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Acabou a paciência com o Luís Castro? Podcast ge Grêmio avalia o trabalho do treinador Um antigo patrocinador do Grêmio foi alvo de operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul nesta sexta-feira. O órgão não divulgou o nome, mas trata-se do Pix das Estrelas , plataforma de sorteios virtuais que firmou e rompeu parceria com o Tricolor no ano passado. Alô, torcida tricolor! O ge Grêmio está no WhatsApp! Segundo o MP, a operação Estrela Cadente teve o objetivo de apurar "a prática de rifas eletrônicas ilegais", com uso "indevido do nome e da imagem de clubes de futebol para conferir aparência de legalidade às campanhas, além de praticar fraudes patrimoniais e lavagem de dinheiro". A ação teve o apoio do Ministério Público de São Paulo e ocorreu na capital paulista, Santo André e São Caetano do Sul, em endereços residenciais e operacionais da empresa investigada. Conforme apuração do órgão, as rifas eram promovidas por meio da comercialização de "cotas" ou "e-books", com promessa de prêmios em dinheiro e bens. As campanhas foram divulgadas em conjunto com clubes de todo o país. O MP citou Grêmio e Avaí como exemplos. Ambos já encerraram os contratos. Veja também + Grêmio negocia rescisão com patrocinador; saiba detalhes De acordo com os promotores de Justiça Flávio Duarte e Maristela Schneider, os patrocínios para os clubes serviam para conferir aparência de legalidade às ações, inclusive com associações a torcidas organizadas. "A empresa promovia sorteios travestidos de rifas", definiu o MP. Computadores, celulares, mídias eletrônicas, documentos, contratos e registros financeiros foram apreendidos. A eventual participação de terceiros na prática de lavagem de dinheiro será apurada durante as investigações. 1 de 1
MP apura práticas de antigo patrocinador do Grêmio em operação Estrela Cadente — Foto: MPRS / Divulgação MP apura práticas de antigo patrocinador do Grêmio em operação Estrela Cadente — Foto: MPRS / Divulgação Parceria turbulenta irritou torcedores O Grêmio decidiu dar fim à parceria com o Pix das Estrelas pouco depois de iniciá-la. A marca ficava no peitoral da camisa. O contrato havia sido formalizado em agosto e renderia ao menos R$ 6 milhões ao ano para o clube. Em outubro, clube e empresa encaminharam o fim do patrocínio . O principal motivo para a ruptura foi a campanha Movimento Imortal, que irritou torcedores no início de setembro. Com incentivo para a compra de títulos de capitalização para um sorteio de R$ 300 mil, a ação de marketing gerou polêmica ao chamar um "mutirão" de participações a fim de viabilizar a contratação de uma "estrela" para o clube até a meia-noite de 2 de setembro. O prazo se esgotou e não houve anúncio. Na campanha, o torcedor era incentivado a comprar chamados "e-books", espécies de títulos de capitalização", que variavam de R$ 14,90 a R$ 39,90. Ou seja, colocar dinheiro no patrocinador. Quanto maior o valor investido, maior seria a chance de ser contemplado no sorteio de R$ 300 mil, anunciava a plataforam. Grêmio publicou vídeo e pediu "mutirão" para ajudar na contratação de "estrela" Os e-books que valiam como títulos de capitalização estão disponíveis para download gratuito no site da Editora Universidade de Pernambuco. Em contato com o ge na ocasião, a Editora Universidade de Pernambuco afirmou que "não autorizou qualquer tipo de comercialização das suas obras" e acrescentou que "enviou o caso à Procuradoria Jurídica da Universidade de Pernambuco". Diante da repercussão negativa junto aos torcedores, o Grêmio e o Pix das Estrelas pediram desculpas pela ação. Na ocasião, o patrocinador se comprometeu a ressarcir torcedores que participaram da campanha. Além disso, o ge ouviu de fonte à época que a empresa chegou a atrasar pagamentos ao clube, o que também contribuiu para a relação ficar estremecida. A reportagem tenta contato com o Pix das Estrelas. 🎧 Ouça o podcast ge Grêmio 🎧 + Assista: tudo sobre o Grêmio no ge e na TV 50 vídeos