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Análise dos Times

Brasil

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Motivo: O artigo foca na seleção brasileira feminina de vôlei, destacando positivamente a disputa interna entre as líberos e a visão do técnico Zé Roberto sobre o aumento da qualidade da equipe.

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Liga das Nações: o Brasil estreia na quarta-feira contra a Holanda Depois de quase dois anos marcados por mudanças, pausas e ausências entre as líberos, a seleção feminina de vôlei chega à Liga das Nações de 2026 com a posição reforçada e uma disputa aberta por espaço. Com Nyeme, Natinha e Marcelle na briga, o técnico José Roberto Guimarães terá o desafio de avaliar o trabalho de três jogadoras de alto nível para definir quem larga como principal opção na competição. O Brasil estreia nesta quarta-feira (3), às 20h, contra a Holanda, em Brasília, com transmissão ao vivo pelo sportv2. 1 de 6 Trio de líberos disputa titularidade na seleção feminina de vôlei — Foto: Reprodução/Instagram Trio de líberos disputa titularidade na seleção feminina de vôlei — Foto: Reprodução/Instagram + Sem Gabi na estreia, Brasil divulga lista de jogadoras que enfrentam a Holanda na Liga das Nações + Bruninha e Sabrina completam lista de convocadas por Zé Roberto para a Liga das Nações + Elogiada por Zé, Bruninha quer ser alternativa a Macris e Roberta na seleção Após conquistar a medalha de bronze nas Olimpíadas de Paris 2024 , a seleção brasileira passou por mudanças importantes na posição. Titular nos Jogos, Nyeme anunciou uma pausa na carreira, em outubro do mesmo ano, para se dedicar à maternidade. Com a vaga em aberto, Natinha despontava como principal nome para assumir a função. No entanto, a jogadora pediu dispensa a Zé Roberto para cuidar da saúde mental. 2 de 6 Brasil comemora o bronze nas Olimpíadas de Paris — Foto: REUTERS/Annegret Hilse Brasil comemora o bronze nas Olimpíadas de Paris — Foto: REUTERS/Annegret Hilse Com as duas referências da posição fora de cena, Marcelle, que havia se destacado na Superliga Feminina pelo Fluminense, entrou na briga ao lado de Kika e Laís. A líbero impressionou pela qualidade das defesas, chegou ao vice-campeonato na Liga das Nações e se consolidou na equipe. A campanha resultou na convocação para o Mundial da Tailândia e na conquista da medalha de bronze com o Brasil. 3 de 6 Marcelle vibra com ponto brasileiro durante Mundial feminino de vôlei — Foto: Mustafa Hatipoglu/Anadolu via Getty Images Marcelle vibra com ponto brasileiro durante Mundial feminino de vôlei — Foto: Mustafa Hatipoglu/Anadolu via Getty Images De volta à seleção, Natinha e Nyeme se juntaram a Marcelle, nesta temporada, para a disputa da Liga das Nações de 2026. Com uma decisão complexa pela frente, o técnico Zé Roberto afirmou que a busca pela titularidade é positiva para a equipe. - A volta delas faz com que a régua suba. Essa busca pela titularidade, pela permanência dentro da seleção, ela passa a ser muito grande, porque a qualidade das três líberos que a gente tem hoje, convocadas, é muito alta. E isso é um motivo de muita felicidade. Dificuldades também para nós, da comissão técnica, de escolha, mas com qualidade do que a gente tem ali em ação - analisou Zé Roberto. Para Nyeme, a disputa da posição com Natinha e Marcelle dificulta um pouco a divisão do tempo de quadra durante os treinos, mas também eleva o nível da preparação. - Eu sou aquela que quer estar na quadra 100% do tempo. Mas a gente tem que se adaptar, né? É muito bom ver as meninas, a Marcelle vindo com gás. A Natinha também, continuando o ciclo que não veio no ano passado. Mas tem que treinar, tem que ralar, porque uma vai ficar de fora. Então isso dá um gás a mais também - contou a maranhense, mãe de Antonella, de um ano. 4 de 6 Nyeme leva filha aos treinos e celebra volta à seleção — Foto: Divulgação/CBV Nyeme leva filha aos treinos e celebra volta à seleção — Foto: Divulgação/CBV Destaque na campanha campeã do Praia Clube, na Superliga Feminina de 2025/26, Natinha teve a oportunidade de continuar treinando pelo clube, mesmo durante o período longe da seleção. A jogadora ressaltou a importância do afastamento e disse que voltou mais forte. - Estou muito feliz. Confesso que foi muito difícil o ano passado, mas foi importante para o meu crescimento. Então, eu pude cuidar da minha mente, do meu corpo e eu me sinto 100% preparada para estar aqui. Acho que estar na seleção é isso, é você estar aqui 100% mesmo, de cabeça, para conseguir render o que, de fato, a seleção precisa - disse Natinha. 5 de 6 Natinha, Praia Clube, campeão — Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV Natinha, Praia Clube, campeão — Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV Segundo Natinha, a presença das três líberos tem ajudado a elevar o nível dos treinos e permitido a troca diária entre elas. - A disputa é muito saudável, né? A gente tem se revezado nos treinos e trazido muita experiência. A Marcelle, que é a mais nova aqui na seleção, fez uma excelente Superliga também. Então, a gente aprende uma com a outra aqui diariamente. Aí, eleva o nível do treino, fica gostoso e a bola não cai - contou a líbero. Caçula do trio, aos 24 anos, Marcelle também vê a concorrência de forma leve. Para ela, cada uma das líberos tem uma característica forte em quadra. - Eu tô adorando disputar vaga com elas, porque elas te fazem dar o seu melhor. Mesmo que você não esteja num dia bom, elas te fazem querer disputar bem. A Natinha é uma exímia passadora, enquanto a Ny é uma incrível levantadora, levanta muito bem. Eu acho que defendo muito bem. Acho que, independente de quem seja a titular, o importante é a gente ajudar o time - analisou Marcelle. 6 de 6 Marcelle contra a Polônia na VNL — Foto: FIVB Marcelle contra a Polônia na VNL — Foto: FIVB