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Análise dos Times

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Rio de Janeiro Pequim Rio 2016 Tóquio 2020 Martine Grael Kahena Kunze SailGP Auckland Mubadala Brazil SailGP Team Torben Grael Lars Isabel Swan Fernanda Oliveira Perth Baía de Guanabara Pão de Açúcar

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Martine Grael é única mulher a comandar um barco na SailGP Martine Grael já chegou no topo do pódio olímpico duas vezes, na Rio 2016 e em Tóquio 2020, mas a carioca encara agora um novo desafio na carreira: ser a única mulher a comandar um barco no SailGP, categoria de velocidade da vela mundial. Aos 35 anos, Martine é a capitã da equipe brasileira, o Mubadala Brazil SailGP Team, o primeiro time sul-americano a participar da liga de catamarãs F50. A velejadora está em sua segunda temporada com a equipe e sabe da importância de ser uma mulher ocupando esse cargo. - Eu acho que eu transito entre esquecer e lembrar que sou a única mulher. Geralmente, no meu dia-a-dia, assim, eu sou só uma pessoa fazendo trabalho, não uma mulher fazendo um trabalho num mundo dominado por homens, um meio dominado por homens. Mas, assim, quando eu olho para trás e quando eu vejo o feedback de todo mundo, muita mensagem de meninas, crianças que estão começando.... Você vê que é realmente muito importante o que eu estou fazendo agora. (...) Então, é assim, eu esqueço, mas eu lembro nesses momentos - contou Martine em entrevista exclusiva ao ge. + Martine Grael prevê evolução de time brasileiro no SailGP e celebra etapa no Rio: "Muito especial" + Acidente no Sail GP deixa velejador com fraturas expostas nas duas pernas + Ingressos para etapa do SailGP no Rio de Janeiro estão à venda; veja preços e como comprar 1 de 3 Martine Grael é a primeira mulher a comandar um barco na SailGP — Foto: AT Films/ Mubadala Brazil Martine Grael é a primeira mulher a comandar um barco na SailGP — Foto: AT Films/ Mubadala Brazil Velejadora desde pequena e herdeira de uma família de grandes atletas - filha de Torben Grael e sobrinha de Lars -, Martine encontrou em Isabel Swan e Fernanda Oliveira, medalhistas de bronze nas Olimpíadas de Pequim, referências e a esperança de mulheres brasileiras brilharem na vela olímpica. A duas vezes medalhista de ouro, ao lado de Kahena Kunze, celebrou as mudanças que vê no cenário do esporte atual. - A gente tem que entender que o mundo está mudando e mudou muito rapidamente nos últimos anos. E eu acho que, de um lugar super estigmatizado que era o esporte, a vela também era muito estigmatizada, a vela feminina. E eu acho que disso passou para a igualdade de mulheres e homens na Olimpíada, para mulheres participando em campeonatos internacionais, liderando. E não só no SailGP, como na vela no geral. Então, é uma mudança que está acontecendo. E eu acho que, assim, é uma questão de tempo - explicou a atleta. Barco do Brasil, comandado por Martine Grael, conquista a 1ª vitória no SailGP; confira! No SailGP, homens e mulheres competem juntos na mesma categoria. Além de Martine, o time brasileiro também conta com mais duas presenças femininas, Juliana Poncioni, head de Impacto, que cuida do braço de sustentabilidade e diversidade da competição, e Mariana Britto responsável pela construção da marca e posicionamento do time no mercado global. Segundo a capitã, o SailGP é uma categoria que permite mais a integração entre homens e mulheres competindo juntos. - Esse campeonato, especificamente na vela, é uma das poucas modalidades em que a diferença física não é essencial, né? Porque o barco é operado em algumas funções com botões, pistões hidráulicos. Então, tem algumas funções que são muito físicas, e outras funções nem tanto. Então, é uma oportunidade de alta performance que permite que homens e mulheres corram de igual para igual. Então, é realmente bastante único no esporte - explicou Martine. 2 de 3 Time brasileiro na SailGP é liderado por Martine Grael — Foto: AT Films/ Mubadala Brazil Time brasileiro na SailGP é liderado por Martine Grael — Foto: AT Films/ Mubadala Brazil A temporada do SailGP em 2026 já teve duas etapas em Perth, na Austrália, e Auckland, na Nova Zelândia, onde o barco brasileiro enfrentou bastante dificuldade por conta do vento. Mas o que Martine está ansiosa mesmo é para voltar para casa. Nos dias 11 e 12 de abril, a liga chega ao Rio de Janeiro para uma etapa disputada em plena Baía de Guanabara. - Eu acho que voltar para casa é sempre incrível. A Baía de Guanabara é a minha casa. Eu velejei desde pequena lá. E, para mim, tendo corrido as Olimpíadas no Rio, na Baía de Guanabara, vai ser uma coisa muito especial correr o SailGP. Eu estou muito animada mesmo, especialmente porque vai ter a participação do público em massa, os amigos, família, todo mundo indo para lá. Eu acho que vai ser muito legal mesmo. E, bom, para mim, é muito significativo. 3 de 3 Barco do time brasileiro na SailGP — Foto: AT Films/ Mubadala Brazil Barco do time brasileiro na SailGP — Foto: AT Films/ Mubadala Brazil Mas se engana quem pensa que a bicampeã olímpica vai ter vida fácil. Martine ressaltou que as águas cariocas são traiçoeiras e um desafio para quem comanda pela primeira vez um barco novo no trajeto. - A raia do Rio é uma raia difícil, né? Fica bem embaixo do Pão de Açúcar, e o vento vem praticamente quicando. Depois de passar pelas montanhas, tem corrente, tem lixo. Então, a gente tem vários desafios aí pela frente - completou Martine.