No Maracanã, o domingo do Palmeiras foi de clássico Flamengo x Palmeiras de alto risco sem cenas de guerra: a operação de segurança funcionou, com setor visitante isolado, comboio escoltado e liberação tardia dos alviverdes — só o 'bico seco' do setor sem cerveja azedou o humor da tropa paulista [fonte 1].
Em campo, o placar foi 3 a 2 para o Flamengo, e a crônica da noite se escreveu nos detalhes: erros individuais pesaram mais que o volume de jogo. Bruno Fuchs viveu noite ingrata, com falhas no início — Arrascaeta abrindo o placar — e um pênalti sobre Pedro; Aníbal Moreno perdeu a bola que originou o terceiro. Ainda assim, houve brilho: Vitor Roque testou firme após cruzamento preciso de Khellven, e no apagar das luzes Gustavo Gómez descontou [fonte 7, fonte 2].
A derrota não apagou a impressão de que o Palmeiras competiu, mas escancarou como deslizes cobram fatura em jogos grandes [fonte 7].
Depois do apito, a arbitragem voltou ao centro do enredo. Piquerez e o auxiliar João Martins foram expulsos por protesto, e o clube se disse prejudicado em lances do primeiro tempo — um pênalti não marcado em Gustavo Gómez e a penalidade assinalada para o Flamengo. Anderson Barros reagiu às ironias de Filipe Luís e José Boto, prometeu levar o caso à CBF e falou em 'hipocrisia'. O próprio Gustavo Gómez desabafou, chamando Wilton Pereira Sampaio de soberbo e dizendo que o árbitro desligou o microfone para 'falar besteira' [fonte 4].
Na tabela, o Palmeiras segue líder, mas agora emparelhado com o Flamengo em 61 pontos, com um jogo a menos para cada lado. Nas probabilidades da UFMG, a briga pelo título do Campeonato Brasileiro virou foto de chegada: 48,7% para o Palmeiras contra 48,3% para o rival [fonte 2, fonte 3].
Abel Ferreira explicou a escolha por Bruno Fuchs no Maracanã: gestão de desgaste de Murilo e leitura de jogo — aposta que não rendeu no placar, mas que reforça a rotação às vésperas de decisão [fonte 5].
E a semana promete altitude e história: na quinta, o Palmeiras visita a LDU em Quito, no Equador, pela Libertadores; a volta será no Allianz Parque. O retrospecto recente na casa equatoriana é espinhoso para brasileiros — sete vitórias da LDU, três empates e três triunfos brasileiros entre 2020 e 2025, com quatro anos sem vencer ali pela Libertadores [fonte 6].
Do lado de fora, uma nota curiosa: Arrascaeta relatou ter sofrido tentativa de assalto ao deixar o Maracanã; ficou o susto, ficou também a sensação de um Flamengo x Palmeiras tenso até no entorno [fonte 1].
Entre queixas, autocrítica e horizonte continental, o Palmeiras vira a página: LDU na quinta, Cruzeiro no domingo, e um Brasileirão que virou corrida de centésimos [fonte 4].
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