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Análise dos Times

Nigeria

Principal

Motivo: O texto demonstra uma clara torcida pela Nigéria, lamentando sua ausência na Copa do Mundo e exaltando seus jogadores, especialmente Osimhen.

Viés da Menção (Score: 0.6)

Motivo: A Tunísia é mencionada como adversária em um jogo da Copa Africana, com um relato objetivo do placar e do domínio nigeriano.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Citada como algoz da Nigéria na final da Copa Africana anterior, sem um tom de viés explícito.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Mencionada como adversária na repescagem, com foco na alegação de irregularidade e na decisão da FIFA.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Copa do Mundo Napoli Galatasaray Nigéria África do Sul Costa do Marfim Copa Africana de Nações Gana Tunísia Mali República Democrática do Congo Bassey Iwobi Maradona Lookman Victor Osimhen Ndidi Onyeka Chukwueze Jose Peseiro Finidi George Éric Chelle Yekini Nwabali George Weah

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Voando na Copa Africana, Osimhen e a Nigéria farão falta no Mundial Julio Gomes Colunista do UOL 28/12/2025 11h52 Deixe seu comentário Osimhen e Lookman, as duas estrelas da seleção da Nigéria Imagem: Divulgação Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Em uma Copa do Mundo de 48 seleções, não era para muitas de alguma relevância ficarem de fora. Sempre que chega o Mundial, é feita a listinha de "craques" que acabam se ausentando do maior festival do futebol porque jogam em seleções fracas, que acabaram não se classificando. George Weah é o caso clássico, um Bola de Ouro que nunca passou perto de jogar a Copa do Mundo. Será feita uma nova listinha em 2026, e nela estará Victor Osimhen. No sábado, a Nigéria venceu a Tunísia por 3 a 2 pela fase de grupos da Copa Africana de Nações, que está sendo disputada no Marrocos, e já garantiu a classificação antecipada para as oitavas de final da competição - que está sendo transmitida no Brasil pelos canais Band e Bandsports. A Tunísia é a mesma que outro dia empatou com a seleção brasileira. Foi totalmente dominada pela Nigéria, que, quando tinha o 3 a 0 no placar, ficou acomodada e permitiu a reação no fim. Osimhen fez um gol e deu uma assistência, mas foi mais do que isso. É um atacante completo, que tem velocidade, se projeta para receber bolas quebrando impedimento, finaliza bem, cabeceia bem, tem visão de jogo. Osimhen deu trabalho o jogo todo e, no segundo tempo, isoladão na frente, ainda foi capaz de colocar a Tunísia em apuros. Aos 26 anos de idade (fará 27 amanhã), ele está a apenas cinco gols de alcançar o lendário Yekini e virar o maior goleador da história da seleção nigeriana. Terá 31 na Copa do Mundo de 2030. Milly Lacombe Zico critica jornalista em vez de falar do caos de CT Elio Gaspari Galípolo está numa sinuca de bico com o caso Master Celso de Barros Bolsonaro matou a candidatura de Tarcísio? Michelle Prazeres Um convite ao freio: o que você quer menos em 2026? Por que a Nigéria não está na Copa novamente? As Águias foram a seleção africana mais forte nas décadas de 90 e do início dos anos 2000. Foram para 6 em 7 Copas entre 1994 e 2018, ganharam o ouro olímpico em Atlanta-96, ficaram nas três primeiras colocações em 14 de 18 edições da Copa Africana entre 1976 e 2013, com direito a três títulos. É o país mais populoso da África, com mais de 220 milhões de habitantes, tem cultura de futebol e diversos jogadores na Premier League inglesa. Portanto, repito a pergunta. Por que ficou fora da Copa? A resposta, no fim, é que as coisas deram errado em um cenário em que não havia margem para tantos erros. Depois de ficar fora do Mundial do Qatar por um gol sofrido em casa no mata-mata contra Gana, a Nigéria estava, um ano depois, na final da Copa Africana das Nações, quando perdeu a chance do tetra para a Costa do Marfim. Mas o técnico português José Peseiro não renovou contrato, o lendário Finidi George não encaixou com o elenco, que é cheio de caras temperamentais, como Osimhen. Bem quando as eliminatórias africanas foram ampliadas e o país ganhou nove vagas na Copa do Mundo (em vez de cinco), a Nigéria caiu em um grupo mais difícil, que tinha a África do Sul. Perdeu terreno logo de cara e ficou impossível buscar a partir da chegada de Éric Chelle. Chélle é um cara que nasceu na Costa do Marfim, cresceu na França, jogou bola por lá e defendeu a seleção de Mali, o país da mãe. Foi o técnico que levou Mali às quartas da última Copa Africana, dois anos atrás, e chamado pela Nigéria em janeiro de 2025 para tentar salvar a vaga na Copa. Tem um estilo boleiro, é jovem e a campanha de recuperação foi boa - a Nigéria chegou milagrosamente à repescagem, mas caiu para a República Democrática do Congo nos pênaltis. A Nigéria tentou um tapetão, alegando que a lei congolesa proíbe dupla nacionalidade e vários jogadores têm também passaporte europeu, o que caracterizaria fraude. Mas a Fifa alegou que não havia provas suficientes - em outras palavras, escolheu não dar muita bola para o apelo nigeriano. Os congoleses disputarão a repescagem mundial em março, buscando uma vaga na Copa que não vêm desde 1974, quando o país se chamava Zaire. No fim, a Nigéria não vai para uma Copa em que poderia fazer estrago, pois tem talento para isso. E o time disputa a Copa Africana com a missão de se reivindicar, mostrar que é, sim, uma das melhores seleções do continente e que a eliminatória foi um gigantesco acidente de percurso. Continua após a publicidade O goleiro, Nwabali, não transmite muita confiança. Mas o resto do time tem jogadores como Bassey, Iwobi e Chukwueze, do Fulham, Ndidi, no Besiktas depois de anos de Premier League, Onyeka, do Brentford, Lookman, brilhando há anos na Atalanta e, claro, Osimhen. Não tem cinco centroavantes melhores do que ele no futebol mundial de hoje. O Napoli pagou quase 80 milhões de euros por ele em 2020, em plena pandemia, e no fim o cara foi o grande nome da campanha de um título italiano que não vinha desde a era Maradona. Mas no ano passado a relação começou a degringolar e, apesar do interesse de vários clubes ingleses, Osimhen foi se "esconder" no Galatasaray. Já foi campeão da temporada passada e é o líder do Campeonato Turco atual. Mas é pouco. É uma pena que Osimhen não esteja nos principais palcos da Europa e que não vá estar na Copa do Mundo de novo. Resta acompanhá-lo na Copa Africana. O homem está com fome de bola, e a Nigéria, também. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Julio Gomes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Piloto que morreu em Copacabana fazia primeiro voo em monomotor Morre Brigitte Bardot, lenda do cinema francês e ícone de beleza, aos 91 Flamengo vê diferença de valores com Filipe Luís e entende que tempo acabou NBA: Jogadores trocam socos em jogo entre Pelicans e Suns; veja China acelera produção nuclear