Neste dia dedicado ao Santos, a matemática pesada falou mais alto que a euforia de qualquer vitória: o passivo total no fim de março chegou a R$ 1.094.039.000,00, contra R$ 998.500.000,00 em dezembro. Em relação ao prognóstico, a projeção inicial para o mesmo período previa R$ 1.163.739.000, o que evidencia um cenário menos catastrófico do que o peso do número sugeria, ainda assim exigindo olhar atento do Conselho Deliberativo. O dado foi apresentado ao colegiado da Vila Belmiro, com a reunião marcada para a próxima terça, em clima de cobrança e questionamentos sobre finanças [fonte 1].
Ao mesmo tempo em que os números ganham centralidade, o relatório aponta que as contas permanecem dentro do orçamento aprovado neste ano, mas o Conselho Fiscal faz um apelo duro pela austeridade: manter o controle na contenção de novas dívidas e na renegociação das antigas. Em paralelo, o Santos sinaliza uma estratégia prática para equilibrar as contas com a venda de jogadores na próxima janela, uma saída para reforçar o elenco sem desequilíbrio financeiro [fonte 1].
No aspecto operacional, o documento detalha o avanço dos números: obrigações trabalhistas passaram de R$ 37.706.000 para R$ 68.810.000, direitos de imagem de R$ 25.970.000 para R$ 50.867.000, e a folha salarial do elenco foi de R$ 21,9 milhões em outubro para R$ 29,6 milhões em março. O crescimento é atribuído à contratação de novos atletas e à valorização do elenco, refletindo no aumento do ativo intangível, conforme o relatório descreve: "contratação de novos atletas e da consequente valorização do elenco, o que reflete no aumento do ativo intangível". A maior parte dessas variações foi acompanhada pela observação de atrasos em pagamentos de salários e direitos de imagem nos primeiros meses, embora grande parte tenha sido regularizada ao longo do segundo trimestre [fonte 1].
O relatório, por fim, reforça que as sugestões do conselho permanecem voltadas para a equalização de custos e despesas, com alerta para manter a austeridade e o controle na contenção de dívidas diante de variáveis externas. Tudo isso pinta um dia de Santos onde a pauta financeira roubou a cena, mas o sentimento de cobrar resultados e responsabilidade fiscal permanece como motor da torcida e da gestão [fonte 1].
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