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Análise dos Times

São Paulo

Principal

Motivo: A análise sobre a demissão de Crespo e a chegada de Roger é centrada no São Paulo, explorando as razões internas e as expectativas para o novo técnico.

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: O artigo apresenta críticas às razões da demissão de Crespo, sugerindo que a diretoria não o considerava um grande técnico e que houve uma narrativa para justificar sua saída.

Viés da Menção (Score: -0.3)

Motivo: Apesar de reconhecer a rejeição inicial, o texto destaca qualidades técnicas de Roger Machado e seu histórico positivo em outros clubes.

Viés da Menção (Score: 0.4)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Grêmio Flamengo São Paulo Palmeiras Atlético Hernán Crespo Roger Machado Inter Julio Casares

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte As razões da saída de Crespo e o que Roger traz de bom para o São Paulo Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 09/03/2026 23h26 Deixe seu comentário O Brasileirão ter cinco trocas de técnico em quatro rodadas incompletas, por si só, é símbolo da nossa esculhambação. Pior só ter gente tentando comparar com a Inglaterra, onde houve oito mudanças em 30 jornadas. Então, não se trata de avalizar a demissão de Crespo. Não era o caminho normal para o vice-líder do Brasileirão. Diferentemente do Flamengo, não se esperou pelo jogo da quinta-feira para demitir depois, nem se acertou bases contratuais com o substituto, até porque podia ser rejeitado pelas redes sociais, como aconteceu no Corinthians. Não há comparação ética entre os comportamentos de diretorias distintas. Letícia Casado Ala do STF aguarda gesto de Mendonça após Master Alexandre Borges STF cobra alto para defender democracia Mauro Cezar Quanto custará a 2ª demissão de Crespo Josias de Souza Consultoria da mulher de Moraes foi inútil ao Master Tudo isto colocado, vale saber das informações. Crespo caiu pela soma de três fatores. O primeiro é que nunca foi considerado um grande técnico pela diretoria. Só por Julio Casares, que somou a fome com a vontade de comer, a boa repercussão de treinador campeão de 2021 à solução de dívidas do passado. O segundo foi o que se chamou nos corredores do Morumbi, não da Barra Funda, de mistura de resultados com ambiente. Se fossem só os resultados, a queda seria na segunda-feira seguinte à derrota para o Palmeiras. Mas veio a rotina de treinos curtos e considerados ruins. E a incrível repercussão interna de uma excelente entrevista realizada pelo programa Bola da Vez, da ESPN, que ainda não foi ao ar - irá quarta-feira - e se espalhou pelas redes são-paulinas. Crespo responde que o São Paulo demorará para ganhar os títulos que sua torcida merece, porque os rivais têm investimentos e o Tricolor patina na política e na falta de estrutura. A avaliação foi de que Crespo protege a si mesmo e não ao clube. Já tinha levado um pito público e particular do presidente Harry Massis ao afirmar que o São Paulo precisava de 45 pontos e o objeto era escapar do rebaixamento. Continua após a publicidade Massis disse a ele que o objetivo são-paulino sempre será maior e que o Brasileiro só termina em dezembro. Dois meses depois, o Tricolor é vice-líder. Parte da torcida entende ser mérito de Crespo. Parte da direção entende ser por causa do compromisso dos atletas e apesar de Crespo. Crespo se surpreendeu e entendeu que se está criando uma narrativa para demissão injustificável. De fato, a queda é muito surpreendente. Internamente, entende-se que o time nunca chegaria ao potencial que possui com as características de treino e montagem de equipe de Hernán Crespo. Roger Machado chega com rejeição. Ele sempre tem, porque é visto com preconceito. Por ser um caso raro, quase único, de técnico negro no Brasil, por expor o que sofre e por ser visto como alguém que não explodiu como treinador. Quem explodiu entre os novos brasileiros? Mesmo assim, Roger fez coisas bastante boas. Foi campeão gaúcho no Internacional, que não ganhava nada havia nove anos. Deixou o Palmeiras com a melhor campanha da Libertadores e Felipão transformou aquela equipe em campeã brasileira. Montou o Grêmio que seria multi campeão com mérito de Renato Gaúcho. Continua após a publicidade No Atlético, foi campeão estadual e teve a melhor campanha da Libertadores na fase de grupos, como faria no Palmeiras do ano seguinte. Se não explodiu é porque o Brasil é uma máquina de moer técnicos e gastar suas grifes. Roger marca por zona, faz perseguições individuais mais curtas do que Crespo, e quando necessário, gosta de pressão na saída do adversário, posse e circulação de bola, tem repertório para variações táticas. Não, ele não é Jurgen Klopp. Mas é bom. Oxalá, tenha respeito e sucesso no Morumbi. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Nova parcial da enquete UOL BBB atualizada: quem será o próximo eliminado Neymar não jogará contra o Mirassol por controle de carga? Mendonça autoriza Vorcaro a falar com advogados na prisão sem ser gravado Corinthians: votação da reforma do estatuto termina em discussão entre Stabile e Tuma Rômulo rebate Abel sobre dificuldade no Palmeiras: 'Sempre fui trabalhador'