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Inglaterra 1 x 2 Brasil | Melhores Momentos | Amistoso Internacional Os amistosos contra Inglaterra (vitória por 2 a 1) e Itália (por 1 a 0) na Data Fifa de outubro, consolidaram o momento de força da seleção brasileira feminina. Sob o comando de Arthur Elias, o Brasil demonstrou não apenas capacidade de vencer adversárias de alto nível, mas, principalmente, uma notável eficiência em diferentes cenários de jogo, traço essencial na preparação para a Copa do Mundo de 2027 em território brasileiro. O jogo contra a Inglaterra O confronto contra as inglesas, atuais campeãs europeias, foi um ótimo panorama sobre como o Brasil aprendeu a ser letal mesmo sem o controle de posse de bola. Dados do jogo Inglaterra 1 x 2 Brasil Indicador Inglaterra Brasil Lições do jogo Placar 1 2 Vitória consistente Posse de bola 62% 38% Arthur Elias coloca um sistema de saber jogar sem a bola Finalizações 15 9 Menos volume, mais precisão Desarmes 5 9 Foco na roubada de bola e na transição rápida Fonte: Gato Mestre deslize para ver o conteúdo O bom resultado brasileiro foi construído a partir de uma performance eficiente na conversão. Embora a Inglaterra tenha dominado a posse (62%) e finalizado 15 vezes contra apenas nove do Brasil, a Seleção soube ser precisa ao converter dois gols. Na fase defensiva, a Seleção adotou uma postura mais agressiva e intensa. O time quase dobrou o número de desarmes da Inglaterra (nove a cinco), demostrando sucesso na recuperação de posse. Esse comportamento mais físico é confirmado pelo maior número de faltas cometidas (16 a 14) e pela expulsão de Angelina, o que mostra a estratégia para anular o toque de bola inglês. Zaneratto x Russo: jogadoras de destaque no amistoso 1 de 2
Bia Zaneratto em atuação pela seleção brasileira — Foto: Marcos Ribolli Bia Zaneratto em atuação pela seleção brasileira — Foto: Marcos Ribolli A comparação entre as atacantes de referência, a inglesa Alessia Russo e a brasileira Bia Zaneratto, reforça o tema da eficiência. Apesar de Russo ter tido mais volume de jogo (duas finalizações e dois passes para finalização), Zaneratto foi a jogadora de desequilíbrio na partida. Sua única finalização na direção do gol ajudou no placar do jogo e faz com que seu papel no elenco seja de suma importância pelo poder de decisão nos momentos-chave, algo que Arthur Elias valoriza em seu esquema tático. + Brasileirão 2025 já iguala trocas de técnicos de 2024; veja a lista por edição dos pontos corridos + Chances Série B: Athletico-PR volta a vencer, ganha fôlego e aumenta possibilidade de acesso para 19% Volume e domínio contra a Itália Itália 0 x 1 Brasil | Melhores momentos | Amistoso internacional O segundo amistoso, contra as italianas, apresentou uma narrativa tática diferente já que o Brasil assumiu o papel de protagonista. Itália 0 x 1 Brasil Indicadores Itália Brasil As lições tiradas do jogo Placar 0 1 Reflete a solidez defensiva e a insistência em conseguir o resultado Posse de bola 45% 55% Implementou o controle da partida Finalizações 11 18 Grande volume ofensivo Desarmes 6 12 Confirmação da intensidade na recuperação de bola Fonte: Gato Mestre deslize para ver o conteúdo Para esta partida, Arthur Elias testou o time para ter a posse de bola. Com 55%, a Seleção desenvolveu um jogo com 18 finalizações contra 11 da Itália. O número ajuda a perceber a superioridade na construção de jogadas e na capacidade de envolver a defesa italiana, culminando no único gol de Luany no confronto. O alto número de desarmes (12) também indica que, mesmo com a posse, a equipe manteve uma atitude agressiva na transição defensiva, recuperando a bola rapidamente para manter a pressão. Cristiana Girelli vs Amanda Gutierres 2 de 2
Amanda Gutierres com a camisa da seleção brasileira durante a Copa América — Foto: Lívia Villas Boas / CBF Amanda Gutierres com a camisa da seleção brasileira durante a Copa América — Foto: Lívia Villas Boas / CBF No duelo entre a italiana Cristiana Girelli e a brasileira Amanda Gutierres, o volume de jogo das jogadoras de área foi impactado pelo tempo em campo e a dinâmica do jogo: O duelo entre as atacantes foi influenciado pelo tempo de jogo. Girelli entrou no segundo tempo, momento em que a Itália, pressionada, a acionou mais, gerando seu maior volume ofensivo (três finalizações e dois chutes ao gol). Já Gutierres, que busca consolidação no time após ser artilheira do Brasileirão pelo Palmeiras com 16 gols , teve uma finalização e um chute ao gol. O treinador da Seleção usou esse cenário para testar a eficiência das atacantes em diferentes contextos e com menos minutos. O caminho do Brasil para a Copa do Mundo de 2027 As últimas partidas foram bem sucedidas não só pelas vitórias, mas pela diversidade tática demonstrada. Arthur Elias mostrou ter um time competitivo e com poder de variação: contra a Inglaterra, abdicou da posse de bola e escolheu a intensidade de jogo com transições rápidas. Diante da Itália, a Seleção dominou o meio-campo, teve liberdade na construção de jogadas e pressionou a saída de bola das adversárias. O técnico da seleção brasileira utilizou as diferentes escalações (pelo cartão vermelho de Angelina e as substituições no segundo jogo) para calibrar suas peças. Ao fim da Data Fifa, o Brasil emergiu como uma seleção taticamente flexível e eficiente nas finalizações, características cruciais para enfrentar os variados desafios de uma Copa do Mundo. *Gato Mestre é formado pelos jornalistas Agnes Rigas, Arthur Sandes, Cadu Vargas (estagiário), Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Matheus Guimarães, Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.