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Análise dos Times

Cruzeiro

Principal

Motivo: A análise exalta a gestão do Cruzeiro como base para o sucesso, minimiza a postura defensiva inicial e celebra a virada e a classificação.

Viés da Menção (Score: 0.7)

Motivo: Embora reconheça a coragem e a bravura, o texto aponta a 'desatenção' como custo caro e critica a 'covardia' em certos momentos.

Viés da Menção (Score: -0.3)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Corinthians Palmeiras Cruzeiro Amanda Gutierrez Leila Pereira Tainá Maranhão Greicy Camila Orlando Bianca Brasil

Conteúdo Original

Cruzeiro e Palmeiras fizeram o segundo jogo da semifinal do Brasileirão feminino. No primeiro, dois a zero para o Cruzeiro em São Paulo. O Palmeiras, da treinadora Camila Orlando, teria que suar sangue para virar o placar. E a equipe chegou a Minas disposta a isso pelo que vimos em campo. Leila Pereira cedeu seu avião para a viagem e as palmeirenses foram para cima desde a saída de bola. A escalação surpreendeu: Tainá Maranhão no banco. Tainá está em grande fase e não fazia sentido deixá-la fora. Ela estava sendo poupada? Não, não estava. Foi opção tática. E deu certo. Palmeiras amassou o Cruzeiro no primeiro tempo. Teve um gol estranhamente anulado pelo diabólico VAR, mas no finalzinho do primeiro tempo conseguiu colocar a bola na rede. O Cruzeiro não via a cor da bola. Recuado e acuado. Era o favorito não apenas pelo resultado em São Paulo mas também porque joga o melhor futebol do Brasil hoje. Um futebol que tirou folga nesse domingo 31 de agosto. Mas é mata-mata e mata-mata não perdoa a covardia. O Cruzeiro sentou no resultado no primeiro tempo diante de um Independência com ótimo e empolgado público. A torcida, a fim de festa, não merecia essa postura. Segundo tempo começa mais ou menos na mesma dinâmica, mas agora Tainá Maranhão está em campo. Palmeiras segue vertical, Cruzeiro segue encolhido. Ainda assim, o segundo gol, que empataria o confronto e levaria aos penaltis, não saía. O Cruzeiro ensaiava uns contra-ataques que não eram encaixados. Aos 20 do segundo tempo, Camila Orlando coloca a colombiana Greicy em campo. Atacante impiedosa, Greicy nem teve tempo de mostrar seu talento: a defesa do palmeiras cochilou e o Cruzeiro finalmente achou o caminho do gol. Uma desatenção que custou caro demais para o melhor time em campo. E aí o Cruzeiro começou a tocar a bola e aparecer no ataque. A torcida, quase 14 mil pessoas (o maior público para um jogo feminino até hoje no estado de Minas), entrou no jogo. Aos 32, um gol anulado do time da casa frustrou geral, mas mostrou que o jogo emocional já havia virado. Palmeiras abalado e Cruzeiro empolgado. Bianca Brasil, craque, dando suas cartas e deixando as companheiras na cara do gol. Jogo aberto e bonito. Resolvido? Não, não estava. Amanda Gutierrez bateu no peito e disse "deixa comigo". Meteu uma bomba de fora da área e colocou o Palmeiras outra vez na frente. Dois a um e mais uns dez minutos, com os acréscimos, para o Palmeiras conseguir levar para os penaltis. Camila Orlando manda seu time todo para frente, Greicy acha seu jogo e começa a rabiscar levando o time para dentro da pequena área das Cabulosas. Drama e emoção. Quem não gosta de futebol feminino é porque não se deu uma chance. Na outra semifinal deu Corinthians. E agora Cruzeiro e Corinthians se encontram na final. O Corinthians feminino todos sabem quem é, mas esse Cruzeiro é uma novidade, resultado de uma administração que enxergou o valor do esporte, seu potencial de crescimento e de engajamento. No futebol feminino, com pouco, muito é alcançado. Imaginem com muito, o que poderia acontecer. O Palmeiras, valente e corajoso, foi eliminado por um Cruzeiro recuado, mas atento. Finalista, o Cruzeiro é fruto de uma gestão que escolheu respeitar as minas.