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Análise dos Times

Argentina

Principal

Motivo: Colunista declara admiração pelo país e celebra o título argentino; chama Messi de ídolo sem contestação

Viés da Menção (Score: 0.8)

Motivo: Relato neutro; destaca que a maioria dos brasileiros torceu pela Argentina no Catar

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Autor diz jamais torcer pela Alemanha por causa do 7 a 1 na Seleção Brasileira

Viés da Menção (Score: -0.5)

Motivo: Cita holandeses como exceção ao respeito por Messi e diz que pagaram preço alto

Viés da Menção (Score: -0.4)

Motivo: Derrota croata narrada como palco da genialidade de Messi e da finta sobre Gvardiol

Viés da Menção (Score: -0.2)

Motivo: Elogia Mbappé como 'jovem genial' e a final como a melhor decisão da história das Copas

Viés da Menção (Score: 0.2)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Barcelona Maracanã Lionel Messi Copa do Mundo Kylian Mbappé Copa América França Brasil Julián Álvarez Argentina Alemanha Catar Josko Gvardiol Croácia Mané Garrincha Lusail

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Lionel Messi fez o Brasil torcer pela Argentina Juca Kfouri Colunista do UOL 06/10/2026 00h00 Deixe seu comentário Imagem: Carlos Barria Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Cada um tem com o objeto de seu trabalho as relações que cria em sua cabeça, conheça ou não o personagem. Nunca troquei uma palavra com Lionel Messi. Passei a admirá-lo no Barcelona e a admiração só fez crescer. Sakamoto Flávio, Lula e o que as pesquisas não captaram Daniela Lima Lula precisa de feito inédito, de um milagre político Josias de Souza Brasil produziu a vingança de Bolsonaro João Paulo Charleaux Brasil não está sozinho na onda da extrema direita Pela TV. Embora tenha coberto todas as Copas do Mundo que ele disputou, de 2006 em diante, a primeira vez que o vi no estádio foi em 2014, no Maracanã, na final contra a Alemanha. Até então seus compatriotas o criticavam, diziam que ele era "pecho frio", peito frio. Nem Copa América tinha no currículo, em contraste gritante com a carreira na equipe catalã. Naquela final devo ter sido dos poucos brasileiros a torcer pelos hermanos, entre outras razões porque não sofro da Síndrome de Estocolmo e jamais torceria por quem enfiou 7 a 1 na Seleção Brasileira. Também porque sempre gostei da Argentina, do país, da música, da literatura, da gente. Continua após a publicidade O peito ficou mais gelado depois de nova derrota. Veio 2018, na Rússia, e os argentinos ficaram pelo caminho. Não vi jogo algum dele in loco. No Catar foi diferente. Vi quase todos. Porque aquela foi uma Copa que você cobria de metrô. O estádio mais distante de Doha ficava a apenas 35 quilômetros. Continua após a publicidade Houve dias em que dava para ver até três jogos presencialmente. Era impressionante a concentração dele, o desempenho dele, a liderança dele, o respeito que despertava, com exceção dos holandeses, que pagaram preço alto por isso. Vi Messi encarnar Mané Garrincha na semifinal contra a Croácia, ao entrar driblando (deveria dizer dibrando) pela direita e, antes do passe para o gol, dar a última finta no espaço de um lenço. Naquele dia escrevi que havia visto Mané Messi ou Lionel Garrincha. Lionel Andrés Messi Cuccittini encarnava Manoel Francisco dos Santos. "Com a bola nos pés, pressionado pelo assustador zagueiro croata Josko Gvardiol, 1,85 m, de máscara ainda por cima, Messi, 1,69 m, a mesma altura de Mané Garrincha, fingiu que a devolveria para trás, pedalou em cima dela, girou o corpo em direção à linha de fundo e o Maracanã veio abaixo, enquanto, em desespero, Josko virava João e Mané Messi escapava dele para entregar o gol ao companheiro Julián Álvarez. Ou seria Vavá?". Mal-humorado que estava com aquela Copa artificial, plastificada, agradeci por ter ido, apenas por testemunhar o que acabava de ver. Continua após a publicidade Veio a final. Argentina x França. O veterano genial Messi contra o jovem genial Mbappé. Simplesmente a melhor decisão da história das Copas e duelo que terminou como o futebol merecia, 3 a 3 no placar, com direito à defesa milagrosa no último segundo para permitir que os argentinos fossem aos pênaltis e ganhassem o título para Messi. Agradeci de novo ter ido ao Catar. Porque, além do mais, testemunhei algo igualmente fantástico: a maioria dos brasileiros presentes ao estádio Lusail torceu pela Argentina ou, se não por ela, por ele, Lionel Messi. Soube, depois, que no Brasil não tinha sido diferente. Continua após a publicidade Que hoje pendura as chuteiras de ouro pela seleção de seu país e dança o último tango em Buenos Aires. Como ídolo sem contestação. Ídolo de pecho caliente. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora De Michelle a Marina JHC, ex-primeiras-damas são eleitas para o Legislativo Agenda de debates do 2º turno tem encontros marcados para o mesmo dia; veja datas Paes chama Garotinho de 'laranja' após ele desistir de recurso no TSE Resumo da novela 'Quem Ama Cuida' da semana: capítulos de 6/10 a 17/10 Fachin: STF é maior do que tudo e todos e permanecerá