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Futebol é resultado e também jogo de nervo. Na Arena MRV, que acolhe o primeiro duelo das quartas de final da Copa do Brasil entre Atlético e Cruzeiro, o Galo encara uma oportunidade dourada e, ao mesmo tempo, um aviso: evoluir ou ficar à margem de uma temporada em que restará apenas a Sul-Americana e lutar por uma posição honrosa no Brasileiro. Depois de eliminar o Flamengo nos pênaltis, o Atlético chega com moral àquela que talvez seja a partida mais emblemática da temporada. O time de Cuca precisa provar que não depende apenas de lampejos heroicos: precisa jogar com estrutura e inteligência em um clássico que, por si só, já pesa no currículo de qualquer jogador. Do outro lado, o Cruzeiro de Leonardo Jardim tem alternado momentos. Embora esteja mais ajustado taticamente, começa a dar sinais de previsibilidade em campo. O desafio do treinador será manter a solidez da marcação pressão e do contra-ataque, mas sem cair na armadilha de ser manjado pelo rival. Resta saber se Jardim prepara uma variação de jogo justamente para o clássico contra o Galo, pois o detalhe faz a diferença. É nesse cenário que a genialidade estratégica de Cuca será posta à prova. Ele precisa montar um time equilibrado: que consiga impor seu jogo jogando em casa, mas sem se expor aos ataques rápidos da Raposa. Será um duelo entre a pressão ofensiva e o pragmatismo defensivo, com o técnico do Galo tendo de encontrar soluções para impedir o contragolpe letal do adversário. E o time de Cuca tem obrigação de mostrar que está pronto, não apenas para sobreviver, mas para responder à altura. Para o Cruzeiro, além do Copa do Brasil, ainda há um horizonte de disputa no Campeonato Brasileiro, embora seja difícil competir com os elencos recheados de Flamengo e Palmeiras.