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Análise dos Times

Motivo: A matéria foca na declaração machista de um jogador do Bragantino, mas relata os fatos e as repercussões de forma equilibrada, incluindo o repúdio do clube.

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Motivo: O São Paulo é mencionado como adversário e beneficiado pela arbitragem na visão do jogador, mas sem aprofundamento sobre o seu desempenho.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

palmeiras sao paulo corinthians red bull bragantino fpf gustavo marques daiana muniz justica desportiva diego cerri

Conteúdo Original

Reportagem Esporte Por fala machista, zagueiro do Bragantino pode pegar 10 jogos de suspensão Gabriel Coccetrone Repórter 22/02/2026 20h56 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia O zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, reclamou da arbitragem de Daiana Muniz após a eliminação do Massa Bruta para o São Paulo, no último sábado (21), pelas quartas de final do Paulistão. O jogador fez uma declaração de cunho machista contra a árbitra, responsável pelo apito da partida. Após o jogo, Gustavo Mendes disse que uma mulher não deveria apitar um jogo envolvendo grandes times. Ele alegou que o clube do interior foi prejudicado pela arbitragem na partida. "Não adianta a gente jogar contra São Paulo, Palmeiras e Corinthians, e eles colocarem uma mulher para apitar um jogo desse tamanho. Acho que ela não foi honesta. O São Paulo tem todo o mérito, pela camisa, pela tradição que tem, mas acho que ela puxou para eles porque, independentemente da situação, o Red Bull (Bragantino) é grande, mas, para ela, o São Paulo foi maior. Esse jogo é critério dela, porque ela não foi mulher", disse em entrevista à TNT Sports. Milly Lacombe Mesmo nervoso, Flu mostra a sua força contra o Vasco PVC O santo de Neymar não é forte. Nem o Santos Juca Kfouri Pedidos de desculpas por marketing são insuficientes Josias de Souza Justiça legalizar pedofilia tem de ser ilegalizada "A gente trabalha todo dia, deixa família em casa, irmã, pai, mãe, para ela vir e acabar com o sonho. Era um sonho nosso chegar à semi e até à final. Mas ela acabou com nosso jogo. Acho que a FPF (Federação Paulista) tem que olhar para jogos desse tamanho e não colocar uma mulher. Com todo respeito às mulheres do mundo, eu sou casado, tenho minha mãe, desculpa estar falando alguma coisa para as mulheres, mas, do tamanho dela, acho que ela não tem capacidade para apitar um jogo desse", acrescentou. A declaração do jogador repercutiu rapidamente nas redes sociais. Alguns minutos depois, em uma segunda entrevista, o atleta se desculpou. Ele disse que pediu perdão pessoalmente à árbitra e também que "está mal" pela situação. "Estou aqui para pedir perdão para todas as mulheres do mundo, do Brasil. Falei coisas que não deveria naquele momento para a Daniela [Daiana]. Fui ao vestiário dela e pedi perdão a ela e à assistente. Estou aqui para pedir perdão a todas as mulheres. Estou mal, estou triste, minha esposa já me xingou, minha mãe já me xingou. Estou aqui para pedir perdão. Estou sendo ser humano, todos erram", disse o defensor na zona mista. Jogador pode ser punido pela Justiça Desportiva? Especialistas ouvidos pelo Lei em Campo afirmam que, apesar do pedido de desculpas, Gustavo Mendes pode ser alvo de denúncia por parte da Justiça Desportiva. O advogado Carlos Henrique Ramos, especialista em direito desportivo, entende que o jogador do Red Bull Bragantino pode ser enquadrado por "prática de ato discriminatório". Continua após a publicidade "Embora o atleta tenha tomado a iniciativa de se retratar (certamente uma conduta de mera contenção de danos), ele pode ser denunciado com base no art. 