EUA e filho de Trump brinca: 'Está contratado' Pré-lista de Ancelotti para Copa tem Neymar e Pedro, e Estêvão ausente PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação à Justiça Explosão no Jaguaré deixa um morto, 160 afetados e 46 imóveis interditados Por que beber detergente, mesmo em pequenas doses, pode ser perigoso?