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Análise dos Times

Pacaembu

Principal

Motivo: O artigo foca na análise do desempenho financeiro e operacional do estádio, com foco em sua reinserção no cenário esportivo e em como lidar com os desafios pós-reforma.

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Motivo: O Santos é mencionado como um dos clubes que não teve envolvimento com o Pacaembu em 2025, com o texto explicando o motivo (gramado sintético).

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Motivo: O São Paulo é mencionado como um dos clubes que não teve envolvimento com o Pacaembu em 2025, com o texto explicando o motivo (gramado sintético).

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Motivo: A Portuguesa é citada por ter assumido jogos no estádio, mas o texto informa que os custos mais altos que o Canindé inviabilizaram sua permanência em 2026.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

santos sao paulo neymar cruzeiro portuguesa lucas mercado livre arena pacaembu pacaembu rafael carvalho allegra

Conteúdo Original

Veja os bastidores de como ficou a Mercado Livre Arena Pacaembu após a reforma Centenas de torcedores assistiram o Cruzeiro campeão da Copinha, sobre o São Paulo, na Arena Mercado Livre Pacaembu, na manhã de domingo. Passado um ano desde a reabertura pós-reforma, enchendo as arquibancadas pela primeira vez em 2026, o complexo abre o ano com um desafio: não se transformar em um novo "elefante branco". Sem Santos e São Paulo em 2025, o Pacaembu encontrou pouca adesão no futebol profissional, com nove partidas disputadas, e ocupou o calendário de outra forma: 75,4% dos 146 eventos sediados no complexo não tiveram ligação com o esporte. Entre shows, ativações de marca e eventos, a administração diz que fechou o ano com R$ 104 milhões de faturamento. – A gente vai trabalhar os primeiros 12 anos para começar a ter retorno – explicou o diretor estatutário Rafael Carvalho. – Para não ter prejuízo operacional, pagar as contas, equipe, luz, seguros, precisa de um faturamento de R$ 150 milhões por ano. Não chegamos lá ainda, mas a expectativa é que em 2026 a gente consiga fechar essa conta. O ge voltou ao complexo para mostrar faturamento, dívidas, as novas obras, os planos de agenda esportiva e o que falta entregar. A administradora estuda, inclusive, alternativas ao gramado sintético no estádio. 1 de 8 Estádio do Pacaembu — Foto: Marlon Costa/AGIF Estádio do Pacaembu — Foto: Marlon Costa/AGIF Os 141 eventos sediados no complexo em 2025 Evento privado: 51 Evento esportivo: 34 Shows: 16 Jogo de futebol festivo: 12 Jogo de futebol profissional: 9 Jogo de futebol amador: 9 Ativação de marca: 8 Treino de futebol: 5 Jogo de futebol de base: 3 Feira: 3 Exposição: 1 2 de 8 Pacaembu recebeu no gramado a formatura da Polícia Militar de São Paulo em dezembro de 2025 — Foto: Camila Alves Pacaembu recebeu no gramado a formatura da Polícia Militar de São Paulo em dezembro de 2025 — Foto: Camila Alves Gramado sintético? O Pacaembu se apoia na localização estratégica, mas inicia 2026 com o desafio de se reinserir como palco relevante no futebol paulista. Havia assinado termos de cooperação com Santos e São Paulo, mas os protestos de Neymar e Lucas contra o gramado sintético distanciaram os clubes do estádio. É em meio a este cenário que o diretor admite estudar alternativas. Entre elas, o uso de grama natural, como fizeram os Estados Unidos na Copa América, ou mesmo a troca da gramado artificial ao fim da vida útil. Isso, contudo, se houver demanda. – Se tiver 20, 30 jogos garantidos de futebol profissional, vale a pena trocar o sistema quando este não estiver nas melhores condições. A gente viu movimentos interessantes na Copa América também, de estádios adaptados para competição. É uma coisa que estamos estudando e uma decisão que vai ser tomada no futuro – afirmou. Em fevereiro de 2025: Lucas, do São Paulo, diz que movimento contra gramado sintético ganha força com Neymar É preciso demanda porque há uma questão financeira envolvida, considerando a retomada dos shows após mais de 20 anos no estádio. – Se pensar em geração de receita, o gramado natural custa R$ 2 milhões o sistema, você vai gastar uns R$ 150 mil a R$ 200 mil por mês para manter, e todo grande evento pode precisar de reparo. A alocação do estádio, tradicionalmente, não é muito alta – explicou Carvalho. No Pacaembu, segundo o diretor, os clubes pagam cerca de R$ 250 mil de aluguel – R$ 125 mil no caso do futebol feminino, com desconto de 50% por apoio à modalidade –, enquanto os shows custam cinco vezes mais: R$ 1,25 milhão para usar o espaço. 