Ontem, o São Paulo parecia desenhar uma arrancada sob o comando de Roger Machado. Promessa de evolução, duas vitórias seguidas e uma virada que animou a torcida. Mas o clássico contra o Palmeiras revelou um time que ainda precisa de agressividade: o placar ficou em branco, com 42 cruzamentos e apenas duas finalizações — números citados pela coletiva pós-jogo, quando o treinador e os jogadores reconheceram a falta de objetividade [fonte 1].
No Morumbi, o dia ganhou outro tom. Mesmo com a derrota, a torcida lotou o estádio: 54.210 pessoas, melhor público da temporada, e renda bruta de R$ 3.254.805,00. A festa de entrada com fogos contrastou com a cobrança após o apito final, ampliando o tom de expectativa no clube [fonte 2].
A pichação nos muros do Morumbi foi o grito direto da decepção: "Fora Rui Costa" e "Elenco de c*são" apareceram no portão 2, num protesto que não poupou ninguém [fonte 3].
Entre as vozes, Sabino puxou o eixo da mudança: a troca de treinador foi rápida e o pouco tempo para treinar pesou. "É difícil eu dar um passe para o Calleri, mas a minha obrigação é dar um passe bom", disse o zagueiro, reforçando o espírito de coletivo sob o comando de Roger Machado [fonte 1].
Como fica o calendário: a Data-Fifa empurrou o São Paulo para 1º de abril, contra o Internacional, e a semana seguinte reserva duelo com o Cruzeiro no Morumbi, no dia 04/04, mantendo a cadência do Brasileirão [fonte 2].
O São Paulo segue na vice-liderança com 16 pontos, mas o cenário é de alerta: o Flamengo pode retomar a ponta caso vença o Corinthians, enquanto o Bahia pode encurtar a distância, tudo dependendo dos resultados da rodada [fonte 2].
Foi um dia que misturou promessas, recorde de público, protestos e a certeza de que o clube ainda tem muito a acertar para transformar aquele começo promissor em uma trajetória estável no Brasileirão.
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