No dia em que o Fluminense mostrou que a história não tem data marcada, Fábio, goleiro de 45 anos, manteve a elegância sob as traves e lembrou que o tempo é apenas mais um adversário a ser vencido. Do outro lado, Luis Zubeldía, 44, aparece como técnico que desafia o relógio, conduzindo o Fluminense com uma pegada que parece ter aprendido com clássicos do passado. Um encontro de gerações que faz o estádio respirar histórias que não cabem no placar [fonte 1].
Reviravoltas da memória nos levam até 1997, quando Brasil e Argentina se cruzaram em uma Copa do Mundo sub-17 disputada no Egito. Foi um jogo que, ao fim, viu dois gols de um jovem Fabio Pinto, antes que Fábio se tornasse o goleiro que conhecemos hoje [fonte 1]. Naquela tarde, Ronaldo aparecia como promessa brasileira e Gabimilito, que hoje conhecemos como Gabimilito, brilhava na defesa argentina, dois nomes que o tempo reconstitui com nostalgia [fonte 1].
O percurso de Zubeldía começa no Lanús, onde, ainda adolescente, foi revelado como jogador, até transformar-se em treinador que hoje mede forças com Fábio no Fluminense. A curiosa linha entre atleta e técnico, entre passado de jogador e presente de treinador, costura a trama do dia [fonte 1].
Entre as linhas, o texto também faz a ponte com uma geração de jogadores que iluminou o passado argentino — Burdisso, Saviola, Romagnoli, Ahumada e Maxi Rodríguez — lembrando que o caminho já foi trilhado por muitos que hoje ajudam a entender o Flu de Zubeldía, e que José Pekerman treinou a sub-20 daquela época [fonte 1].
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