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Análise dos Times

Manchester City

Principal

Motivo: Texto destaca condenação por 114 violações financeiras, contratos fictícios e critica proteção política aos donos em detrimento da integridade da Premier League.

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Manchester City Premier League Etihad Stadium City Football Group Emirados Árabes Unidos Manchester Abu Dhabi Reino Unido Andy Burnham Sheikh Mansour

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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Dinheiro árabe faz premiê britânico temer fuga de donos do Manchester City Mauro Cezar Pereira Colunista do UOL 01/10/2026 11h04 Deixe seu comentário O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham: elogios aos donos do Manchester City Imagem: Temilade Adelaja/Reuters O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse que ficaria "realmente preocupado" se os proprietários do Manchester City decidissem vender o clube. E fez questão de agradecer ao City Football Group e ao grupo ligado ao xeque Mansour pelos investimentos realizados não apenas no clube, mas também na cidade de Manchester. "Eles têm sido um parceiro importantíssimo na construção da Manchester moderna", afirmou. A declaração veio num momento particularmente delicado. Uma comissão independente considerou o Manchester City culpado de l114 violações das regras financeiras da Premier League. Josias de Souza TSE libera chamar clã pelo nome: 'família miliciana' Sakamoto Decisão do TSE é derrota para a 'censura no atacado' Juca Kfouri Crise entre CR7 e Jesus explica Ancelotti na CBF Milly Lacombe São Paulo escreverá uma história absurda no sábado Entre as conclusões está a utilização de contratos comerciais fictícios para inflar receitas e esconder custos de mais de 900 milhões de libras (aproximadamente R$ 6,18 bilhões) ao longo de quase uma década. O clube nega as irregularidades e vai recorrer. Burnham não chegou a defender as práticas pelas quais o City foi condenado. Ressaltou que o processo ainda não terminou e que seria inadequado interferir nele. Mas também evitou uma condenação política mais contundente. E, diante da possibilidade de saída dos proprietários, preferiu enfatizar o quanto eles representam economicamente para Manchester. O contexto torna a manifestação ainda mais curiosa. Antes de se tornar primeiro-ministro, Burnham foi prefeito da Grande Manchester. Portanto, sua relação institucional com os investimentos dos Emirados Árabes na região é antiga. Em julho, já como primeiro-ministro, conversou com o presidente dos Emirados Árabes Unidos. Segundo comunicado oficial do próprio governo britânico, iniciou o diálogo agradecendo pelos investimentos do país em Manchester e pelo "incrível impacto" provocado na cidade. Não se trata de pouco dinheiro nem apenas de futebol. Desde a compra do City, em 2008, o capital de Abu Dhabi financiou a transformação do clube numa potência mundial. Grandes projetos de desenvolvimento também surgiram na região do Etihad Stadium. Continua após a publicidade Sheikh Mansour, proprietário do City, é também vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos. Futebol, negócios e relações entre Estados inevitavelmente se misturam nesse caso. É justamente aí que a situação ganha uma dimensão política. O novo regulador independente do futebol inglês afirmou que a decisão contra o City levanta "questões sérias". E lembrou que possui poderes para avaliar a idoneidade de proprietários, dirigentes e executivos. Em determinadas circunstâncias, esses poderes podem chegar à determinação da venda de um clube. O órgão, porém, aguardará o encerramento do processo e dos recursos antes de agir. Burnham tem razão quando lembra que o Manchester City ainda pode recorrer e que o processo não terminou. Mas a reação do primeiro-ministro também oferece uma boa medida do tamanho do poder econômico envolvido. Depois de uma decisão extremamente dura contra o clube, sua preocupação pública imediata foi deixar claro que não gostaria de perder os investidores de Abu Dhabi. A Premier League, que leva o nome da Inglaterra para o mundo como uma competição exemplar, fica em segundo plano. É difícil encontrar exemplo melhor de como o futebol de elite deixou há muito tempo de ser apenas um jogo. Quando um grupo investe bilhões, transforma um clube, participa da reconstrução de uma cidade e se torna relevante para as relações econômicas entre dois países, as consequências de uma punição esportiva ultrapassam rapidamente os limites do esporte. Continua após a publicidade Siga Mauro Cezar no X Siga Mauro Cezar no Instagram Siga Mauro Cezar no Facebook Inscreva-se no Canal Mauro Cezar no YouTube Siga Mauro Cezar no Threads Siga Mauro Cezar no BlueSky Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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