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Análise dos Times

Ponte Preta

Principal

Motivo: O artigo descreve de forma detalhada e crítica o colapso do clube, evidenciando a gestão caótica e as consequências diretas no desempenho esportivo. O tom é de análise dos erros.

Viés da Menção (Score: -0.7)

Motivo: A Portuguesa é mencionada apenas como adversária no jogo que sacramentou o rebaixamento da Ponte Preta, sem qualquer juízo de valor sobre sua atuação ou situação.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: A menção ao Corinthians se refere apenas ao adversário da estreia da Ponte Preta no Paulistão, sem análise ou viés direcionado ao clube.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: O Guarani aparece como rival e como destino de um jogador da Ponte, sendo tratado de forma factual e sem viés.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: O São Paulo é mencionado como adversário em jogo 'cumpre tabela', sem qualquer análise de viés.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

sao paulo copa do brasil corinthians serie b portuguesa luiz felipe guarani ponte preta elvis copinha marcelo fernandes leo oliveira lucas candido luiz torrano eberlin

Conteúdo Original

Ponte Preta perde da Portuguesa e é rebaixada com uma rodada de antecedência Da euforia com uma conquista inédita à frustração com um rebaixamento em 105 dias. Esse foi o período entre o título da Ponte Preta na Série C do Brasileiro, em 25 de outubro de 2025, e o rebaixamento alvinegro no Paulistão, sacramentado no último sábado, 7 de fevereiro. + ge Ponte Preta no WhatsApp; clique aqui para seguir! A verdade é que, apesar do curto intervalo entre momentos tão distintos, o céu já era nebuloso mesmo quando a Ponte foi campeã, com o elenco superando problemas extracampo para chegar ao acesso e também ao primeiro título nacional da história do clube em 125 anos. 1 de 3 Time da Ponte Preta antes do duelo contra a Portuguesa — Foto: Marcos Ribolli/ PontePress Time da Ponte Preta antes do duelo contra a Portuguesa — Foto: Marcos Ribolli/ PontePress LEIA TAMBÉM: + Análise: rebaixamento merecido sangra a Ponte e evidencia declínio recente + "Do jeito que está não tem como", diz Marcelo Fernandes + Ponte cai pela 10ª vez na sua história Os atrasos salariais começaram em meados de 2025, causando saídas de titulares durante a campanha, como Maguinho e Jean Dias, além do técnico Alberto Valentim. Quem ficou também mostrou incômodo com a situação ao longo da Série C, como, por exemplo, o desabafo do volante Lucas Cândido após a vitória sobre o Brusque no quadrangular decisivo: — Dentro de campo estamos vivendo um momento mágico, mas fora tá complicado. Difícil jogar com 100 dias de salários atrasados. Cândido foi um dos jogadores que entraram com ação contra o clube na Justiça por causa da falta de pagamento e também revelou em entrevista ao ge que tinha gente no clube trabalhando em dois empregos para conseguir sustentar a família em meio aos atrasos salariais - que chegam a oito meses em alguns casos dentro do departamento de futebol. Campeão da Série C pela Ponte Preta, Lucas Cândido espera quitar pendências Problemas recorrentes As pendências persistiram após o fim da Série C e também já provocaram reflexos no início da preparação para 2026, com a reapresentação adiada em uma semana (de 1º para 8 de dezembro) por causa das dívidas da diretoria com o elenco. O novo prazo não foi suficiente. Ainda assim, os jogadores voltaram a treinar em 8 de dezembro, mas sem alguns destaques da Série C, como, por exemplo, o zagueiro Wanderson (que conseguiu a rescisão na Justiça), o lateral-esquerdo Artur e o atacante Toró, artilheiro da Série C. O técnico Marcelo Fernandes, com retrospecto quase que impecável na Série C, seguiu no cargo. A espinha dorsal também perdeu os volantes Luiz Felipe e Léo Oliveira durante a pré-temporada. A dupla chegou a se reapresentar, mas depois, diante das incertezas sobre o futuro, preferiram aceitar outras ofertas (Luiz Felipe foi para o Náutico, e Léo Oliveira seguiu para o Juventude). Como a diretoria, já liderada pelo presidente Luiz Torrano e com Eberlin na vice-presidência e como diretor de futebol, não acertou as pendências, os jogadores anunciaram em 20 de dezembro a suspensão dos treinos em protesto aos atrasos salariais. No