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Futebol Libertadores Feminina chega às finais em Quito buscando se aproximar do fã Giselly Corrêa Colaboração para o UOL 30/10/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Vista do Estádio Rodrigo Paz Delgado, que vai receber final da Libertadores Feminina Imagem: Franklin Jacome/Getty Images Caminhar pelas ruas de Quito, no Equador, lembra a experiência de circular por muitas grandes cidades da América do Sul, sobretudo pela manhã. A essa hora, o vaivém do comércio se mistura às conversas nas calçadas, às feiras de rua, aos vendedores ambulantes e ao fluxo constante de gente entrando e saindo das lojas. Em meio a essa rotina, porém, um evento passa quase despercebido na paisagem urbana: a capital equatoriana recebe, pela terceira vez, a Libertadores Feminina, principal competição de clubes na América do Sul. Pelo menos no centro da cidade, onde a reportagem percorreu ruas e conversou com moradores e comerciantes, não havia envelopamentos, cartazes ou qualquer publicidade sobre o torneio, que começou em 15 de outubro e termina neste sábado (31). Alguns entrevistados conheciam a competição, mas poucos disseram ter ido a alguma partida, mesmo com as semifinais em andamento e a final se aproximando. Um deles é o fotógrafo Julio Romero, de 65 anos. Ele reconhece que o futebol feminino tem pouca visibilidade no país, mas acompanha a modalidade por um motivo especial: a neta. Balaio do Kotscho Fonteles vira nome forte para suceder Lula Milly Lacombe Só Fla e Palmeiras fora da convocação não faz sentido Casagrande Corinthians vive pior fase da sua história Mariana Sanches Governo Trump vive impasse sobre o Brasil "É muito pouco difundido, mas me encanta porque tenho uma neta que joga futebol e está no Independiente del Valle. Ela tem muita pretensão de ser uma jogadora profissional e quer sair para jogar na Europa" , contou Romero. A menina tem 10 anos e joga nas categorias de base do clube. Para o avô, o Cruzeiro tem o melhor elenco desta edição da Libertadores. Assista aos jogos da Libertadores Feminina 2026 ao vivo no UOL Play Julio Romero tem uma neta que joga na base das Dragonas IDV. Imagem: Foto: Giselly Corrêa Futebol presente no cotidiano Perto dali, a poucos metros da Plaza del Teatro, no centro histórico, Isabel Spotr, de 63 anos, comanda há quatro décadas a Sport San Vicente, loja de artigos esportivos. De trás do balcão, ela acompanha de perto a relação dos equatorianos com o futebol. Camisas de clubes locais e da seleção estão entre os itens mais procurados. "Há muito interesse do povo equatoriano no futebol. É o principal esporte", afirmou. Segundo ela, as mulheres também compram artigos esportivos, e as camisas da LDU (Liga Deportiva Universitaria) e do Independiente del Valle vendem bem entre diferentes públicos. Isabel Spotr, comerciante de Quito, no Equador Imagem: (Foto: Giselly Corrêa Continua após a publicidade O interesse pela modalidade, no entanto, já deu sinais no país. No ano passado, a final da Copa América Feminina, também disputada em Quito, levou quase 24 mil pessoas ao estádio. Durante uma corrida por aplicativo pela cidade, um motorista quis saber de Marta e contou, empolgado, que tinha visto a brasileira jogar ali. A lembrança mostra que o futebol feminino deixa marcas que vão além do torneio da vez. Entre a curiosidade de quem começa a acompanhar, o sonho de meninas que querem se profissionalizar e as lembranças de quem já esteve na arquibancada, o futebol feminino vai construindo, aos poucos, sua memória no Equador. O desafio agora é transformar esse interesse pontual em uma relação mais próxima e duradoura com o público. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Superávit de R$ 4,8 bi mascara déficit e põe em risco meta fiscal de 2026 Juro alto e trajetória da dívida asfixiam a economia e desafiam Lula 4 'Tática Janones' inspira esquerda fora do país e vira lição a marqueteiros Ministros do STF sugerem ignorar Flávio e fortalecer ponte com Alcolumbre Bloco de Netanyahu sai na frente, mas perde maioria do Parlamento em Israel