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Análise dos Times

Brasil

Principal

Motivo: O autor critica veementemente o desempenho e o comportamento da seleção brasileira, rotulando os jogadores como influenciadores e coreógrafos, e deplorando a falta de identidade e personalidade.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Brasil é um time de TikTok, com jogadores influenciadores e coreógrafos Walter Casagrande Jr. e UOL Do UOL, em São Paulo 06/07/2026 12h00 Deixe seu comentário Neymar e Raphinha, os representantes principais da geração TikTok dos jogadores brasileiros Imagem: Reprodução/CBF Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O "pomar" do nosso futebol apodreceu, precisamos colher novos frutos. Não temos mais identidade futebolística, nem personalidade de equipe, com muita responsabilidade dessa última geração que se perdeu entre o campo e as redes sociais. Nas últimas Copas que disputamos, o maior interesse entre alguns jogadores era o corte de cabelo, ensaiar dancinhas e debochar dos críticos (e os resultados mostraram que eles estavam certos). Milly Lacombe Vini, Raphinha, Casemiro: a geração sem personalidade Mauro Cezar Vini bate pênalti mal e não deveria ter cobrado Alicia Klein A Copa do Mundo de Neymar foi um sucesso Alexandre Borges Os riscos de promover provocadores políticos Raphinha, por exemplo, foi muito mal nas duas Copas que disputou. Mas, como ele mesmo disse em 2022, ensaiou dez dancinhas e fez cortes de cabelo que os influenciadores amaram, mas que o torcedor brasileiro de verdade sofreu com o que viu. Neymar, o grande líder negativo dessa geração, teve seus momentos nas quatro Copas que disputou e nem na semifinal chegou. Ele bateu um recorde desastroso no futebol brasileiro, que é jogar quatro Copas e não ganhar nenhuma. Assine UOL e ganhe acesso a conteúdos exclusivos + uma camiseta da loja de UOL Esporte para torcer na Copa. Mas para que ganhar a Copa se aumentou o número de seguidores, se ele fez vários "cortes", se ganhou milhares de curtidas, além de milhões por fazer propaganda de sites de apostas incentivando pessoas a se viciarem em jogos de azar? Esses dois são os representantes principais da geração TikTok dos jogadores brasileiros. Geração em que a vaidade está em primeiro lugar em vez do futebol, em que a aparência é mais importante que a bola, em que os seguidores são os preferidos em relação aos verdadeiros torcedores e em que os "parças" tomaram o lugar dos amigos. Continua após a publicidade Em que a espontaneidade perdeu para as falas treinadas, as dancinhas ganharam das emoções e o gol só serve para gerar cortes para as redes sociais. E, acreditem se quiserem, fazer o gol é só um detalhe, porque os cortes podem ser feitos com caras e bocas na comemoração do gol de um companheiro. Não há mais soco no ar, nem puxar a camisa, nem explosão emocional como têm todos os jogadores das outras seleções — por exemplo, Sidny Lopes Cabral, da seleção de Cabo Verde, quando fez o segundo gol no empate momentâneo contra a Argentina e correu para a torcida africana em busca de sua namorada. Agiu como seu coração pediu naquele momento, enquanto os brasileiros agem como ensaiam em seus quartos na concentração. Faltam verdade, sinceridade, liberdade e instinto no nosso jogo. Somos um time de jogadores influenciadores e coreógrafos, e não de competidores do esporte. Continua após a publicidade A mudança de ciclo não é apenas de novos jogadores, mas precisa ser de uma nova consciência comportamental. Temos, por história, de jogar melhor na seleção brasileira em eliminatórias, amistosos, Copa América e, principalmente, nas Copas do Mundo. Não podemos mais parecer um amontoado de jogadores em campo; temos de mostrar nossa escola como fazíamos há uma década. Estamos passando vergonha não pelas eliminações, mas por não mostrarmos nada de novo no futebol que jogamos. Essa é a pergunta que respondi, depois da eliminação para a Noruega, a jornalistas de todo o mundo: "Walter, o que aconteceu com o futebol brasileiro?" Continua após a publicidade E a resposta é longa e está escrita neste texto desde a primeira linha. Somos um fracasso com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que mostrou, naquela festa ostentosa da convocação para a Copa, que o futebol para eles vale mais na estética para seus patrocinadores do que para o torcedor brasileiro. Será o início de uma nova história ou o fundo do poço do futebol brasileiro? Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora 'Vida virou um inferno', diz moradora de Pinheiros sobre barulho de bares Vini Jr. deveria ter batido pênalti contra a Noruega? Colunistas debatem Justiça condena Havan por se apropriar de voz de Paulo Vieira em propaganda Meia inglês vai passar por cirurgia e deve perder resto da Copa, diz NYT Mauro Cezar: Eliminação era esperada; trabalho de Ancelotti é ruim