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Análise dos Times

Shakhtar Donetsk

Principal

Motivo: Tom empático com o drama do clube exilado pela guerra, destacando resiliência e saudade da torcida

Viés da Menção (Score: 0.5)

Motivo: Mencionado apenas de forma neutra como dono do estádio cedido ao Shakhtar

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Citado somente como adversário do próximo jogo, sem avaliação

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Chelsea Arsenal Champions League Alisson Shakhtar Donetsk Ucrânia Luiz Adriano Stamford Bridge Kauã Elias AEK Atenas Schalke 04 Darijo Srna Donbass Arena Douglas Costa

Conteúdo Original

Kauã Elias fala sobre adaptação e ajuda de brasileiros no Shakhtar Somos um time sem casa". — Darijo Srna, diretor executivo do Shakhtar Donetsk A frase de Darijo Srna, ex-jogador e hoje dirigente do Shakhtar Donetsk , retrata o drama vivido há mais de uma década pelo clube ucraniano. Por causa de conflitos no leste da Ucrânia, o segundo maior campeão do país convive há anos com a impossibilidade de atuar na cidade de Donetsk e precisa encontrar outros estádios para mandar suas partidas . Em jogos de competições europeias, como a Champions League, as alternativas são fora do território ucraniano. Na edição de 2026/27, por exemplo, a equipe atuará no Stamford Bridge, em Londres, casa do Chelsea - que não disputará torneios continentais na temporada. + ✅Clique aqui para seguir o canal ge Futebol Internacional no WhatsApp 1 de 3 Stamford Bridge, casa do Chelsea, vai receber jogos do Shakhtar na Champions — Foto: Warren Little/Getty Images Stamford Bridge, casa do Chelsea, vai receber jogos do Shakhtar na Champions — Foto: Warren Little/Getty Images O primeiro jogo do Shakhtar como mandante em um tradicional palco do futebol inglês ocorre nesta quarta-feira, quando os ucranianos recebem o AEK, da Grécia, pela segunda rodada da fase de liga. Em entrevista ao ge , Srna relembrou as perdas provocadas pela guerra, explicou a escolha pela capital inglesa e falou sobre os desafios de manter a equipe competitiva enquanto o clube segue impossibilitado de jogar em sua terra natal . Da última vez que esteve na Liga dos Campeões, na temporada 2024/25, a equipe atuou na Arena AufSchalke, em Gelsenkirchen, na Alemanha, casa do Schalke 04. O drama do Shakhtar começou em 2014, quando forças da Rússia tomaram a região de Donbass, onde fica a cidade de Donetsk. Desde então, o time ucraniano teve que procurar alternativas em outras cidades pelo país. O clube, inicialmente, optou por tornar Lviv, que fica no oeste, sua nova base - a cerca de 1,2 mil quilômetros de distância de Donetsk. O impacto não veio apenas para os torcedores, mas também chegou ao dia a dia de todos os profissionais envolvidos. + Ex-Flu, Kauã Elias traça meta para Champions e sonha com Seleção: "Ancelotti vai ter um olhar diferente" — Perdemos Donetsk, nosso estádio, nosso centro de treinamento, nossas casas e nossos torcedores. Jogamos em Lviv, jogamos em Kharkiv, jogamos em Kiev. Depois que a guerra em grande escala começou, em 2022, jogamos na Polônia e na Alemanha. Estamos em todos os lugares. Somos um time sem casa — afirmou o diretor executivo. PSV Eindhoven 1 x 1 Shakhtar Donetsk | Gols | 1ª rodada | Fase de liga | Liga dos Campeões + Veja a tabela completa da Champions League 2026/27 No caso de competições realizadas pela Uefa, o Shakhtar precisa atuar fora da Ucrânia. A entidade não autoriza jogos de torneios como a Champions League em território ucraniano devido aos riscos militares e constantes ataques com mísseis e drones . Por conta disso, em outros anos os vizinhos Alemanha e Polônia foram escolhidos. Mas, então, nesta temporada, por que Londres? A escolha por Stamford Bridge passa por alguns fatores. O primeiro, a disponibilidade do estádio nas datas da competição, já que o Chelsea não disputa torneios europeus em 2026/27 - e o único clube londrino que joga a Champions é o Arsenal. Pesou, também, a existência de uma forte comunidade ucraniana no Reino Unido: segundo o observatório da migração, são mais de 217 mil pessoas . + Ex-Atlético-MG, Alisson estreia na Champions pelo Shakhtar Donetsk —  Esperamos ter um ambiente muito bom no estádio e um forte apoio da torcida. A Inglaterra e o Reino Unido estão apoiando muitos ucranianos durante a guerra. Eles abriram as portas. (Stamford Bridge) É um estádio único, um estádio histórico. Acho que será um prazer para nós jogarmos partidas da Liga dos Campeões lá — disse Srna. A distância impõe desafios à logística do clube. Para disputar partidas europeias, o Shakhtar precisa conciliar os longos deslocamentos com a rotina do Campeonato Ucraniano. Segundo Srna, a equipe procura administrar o desgaste com um rodízio frequente entre os jogadores. — Temos cerca de 26 a 27 jogadores e estamos fazendo rodízio no time a cada três dias. E sim, infelizmente, estamos acostumados com essa situação. Esperamos que esta guerra termine o mais rápido possível e que possamos voltar a jogar em nosso país diante de nossa torcida — finalizou. + Reduto de brasileiros, Shakhtar busca refúgio na fronteira com Polônia para seguir ativo em meio à guerra O último jogo na Donbass Arena 2 de 3 Torcedores presentes no último jogo do estádio Donbass Arena — Foto: Shakhtar Donetsk Torcedores presentes no último jogo do estádio Donbass Arena — Foto: Shakhtar Donetsk O afastamento do Shakhtar Donetsk de sua cidade natal é um marco na história do clube. O time ucraniano disputou sua última partida na Donbass Arena no dia 2 de maio de 2014. Diante de mais de 18 mil torcedores, a equipe venceu o Illichivets Mariupol por 3 a 1, com gols dos brasileiros Luiz Adriano e Douglas Costa. Inaugurado em 2009, a Donbass Arena era um dos símbolos do futebol ucraniano e havia recebido jogos da Eurocopa de 2012. Meses depois da saída do Shakhtar, em agosto de 2014, o local foi danificado durante o conflito no leste do país. 3 de 3 Donbass Arena não recebe jogos desde 2014 — Foto: Reprodução/Twitter Donbass Arena não recebe jogos desde 2014 — Foto: Reprodução/Twitter Mais de uma década após o início da guerra, que depois tomou conta de todo o país, o Shakhtar continua longe de Donetsk e precisa passar por diferentes cidades e países para disputar seus jogos. Em imagens feitas pelo jornalista ucraniano Butusov, Luiz Adriano e Douglas Costa ainda aparecem na fachada do Donbass Arena, como lembrança de um período de conquistas. Enquanto o retorno não é possível, o clube segue construindo sua trajetória longe da Ucrânia. Nesta quarta-feira, às 16h (de Brasília), o Shakhtar enfrenta o AEK Atenas pela segunda rodada da Champions League 2026/27.