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Kylian Mbappé foi dispensado por uma série de marcas chinesas após uma reação negativa a supostos comentários seus sobre um meme que trazia uma imagem semelhante à do falecido líder chinês Mao Tsé-Tung. Em um vídeo que surgiu nesta segunda-feira (26), ouve-se Mbappé dizer que o meme mais engraçado que viu sobre si mesmo foi um em que seu rosto foi inserido no de "um ditador chinês". Torcedores têm criado memes sobrepondo o rosto de Mbappé a imagens de líderes militares e políticos , sugerindo que ele tem o poder de ditar as decisões nas equipes em que joga. A Reuters não conseguiu autenticar o vídeo. Mao, fundador da República Popular da China, é idolatrado por muitos como o salvador da nação, e piadas sobre ele são consideradas um tabu. Ele faleceu em 1976. Em um comunicado publicado na plataforma de rede social chinesa Weibo, a Eastroc Beverage — que estampava o rosto de Mbappé em suas bebidas — afirmou que se opõe firmemente a "comportamentos que firam o sentimento nacional". "Com efeito imediato, estamos encerrando toda a cooperação com Kylian Mbappé", acrescentou a empresa. Os representantes de Mbappé não responderam prontamente a um pedido de comentário. Em uma entrevista ao jornal L'Equipe no mês passado, Mbappé disse que, embora alguns aspectos dessa tendência fossem uma brincadeira inofensiva, os memes virais que o retratavam como um ditador demonstravam "falta de consciência política e humana" . As empresas de laticínios Mengniu e Milkground também encerraram sua cooperação com Mbappé. Questionado sobre o incidente, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China declarou que palavras e ações que firam os sentimentos do povo chinês "encontrarão, naturalmente, oposição conjunta de todos os setores da sociedade chinesa". A televisão estatal chinesa suspendeu a transmissão de todas as partidas e eventos envolvendo LaLiga e Mbappé, e todos os anúncios que contam com a presença do jogador foram removidos, informou nesta terça-feira (27) o veículo de mídia estatal The Paper. Também nesta terça, Mbappé usou as redes sociais e pediu desculpas após a reação das marcas e de órgãos estatais da China , confessando que o comentário infeliz não tinha como intenção ofender o povo chinês. "Durante uma entrevista recente, reagi a uma imagem minha. O meu comentário foi imprudente e compreendo agora que magoou muitas pessoas na China e nas comunidades chinesas em todo o mundo", disse o atleta em um comunicado oficial. "Peço desculpa a todos aqueles que as minhas palavras tenham ofendido. Não era de forma alguma essa a minha intenção. Tenho um profundo respeito pelo povo chinês e pela sua história, e lamento sinceramente", concluiu.