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Felipe Melo , ídolo de Palmeiras e Fluminense e atualmente comentarista, tem sido uma das principais atrações do Olé Summit 2026 , que acontece em Buenos Aires.
Em um painel nesta quarta-feira (30), o ‘ Pitbull ’ esteve ao lado de Oscar Ruggeri , campeão do mundo com a Argentina em 1986, para debater sobre temais atuais que envolvem o futebol sul-americano e mundial.
Durante a palestra, ambos dialogaram sobre a discrepância dos últimos anos entre times sul-americanos e europeus, algo que tem ficado evidente nas disputas de Mundiais de Clubes . A última vez que o continente sul-americano venceu a competição foi em 2012, após o Corinthians bater o Chelsea na final.
"O Flamengo , um time sul-americano, tem poder para contratar jogadores de ponta. Eles fizeram uma partida fantástica, por exemplo, contra o Paris Saint-Germain . Perderam nos pênaltis. Mas eles precisam jogar assim, a melhor partida de suas vidas, para tentar vencer”.
“Os jogadores precisam ser brilhantes. Joguei em dois Mundiais de Clubes. E bem, ambas foram difíceis. Contra o melhor time do City da história. Então é sempre difícil. Contra o Bayern (finalista da edição de 2020 e campeão contra o Tigres , do México, que eliminou o Palmeiras , na semifinal). Então, esses são times com imenso poder financeiro".
Na análise, Felipe Melo apontou a saída de jovens talentos brasileiros à Europa como um dos principais problemas e citou alguns exemplos do Palmeiras, seu antigo clube.
"Foi o que aconteceu com o Estevão no Brasil. O Estevão jogou uma temporada no Palmeiras. O Endrick jogou uma temporada no Palmeiras. Ele já foi para o Real Madrid. E ele é muito jovem. O Real Madrid contratou o Mbappé, e ele não consegue mais jogar; precisa sair para ter minutos em campo”.
“O Estevão, que começou bem nos primeiros seis meses no Chelsea. E agora não está jogando. Agora, o Palmeiras vendeu o Allan para o City. Antes, o Napoli queria pagar 30 milhões. O City entrou com 40 ou 50 milhões e o levou. É difícil", admitiu.
De acordo com o diário Olé , em determinado momento do evento, Felipe Melo brincou sobre querer o título de campeão do mundo de 2023. Na oportunidade, o Fluminense, time que o ex-volante defendia, perdeu a decisão da competição por 4 a 0 para o Manchester City.
A brincadeira surgiu pelo fato do clube inglês ter sido considerado culpado em "todas as acusações relacionadas às graves violações das regras financeiras da Premier League" que teriam acontecido entre 2009 e 2018 , o que pode levar o City a perder os títulos que conquistou no período como uma das punições.
"O Manchester City tem que perder tudo. Que me deem meu Mundial. Vou sair no Rio só com o carro, aí Copacabana, na Barra da Tijuca com a taça. Campeão mundial! Tirem tudo deles”, repercutiu a publicação em suas redes sociais.
Ainda durante o painel, Felipe Melo também saiu em defesa de Gianni Infantino , atual presidente da Fifa. O mandatário está sob pressão depois que três continentes rejeitaram seu plano de vender os lucros da Copa do Mundo por meio de uma subsidiária comercial chamada Fifa Forward Enterprise (FFE).
A Uefa, onde Infantino trabalhou por 16 anos e foi secretário-geral entre 2009 e 2016 antes de ser eleito presidente da Fifa, liderou as críticas ao presidente. "Política é uma coisa. O que é melhor para o futebol é outra. Eu apoiei o Infantino, e ainda apoio, porque ele é o melhor para o futebol”.
“E acredito sinceramente que o Infantino, com todas as pessoas trabalhando com ele — e eu faço parte dessa equipe — está fazendo um trabalho incrível, e isso é o melhor para o futuro do futebol. Claro, eles cometem erros, independentemente de quem sejam, mesmo sendo empresários de sucesso”.
“Mas eles cometem erros, naturalmente. São seres humanos, e humanos cometem erros", finalizou.