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Futebol Corinthians trabalha orçamento do segundo semestre sem Memphis Depay Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo 29/04/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Memphis tem contrato com o Corinthians até 20 de junho Imagem: Jota Erre/AGIF O Corinthians não conta com a permanência de Memphis Depay no orçamento do segundo semestre. Ao planejar as finanças para esta temporada, ainda no fim do ano passado, o grupo de reestruturação projetou um corte de R$ 6 milhões na folha salarial do elenco profissional — valor que corresponde exatamente ao custo mensal do atacante, incluindo salários e encargos. Desde que chegou ao clube, o executivo de futebol Marcelo Paz tem ciência dessa limitação orçamentária, mas nunca desistiu da possibilidade de manter o jogador após o término do vínculo atual, que se encerra em junho. Josias de Souza Boca-livre de político em jatinho é escandalosa Alicia Klein O futebol está destruindo sua classe trabalhadora Wálter Maierovitch CIA se preocupa com encontro Irã-Rússia José Paulo Kupfer Prévia da inflação reforça lentidão no corte dos juros Nesse cenário, a única alternativa para a renovação de Memphis é a viabilização de uma parceria comercial. Assim, uma eventual permanência a partir do segundo semestre não impactaria o orçamento do clube, ficando condicionada ao aporte do patrocinador. Ainda que, formalmente, o contrato fosse firmado com o Corinthians, o custo seria integralmente assumido por uma empresa parceira. Modelo depende de parceiro Segundo Marcelo Paz, Memphis está disposto a reduzir seus vencimentos para facilitar a renovação. Mesmo assim, os valores restantes precisariam ser cobertos integralmente por um patrocinador. A situação remete ao modelo adotado na contratação do jogador, quando o primeiro acordo de patrocínio máster com a Esportes da Sorte previa R$ 57 milhões destinados à chegada de um atleta de grande impacto midiático — no caso, Memphis Depay. Continua após a publicidade Na prática, porém, o repasse mensal da patrocinadora correspondia a cerca de 25% do salário do jogador. A expectativa era que o clube complementasse o restante por meio de acordos comerciais e exploração de produtos vinculados ao atleta, o que não se concretizou. No contrato atual, firmado em fevereiro, essa vinculação específica foi retirada. O custo mensal tenha permanecido atrelado ao orçamento do clube. Dívida e entraves comerciais A incapacidade de viabilizar receitas no modelo vigente resultou em uma dívida de R$ 42 milhões com Memphis Depay. O valor será parcelado e precisará ser quitado independentemente da permanência do jogador, saindo diretamente dos cofres do clube e sem possibilidade de compensação em um eventual novo contrato. Paralelamente, o departamento de marketing segue em busca de empresas interessadas em bancar a continuidade do atleta. Havia a expectativa de explorar a participação do jogador na Copa do Mundo em ações internacionais, mas o tempo reduzido tem dificultado a estratégia. Atualmente, algumas marcas sinalizam interesse em compor financeiramente, incluindo a própria Esportes da Sorte. Internamente, porém, a avaliação é de que dificilmente apenas uma empresa conseguirá arcar integralmente com os custos mensais, mesmo com eventual redução salarial. Continua após a publicidade Corte na folha e mercado Independentemente do desfecho envolvendo Memphis, o departamento financeiro projeta uma redução ainda maior na folha salarial. A meta é encerrar a temporada com despesas inferiores a R$ 30 milhões mensais. Embora o custo do atacante seja de cerca de R$ 6 milhões por mês, sua exclusão do orçamento impactará apenas metade do ano, gerando uma economia aproximada de R$ 3 milhões no total previsto. Por isso, a saída de outros jogadores com salários elevados também é considerada essencial. O planejamento inclui, ainda, a meta de arrecadar R$ 151 milhões com vendas de atletas. A ideia é substituir eventuais saídas por jogadores de menor custo ou oriundos das categorias de base, equilibrando a folha salarial. Recentemente, o clube contratou o analista de mercado internacional Gabriel Correa, com a missão de ampliar conexões no exterior. Entre suas atribuições está a identificação de oportunidades para valorizar e negociar atletas não apenas de maior visibilidade, como André, Breno Bidon, Rodrigo Garro e Yuri Alberto, mas também jogadores com menor projeção em mercados alternativos, como Turquia, Ásia e Oriente Médio. 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