3 de 8 Reencontro de Gigantes: lendas de Corinthians e Boca se enfrentam no Pacaembu — Foto: Marcos Ribolli Reencontro de Gigantes: lendas de Corinthians e Boca se enfrentam no Pacaembu — Foto: Marcos Ribolli É assim que terminou 2025 com nove partidas do futebol profissional, oito jogos festivos, três de base e nove do futebol amador, além de cinco treinos. A Portuguesa assumiu a maior parte dos jogos e estaria nos planos da Allegra para voltar ao estádio em 2026, mas diz que o custo mais alto que o Canindé, agora com as obras adiadas e para receber cerca de 2.500 torcedores, não compensava. Fiel volta ao Pacaembu depois de cinco anos em clássico contra a Portuguesa Perguntando se o número de partidas terminou sendo abaixo do esperado, Rafael Carvalho nega. O futebol profissional veio aqui no número de jogos que a gente imaginava receber. — disse Rafael Carvalho. – Tem outros jogos que foram interessantes. A ideia é que a agenda esportiva sempre tenha um lugar especial, mas não necessariamente só com futebol profissional. Sempre vai ser prioritário, importante, mas temos estudado eventos para a Confederação Brasileira de Skate, de Desporto Aquático, de Atletismo – explicou o diretor. São confederações com as quais a Allegra tem termos de cooperação assinados para levar competições ao complexo, com expectativa de ultrapassar os 200 eventos em 2026. 4 de 8 Mundial Vôlei Feminino no Ginásio Pacaembu — Foto: Volleyball World Mundial Vôlei Feminino no Ginásio Pacaembu — Foto: Volleyball World Faturamento e dívidas: quando se paga? Rafael Carvalho aponta o faturamento de R$ 104 milhões como dentro do esperado para o primeiro ano pós-reforma, com uma projeção ascendente e fluxo estável somente nos R$ 300 milhões por ano. Isso porque, dos R$ 800 milhões investidos na obra, parte é financiada. Em 2025, de acordo com o diretor, foi preciso pagar cerca de R$ 80 milhões em juros, R$ 40 milhões em custo de operação e manutenção, além da outorga variável, de 2% do faturamento para a prefeitura de São Paulo. Em dezembro, o portal Metrópoles divulgou haver uma dívida da Allegra de R$ 17 milhões com 94 fornecedores em 468 protestos em cartórios. Esse número está em queda. São 428 em janeiro, para uma dívida de R$ 13,9 milhões e há 12 que foram pagos e têm autorização para cancelamento. A administradora diz que no ano passado uma auditoria interna identificou possíveis divergências de valores e serviços que demandaram a interrupção dos pagamentos, mas que seriam retomados após os esclarecimentos prestados. 5 de 8 Troféu da Copinha 2026 — Foto: Diego Soares/Ag.Paulistão Troféu da Copinha 2026 — Foto: Diego Soares/Ag.Paulistão O que falta entregar? Em estrutura, a maior parte do complexo está em funcionamento: o estádio, o centro de tênis, a piscina, o ginásio, que recebeu o Mundial de Clubes de Vôlei Feminino, e alguns estabelecimentos comerciais – no caso da sorveteria, uma loja de roupa e uma loja da Panini. Em 2026, serão inaugurados um café e uma academia. Ainda em obras, o edifício multiuso – localizado onde estava o demolido tobogã – finalizou os blocos central e oeste. A administradora entrega a estrutura com as instalações, mas os parceiros terminam a parte interna. Então o hotel, por exemplo, que estaria pronto no segundo semestre de 2025, está com o prédio finalizado, mas ainda fora de funcionamento. 6 de 8 Bloco leste do edifício multiuso no complexo do Pacaembu ainda será erguido — Foto: Camila Alves Bloco leste do edifício multiuso no complexo do Pacaembu ainda será erguido — Foto: Camila Alves O bloco leste ainda falta ser finalizado. Ele é o que está ao lado da quadra de tênis e precisou de uma mudança no projeto que atrasou as obras: foi preciso prever e fazer reforço na estrutura para suportar os equipamentos do centro de medicina e reabilitação esportiva que será instalado no local. – Muito provavelmente o centro de reabilitação esportiva vai ser o último a entrar em operação – disse Rafael Carvalho, que espera encerrar 2026 com "quase tudo" em funcionamento. 7 de 8 Bloco leste do edifício multiuso no complexo do Pacaembu ainda será erguido — Foto: Camila Alves Bloco leste do edifício multiuso no complexo do Pacaembu ainda será erguido — Foto: Camila Alves E o alagamento do campo? Quando recebeu a final da Taça das Favelas em evento-teste no fim de 2024, o Pacaembu precisou administrar um alagamento que invadiu a alameda leste, o campo e atraiu as atenções durante a partida. Um ano depois, a administradora explica que houve um entupimento de uma rede de drenagem, que faz parte da infraestrutura da cidade, e com a chuva os "postos de visita" tiveram refluxo da água que alagou a alameda do estádio. 8 de 8 Água descendo após alagamento da Alameda Leste na Mercado Livre Arena Pacaembu — Foto: Camila Alves Água descendo após alagamento da Alameda Leste na Mercado Livre Arena Pacaembu — Foto: Camila Alves O Pacaembu fez uma obra emergencial na época para trocar a tubulação e agora usa um robô para checagens que evitem novo problema. – Fizemos a demolição do piso de concreto, que foi escavado para acessas as galerias a 4 ou 5 metros de profundidade, para refazer a tubulação. Trocamos o sistema, de dutos de PVC com anéis metálicos, por uma metodologia metálica, mais resistente. – Agora, como em todos os espaços, a gente faz manutenções periódicas, mas com um robozinho que anda dentro da tubulação. É um duto grande, em alguns momentos tem 1,60m, em outros tem 1,80m, dá para caminhar dentro, mas no dia a dia é mais fácil descer com esse robô, um veículo com câmera que mostra a infraestrutura. Forte chuva transforma setor do Pacaembu em "piscina"