comunicado, assinado por remanescentes de 2025 e jogadores que tinham acabado de chegar, o grupo disse que os atrasos, em alguns casos, chegavam a sete meses. Jogadores da Ponte Preta entram em greve por atraso nos salários A paralisação durou duas semanas. A retomada foi em 2 de janeiro, a apenas 10 dias da estreia no Paulistão, contra o Corinthians, na Neo Química Arena. Paralelo à falta de pagamento, a Ponte tinha um transfer ban na CNRD (Comissão Nacional de Resolução de Disputas) e outro na Fifa que impediam o registro das novas contratações. O impasse durou até a quarta rodada, fazendo com o que o time precisasse recorrer às categorias de base nos três primeiros jogos - desmontando a equipe da Copinha, que, também com salários atrasados, ainda assim chegou à terceira fase do torneio. Contra o Corinthians, por exemplo, o meia Serginho, ex-Palmeiras e Santos, era o único "profissional" no banco de reservas - e no dia seguinte saiu do clube. Greve, saídas e transferban marcam o início do ano na Ponte Efeito cascata Ao todo, a Ponte perdeu um time de jogadores por causa dos problemas financeiros , incluindo cinco contratações que sequer estrearam pelo clube: os zagueiros Wallace e Walisson Maia, o lateral Gabriel Inocêncio, o volante Pedro Martins e o atacante Herbert. No caso de Hebert, ele foi para o rival Guarani na sequência e fez o gol decisivo do dérbi campineiro, decretando a derrota da Ponte por 1 a 0, pela sexta rodada. O lateral Bryan Borges chegou a ir embora do clube, mas retornou para a reta final da primeira fase. O mesmo também aconteceu com o meia Elvis, ídolo da torcida, capitão e referência técnica do time. Após um forte desabafo na segunda rodada, quando cobrou publicamente a diretoria , dizendo que era uma vergonha a situação do clube, o meia se despediu no jogo seguinte, contra o Capivariano, e entrou com uma ação cobrando R$ 8 milhões do clube. Ficou fora contra São Bernardo e Noroeste antes de fazer um acordo com a diretoria de aproximadamente R$ 750 mil e voltar a atuar pelo clube também contra o Guarani. 2 de 3 Elvis chegou a entrar com ação contra a Ponte, mas depois voltou a atuar pelo clube — Foto: Marcos Ribolli/ PontePress Elvis chegou a entrar com ação contra a Ponte, mas depois voltou a atuar pelo clube — Foto: Marcos Ribolli/ PontePress A Ponte só conseguiu registrar as contratações que ficaram no clube na quarta rodada, quando, após a venda do atacante Jeh para o futebol turco por aproximadamente R$ 1,5 milhão, pagou cerca de R$ 1,9 milhão na CNRD e R$ 600 mil na Fifa para derrubar o transfer ban, encerrando as punições. Diante disso, o goleiro Thiago Coelho; os zagueiros Lucas Cunha e David Braz; o volante Tárik, o meia Cristiano; e o atacante Vitor Pernambuco foram regularizados para enfrentar o São Bernardo - com exceção de Thiago Coelho, os demais foram titulares. Mas, se ganhou novas opções, Marcelo Fernandes perdeu o atacante Bruno Lopes, remanescente de 2025, emprestado no dia seguinte - o atacante Vitor Pernambuco também decidiu deixar o clube após disputar apenas duas partidas. Dos reforços, dois ainda não atuaram por questões físicas: o lateral-direito Lucas Justen e o atacante Jhonatan Cafú, que sofreu uma lesão no tornozelo no primeiro treino pelo clube. O clube ainda buscou o lateral-esquerdo Kevyson e o atacante Luis Phelipe no mercado, mas já era tarde para reagir. 3 de 3 Eberlin ao lado de Torrano, novo presidente da Ponte — Foto: Marco Ribolli/Ponte Press Eberlin ao lado de Torrano, novo presidente da Ponte — Foto: Marco Ribolli/Ponte Press Reflexos em campo Os números da campanha são consequência direta e natural do caos extracampo, com apenas um ponto em 21 possíveis, seis derrotas em sete jogos e apenas dois gols marcados. Foi o décimo rebaixamento da história da Ponte, o sexto no século e o terceiro desde 2022, quando o grupo político liderado por Marco Antonio Eberlin assumiu o clube - sendo o segundo nas últimas quatro edições do Paulistão que disputou, além da Série B de 2024. + CLIQUE AQUI e leia mais sobre a Ponte Agora, a Ponte apenas cumpre tabela contra o São Paulo, no domingo, às 20h30, em casa, e tenta se reorganizar de dentro para fora de campo de olho nas competições que ainda tem pela frente em 2026: a Copa do Brasil (entra na terceira fase por ter sido campeã da Série C) e a Série B do Brasileiro.