🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Atletico-Mg

Principal

Motivo: Foco da matéria; aporte de R$ 530 mi dos donos da SAF e corte da dívida bancária retratados como estratégia inteligente

Viés da Menção (Score: 0.4)

Motivo: Apontado como líder em despesas financeiras e exemplo de clube que precisou de recuperação judicial

Viés da Menção (Score: -0.2)

Motivo: Citado no ranking de endividados com tom factual, sem análise aprofundada

Viés da Menção (Score: -0.1)

Motivo: Apresentado como exemplo de gestão saudável, com dívida bancária zerada e receita projetada de R$ 1,7 bi

Viés da Menção (Score: 0.5)

Motivo: Cenário financeiro elogiado, associado à briga pelos principais títulos nacionais e continentais

Viés da Menção (Score: 0.5)

Palavras-Chave

Entidades Principais

palmeiras flamengo corinthians atletico-mg botafogo arena mrv serie a cesar grafietti brb pedro daniel familia menin copom

Conteúdo Original

Futebol Taxa de juros impacta no futebol: veja os clubes que mais sofrem com isso Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 04/11/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Gustavo Henrique, do Corinthians, e Cassiera, do Atlético-MG, disputam bola em jogo válido pelo Brasileirão Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF O Copom (Comitê de Política Monetária) deve anunciar hoje como fica a taxa básica de juros no Brasil — e além do seu bolso, o resultado pode impactar o seu time. Sobretudo se ele estiver entre os mais endividados da elite nacional. Os dirigentes de futebol podem não ficar tão ligados assim à movimentação da Selic — ontem, o assunto principal era bets —, mas o resultado disso é espelhado nos balanços anuais, que apontam o tamanho das despesas financeiras de cada um. Qual é o cenário? Um levantamento do economista Cesar Grafietti ajuda a traduzir o cenário atual. Ele também fez uma projeção sobre como ficariam as despesas financeiras, de acordo com uma eventual variação da Selic. Janaína Figueiredo Visita de Janones à Argentina prejudica Lula Milly Lacombe Clubes afundam e passam vergonha no STF Julio Gomes Por que mesmo Cunha foi descartado na seleção? Chico Barney Descobri o que deu errado em A Fazenda esse ano Primeiro, o número consolidado do ano passado: Em 2025, os clubes da Série A fecharam o ano com R$ 1,7 bilhão em despesas financeiras. Ou seja, isso é o quanto foi contabilizado com juros e correções. É o chamado serviço da dívida. Se você em casa entende bem quando acaba pagando juros de um boleto eventualmente depois da data de vencimento, peso maior tem um atraso no cotidiano dos clubes que movimentam milhões. Na Série A, Botafogo, Atlético-MG e Corinthians puxam a fila de quem mais sentiu a "mordida" dos juros. O alvinegro do Rio relator R$ 308 milhões em despesas financeiras. O mineiro, R$ 282 milhões. Enquanto o Corinthians teve R$ 278 milhões. Eles ajudam a puxar para cima o gráfico que aponta o crescimento paulatino desse tipo de despesas no futebol brasileiro. Isso revela uma indústria cada vez mais endividada. E mais: que vê juros "comendo" dinheiro que poderia ir para outra coisa. "Os juros altos impactam toda a economia e não é diferente no futebol. Ainda mais nos casos de clubes altamente endividados, o que é uma característica de boa parte deles. Agora, diferentemente de negócios que usam dívida para seu desempenho e desenvolvimento, no futebol o efeito se dá por má gestão. Dívidas elevadas originadas por gastos descontrolados. Num país com características de desequilíbrio econômico estrutural, que levam a taxas básicos elevadas, o efeito é devastador. Na busca por competitividade artificial os clubes se colocam em risco desnecessário", avalia Grafietti. A projeção para mais ou para menos Para o UOL , o economista também fez uma projeção usando a média de 2024 e 2025. hipoteticamente, como ficaria o cenário se houver uma variação da Selic? Continua após a publicidade Com a taxa do jeito que está (13,75%), as despesas financeiras totais dos clubes da elite ficam em R$ 1,23 bilhão — considerando a média de 2024 e 2025. Imagem: Arte/UOL Isso diz respeito a todas as dívidas sobre as quais a Selic incide. Ou seja, os parcelamentos e as dívidas onerosas (com bancos ou adiantamentos). Obviamente, o cenário seria mais ameno