Foi um dia de ressaca feliz no Allianz Parque: o Palmeiras atropelou o Red Bull Bragantino por 5 a 1, emendando a sexta vitória em casa por três gols de diferença e flertando com o posto de melhor ataque do Brasileirão [fonte 1]. Com o resultado, seguiu líder e abriu o clássico do fim de semana com vantagem sobre o vice Flamengo [fonte 2]. Os gols tiveram assinatura variada: Bruno Fuchs, Vitor Roque (duas vezes), Felipe Anderson e Flaco López [fonte 3].
Da arquibancada à mesa de debates, a pergunta ganhou corpo: este time de 2025 é a melhor versão da era Abel Ferreira? Juca Kfouri sustenta que o Palmeiras joga até melhor do que quando tinha Endrick e Estevão, e que ver o time hoje é um deleite — campeão ou não [fonte 1]. Fabíola Andrade mirou o banco e cravou que, para Vitor Roque e Flaco López, tempo nunca foi problema: entram, conectam, decidem [fonte 1].
O horizonte imediato tem endereço e hora: Maracanã, domingo, às 16h. O Palmeiras chega líder, com 61 pontos, diante de um Flamengo a três de distância e sob a obrigação de se provar, como cutucou Juca [fonte 2]. Para Fabíola, o coletivo alviverde — sólido, mentalmente calibrado pela comissão — é o diferencial do momento [fonte 2].
Houve também psicologia pré-jogo: elogiar Abel antes do encontro é ‘joguinho’ de transferência de pressão? Fabíola vê genuinidade nas palavras de Filipe Luís; Danilo Lavieri endossa que Abel faz, há bom tempo, o melhor trabalho do Brasil, ainda que sua combustão à beira do gramado lhe roube unanimidade [fonte 4].
Nos bastidores, a ‘Operação EUA’ brilhou: 24 horas depois de Argentina x Porto Rico em Fort Lauderdale, Flaco López e Aníbal Moreno deixaram o Chase Stadium direto para um voo fretado, dormiram 8h30 no caminho, foram avaliados e, já no segundo tempo, entraram para mais um chocolate — com gol de Flaco — e a garantia de que chegarão inteiros ao Maracanã. Abel falou em orgulho ao vê-los convocados e entregando de volta no Palmeiras [fonte 5].
A crônica da noite teve um prólogo com zagueiro: Bruno Fuchs, cada vez mais adaptado, abriu a virada e reforçou o argumento para ficar. Emprestado pelo Atlético-MG, tem pedido público de Paulinho para compra e a sinalização de Abel de que o clube vai mantê-lo; foi titular enquanto Gustavo Gómez servia o Paraguai, numa defesa que tem Murilo como parceiro e ainda opções como Benedetti e Micael — e, se preciso, o próprio Fuchs como volante [fonte 6].
A arena também contou uma história de acolhimento: o Allianz Parque inaugurou uma nova sala sensorial no setor 117, no térreo, com isolamento acústico, kit sensorial e equipe mínima de três terapeutas para atender pessoas neurodivergentes e devolvê-las ao espetáculo com conforto — em alinhamento à Lei 12.764/2012. Próximo encontro no estádio: Palmeiras x Cruzeiro, dia 26/10, às 20h30 [fonte 3].
E como todo clássico carrega camadas, a rivalidade com o Flamengo ganhou capítulo histórico: raízes de 46 anos, primeiro registro de briga em 1979 no Maracanã após um 4 a 1, o episódio do Carandiru em 1985 e a pancadaria de 1987 na Copa União que a TV cravou para a posteridade. Na última década, a disputa virou selo de potência — o Superclássico do Brasil — e, no domingo, líder e vice medem forças de novo [fonte 7].
No tabuleiro continental, Mauricio lembrou que há uma semifinal pela frente — LDU de um lado, Racing do outro — antes de qualquer reedição da final de 2021; a ambição, diz ele, é simples: erguer taças com a camisa do Palmeiras, venha quem vier [fonte 8].
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