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) por prática de ato discriminatório relacionado a preconceito de gênero. A punição é de suspensão de cinco a dez partidas", avalia. Gustavo Lopes, advogado especializado em direito desportivo, ressalta que o CBJD prevê punição para quem ofende a honra da arbitragem e também para condutas discriminatórias. "Se a fala for interpretada como manifestação de preconceito em razão de gênero, o enquadramento pode ocorrer como ato discriminatório, o que eleva a gravidade e pode resultar em suspensão e multa" , explica. "No plano constitucional, é importante lembrar que a liberdade de expressão não é absoluta. Ela encontra limites na dignidade da pessoa humana, na igualdade e na vedação a qualquer forma de discriminação. O ambiente esportivo, por sua dimensão pública e educativa, exige responsabilidade redobrada", acrescenta. O advogado Gustavo Lopes alerta ainda para reflexos na esfera criminal. "A depender do contexto e da forma como a declaração foi feita, pode-se cogitar enquadramento como crime de injúria qualificada por preconceito, especialmente se houver elemento de menosprezo ou inferiorização em razão do gênero. O Supremo Tribunal Federal (STF) já consolidou entendimento de que condutas discriminatórias podem receber tratamento equiparado ao racismo, cuja repressão é mais severa", afirma o especialista. Continua após a publicidade Bragantino repudia declaração Em nota, o Red Bull Bragantino afirmou não compactuar com o que foi dito pelo jogador e que já estuda uma punição por conta das falas de teor machista por ele feitas à árbitra. "O Red Bull Bragantino vem a público reforçar o pedido de desculpas a todas as mulheres e, principalmente, à árbitra Daiane Muniz. O clube não compactua e repudia a fala machista do zagueiro Gustavo Marques, dita após a partida. Ainda no estádio, o jogador e o diretor esportivo do clube, Diego Cerri, se dirigiram até o vestiário da arbitragem para pedir desculpas pessoalmente em nome da instituição e reconhecer o erro. Ambos também atenderam a imprensa no local. Sabemos que o peso de uma eliminação é frustrante, mas nada justifica o que foi dito. Seja no futebol ou em qualquer meio da sociedade. O clube vai estudar nos próximos dias a punição que será aplicada ao atleta." Posicionamento da Federação Paulista Continua após a publicidade Quem também se pronunciou foi a Federação Paulista de Futebol (FPF), que emitiu um comunicado para repudiar as declarações do jogador do Massa Bruta. "É com profunda indignação e revolta que a Federação Paulista de Futebol recebeu a entrevista do atleta Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, após a partida contra o São Paulo, neste sábado (21), pelo Paulistão Casas Bahia. Uma declaração em relação à árbitra Daiane Muniz que reflete uma visão primitiva, machista, preconceituosa e misógina, incompatível com os valores que regem a sociedade e o futebol. É absolutamente estarrecedor que um atleta, em qualquer circunstância, questione a capacidade de um árbitro com base em seu gênero. A FPF tem orgulho de contar em seu quadro com 36 árbitras e assistentes e continua trabalhando ativamente para que este número cresça. Daiane Muniz é uma árbitra FPF/CBF/FIFA da mais alta qualidade técnica, correta e de caráter. A FPF reforça todo apoio a Daiane e a todas as mulheres que atuam ou desejam atuar em qualquer área do futebol. Nosso trabalho diário é para garantir que o futebol seja um ambiente seguro e justo para todas as mulheres. Por fim, a FPF encaminhará tais declarações à Justiça Desportiva, para que esta tome todas as providências cabíveis" Continua após a publicidade Nos siga nas redes sociais: @leiemcampo Este conteúdo tem o patrocínio do Rei do Pitaco. Seja um rei, seja o Rei do Pitaco. Acesse: www.reidopitaco.com.br . Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Lei em Campo por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Strasbourg vence Lyon e impõe primeira derrota do time com Endrick Vasco anuncia saída do técnico Fernando Diniz EUA e Canadá emitem alerta de segurança após morte de traficante no México Fluminense, mesmo destrambelhado e nervoso, mostra sua força contra o Vasco México vive onda de violência após morte de chefe de cartel