para os clubes — principalmente os que encabeçam o ranking de endividados — se o Copom decidir pela redução da taxa. Imagem: Arte/UOL O pulo do Galo O Atlético-MG abriu 2026 sufocado por despesas financeiras. O clube por vezes "enxugava gelo", pagando o serviço da dívida e sem conseguir estancar a sangria no caixa. Continua após a publicidade Para resolver isso, os donos da SAF (família Menin) fizeram um aporte no primeiro semestre de R$ 530 milhões, justamente para abater um pedaço significativo das dívidas bancárias a curto prazo. O Galo não passou a ter dívida zero, até porque tem um financiamento em curso da construção da Arena MRV. Mas estrategicamente optou por resolver o sangramento de recursos gerados pelos juros de operações financeiras. "Em um clube alavancado, as dívidas bancárias nos onera no dia a dia. É a dívida mais cara que tem, com a Selic estando no patamar que está no mercado brasileiro. Ano passado, a gente gastou quase R$ 300 milhões em despesa financeira. Isso fez a gente perder poder de investimento. Não foi coincidência que a família Menin fez o aporte no começo do ano", explicou Pedro Daniel, CEO atleticano. Hoje, a dívida bancária do Atlético-MG está na casa dos R$ 100 milhões. E esses detalhes vão se refletir no balanço que será publicado em abril. "O ciclo de juros altos vira um grande problema no cenário do futebol pelo seguinte: os clubes já têm um cenário extremamente desafiador de ter uma operação no 0 a 0. Ou seja, ter suas receitas e despesas equalizadas. Quando a gente fala desse carregamento de dívida histórica do futebol brasileiro, o custo elevado dela torna quase que algo inviável para o futebol", acrescenta Pedro. Como o alto grau de endividamento, não só com bancos, se torna uma areia movediça da qual o clube não consegue sair, qual tem sido a saída por aqui? Recuperação judicial. Continua após a publicidade O Botafogo que o diga. E também por um outro aspecto: a Selic pode aumentar a dor de cabeça de clubes que deixam de pagar tributos ao longo do ano. As parcelas de impostos atrasados são corrigidas por ela. Clubes mau pagadores têm dificuldade para conseguir condições favoráveis para buscar dinheiro no mercado. A taxa ou o grau de exigência de contrapartidas varia de acordo com a saúde financeira. "Os clubes já têm mais dificuldade de acesso à liquidez. E com o mercado de crédito mais caro, quem já está alavancado tende a diminuir muito o grau de investimento. Em todos os sentidos. Não apenas na operação (com jogadores), mas também em infraestrutura. Se o dinheiro está mais caro, fica esperando o mercado ficar mais propício para captar", acrescentou Pedro Daniel. Por mais que a percepção no mercado seja a de que há mais instituições financeiras dispostas a fazer uma operação de crédito, o pulo do gato para os credores está nas garantias. Em caso de inadimplência, o que se estabelece é receber o dinheiro de algum contrato direto na origem da receita do clube. Por exemplo, nas parcelas dos direitos de transmissão. Tem saída? Clubes que passaram por profundas reestruturações financeiras comemoram quando não precisam depender de endividamento bancário, com juros lá em cima, para fazer a roda girar. O Flamengo mantém esse tipo de dívida controlada. Em 2023, chegou a comemorar quando, na época, pagou a última parcela de um empréstimo de R$ 23 milhões junto ao BRB e zerou sua dívida bancária na ocasião. Continua após a publicidade Por mais que tenha tido despesa financeira, segundo a contabilização de Cesar Grafietti, o valor é praticamente irrisório perto do volume de receitas anuais geradas pelo clube (para 2026, a projeção é R$ 1,7 bilhão). O Palmeiras tem um cenário similar, segundo o ranking da média de despesas financeiras dos últimos dois anos. Não por acaso, brigam nas cabeças pelos principais títulos nacionais e continentais. A taxa de juros vira um "detalhe". Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Mercado espera sinal duro do Copom diante de incertezas sobre Lula 4 Cada vez mais brasileiros vivem sozinhos --e isso está mudando a sociedade Eleições nos EUA definem governadores em 36 estados; veja os eleitos BC define hoje novo patamar dos juros básicos em meio a incertezas fiscais James Talarico vence no Texas e encerra jejum democrata de quase 4 décadas