Em Quito, a noite foi de ar rarefeito e golpe duro: a LDU abriu 3 a 0 no Palmeiras ainda no primeiro tempo da semifinal da Libertadores, com Gabriel Villamíl duas vezes e Alzugaray de pênalti, em 45 minutos que pesaram nas pernas e na cabeça [fonte 1, fonte 2, fonte 10].
Abel Ferreira chamou o 0 a 3 de “derrota pesada”, reconheceu a superioridade do rival na altitude e, ainda assim, martelou o mantra: “90 minutos no Allianz Parque é muito tempo” — repetiu cinco vezes na coletiva — apostando numa remontada diante da torcida; a queda encerrou a invencibilidade alviverde na competição, que vinha de nove vitórias e um empate, e o técnico ainda disse ter dúvidas sobre o pênalti marcado [fonte 2, fonte 3].
Do lado de fora, a lupa foi para as escolhas: Alicia Klein viu erro em começar com Raphael Veiga num jogo físico na altitude; Paulo Vinícius Coelho e Rodrigo Mattos cobraram a falta de ajuste durante o abafa equatoriano, criticaram as laterais expostas, a decisão por Khellven e até a missão defensiva dada a Felipe Anderson — “errou quase tudo”, resumiu Mattos [fonte 4, fonte 5]. E houve diagnóstico recorrente: com Andreas Pereira de segundo volante, o time ganhou fluidez, mas escancarou a entrada da área; para a volta, a palavra de ordem é equilíbrio entre ferocidade ofensiva e proteção do meio [fonte 6].
No vestiário, a fé não ficou no saguão do aeroporto: Piquerez falou em “deixar a vida” e Giay garantiu que “esse time obriga isso” — a promessa de um Allianz Parque elétrico para tentar o impossível virou combustível de bolso [fonte 10].
O departamento médico entrou em campo: Abel revelou que Aníbal Moreno estava no banco, mas lesionado — edema na panturrilha esquerda — e pode virar desfalque já contra o Cruzeiro; Weverton, Lucas Evangelista e Paulinho seguem fora, enquanto Emiliano Martínez e Allan aparecem como alternativas de composição no meio [fonte 11].
Na lupa dos desempenhos, a empolgação derreteu: seis gols sofridos em dois jogos, Khellven em sua pior noite, Murilo superado por Bryan Ramírez no terceiro gol e Emiliano Martínez sem acompanhar Villamíl; Veiga acabou substituído no intervalo. Ainda assim, Carlos Miguel evitou estrago maior, enquanto Vitor Roque e Flaco López tiveram chances de diminuir e desperdiçaram. A leitura macro? As goleadas recentes mascararam fissuras defensivas do “Novo Palmeiras” [fonte 12, fonte 14, fonte 13].
Entre a fé e a estatística: analistas cravam que a virada é improvável, e o histórico da Libertadores não registra recuperação de 0 a 3 na ida em semifinais; o roteiro pede 4 a 0 para avançar sem pênaltis — tarefa de épico, mas não de ficção — e o repertório recente do clube guarda ao menos a memória do 4 a 3 sobre o Botafogo depois de um 0 a 3 no intervalo [fonte 8, fonte 9, fonte 2].
Na agenda, antes da quinta decisiva no Allianz Parque, tem Cruzeiro pelo Brasileirão; há quem defenda poupar e mirar todas as fichas na Libertadores — a liderança é dividida com o Flamengo, mas com vantagem no número de vitórias — enquanto o relógio empurra o Verdão para a encruzilhada entre administrar o topo e tentar uma remontada histórica em casa [fonte 7, fonte 10, fonte 11].
Palmeiras
Flamengo
São Paulo
Corinthians
Atlético-MG
Athletico-PR
Bahia
Botafogo
Bragantino
Cruzeiro
Cuiabá
Fluminense
Fortaleza
Goiás
Grêmio
Internacional
Juventude
Santos
Vasco
Vitória