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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Como explicar a diferença entre Flamengo e Palmeiras a um ET? Alicia Klein Colunista do UOL 17/08/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Pedro, do Flamengo, comemora gol contra o Mirassol Imagem: Gilvan de Souza / Flamengo Frequentemente gosto de imaginar o que aconteceria se um ET pousasse no Brasil e se ocupasse, inexplicavelmente, de assistir a uma rodada do Brasileirão. Me julguem. Desta vez, meu visitante imaginário não imaginaria que Palmeiras e Flamengo estão brigando pelo título, os dois titãs do futebol nacional atual. No Maracanã, ele veria a derrota de um Alviverde sem criatividade, um pouco lento, com uma torcida entristecida pela sequência de performances decepcionantes. Veria um Abel Ferreira irritado, indignado com a pressão diante de seu retrospecto vitorioso — ainda que a última grande taça tenha sido em 2023. Veria uma equipe em baixa. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo No Maião, ao contrário, nosso simpático alienígena veria um Rubro-negro altivo, elegante e letal golear seus anfitriões. Veria Pedro e entenderia instintivamente para que serve um centroavante. Veria Carrascal, Luiz Araújo e Samuel Lino, e pensaria que sempre foram excelentes. Veria uma equipe em alta. Acima da média. Classificação e jogos Brasileirão Alguém tentaria explicar que, não, o Flamengo não lidera o campeonato. O Palmeiras ocupa o primeiro lugar. Há pouco tinha 8 pontos de vantagem! O Flamengo foi eliminado da Copa do Brasil, ressaltariam. O Palmeiras está vivo em todas as competições. Ostenta o técnico mais longevo, oferece total estabilidade à sua comissão. Na Gávea, as coisas são bem mais conturbadas. Ele ficaria confuso. Nos números, o extraterreno encontraria o mais absoluto equilíbrio. E tentaria entender por que a prática mostrou algo tão diferente. "Futebol é momento", repetiriam exaustivamente. Alguém poderia puxá-lo de lado e, em uma tradição tão antiga quanto a humanidade, contar-lhe uma história. Como a história que meu pai me contou no fim do domingo, por mensagem. "Agora há pouco, ao voltar a pé para casa, usei a passagem do metrô. Peguei a escada rolante e, bem no meio, cruzei com outro passante: eu descendo e ele subindo. Me olhou com um sorriso do tipo que pode dizer nada e tudo. Eu usava camisa do Palmeiras; ele, a do Flamengo." Só precisariam lembrar o nobre viajante que, na quarta-feira, a escada rolante pode mudar de direção. Afinal, futebol é momento. Continua após a publicidade Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' Lula e Janja vão a SC pela 1ª vez na campanha e buscam voto feminino Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro'