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Futebol Brasil falha em transformar seus melhores do mundo em títulos de Copa Danilo Lavieri , Paulo Vinicius Coelho (PVC) e Pedro Lopes Do UOL, em Nova Jersey (EUA) 07/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Vini Jr lamenta eliminação do Brasil para a Noruega na Copa do Mundo Imagem: Reuters/Caean Couto Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Sem vencer a Copa do Mundo desde 2002, quando conquistou o pentacampeonato, a seleção brasileira pode não ter reunido gerações com talentos inesquecíveis como hoje mostra a França, mas teve à sua disposição, por quase todo esse período, vários jogadores que figuravam entre os melhores do mundo em suas respectivas posições. Alguns venceram o prêmio de melhor jogador do planeta. Outros passaram anos frequentando o top 3 da Bola de Ouro ou dominaram suas funções nos principais clubes da Europa. Ainda assim, nenhum desses possíveis elencos conseguiu recolocar o Brasil no topo do futebol mundial. A eliminação para a Noruega reforça essa contradição. O Brasil voltou para casa com uma equipe formada por jogadores consolidados na elite do futebol europeu, mas incapaz de evitar mais uma queda diante de um adversário que chegou em ascensão e aproveitou melhor suas virtudes coletivas. Casagrande Muito obrigado, Bélgica, pelo massacre nos EUA Danilo Lavieri Fifa estragou a bela história dos EUA na Copa João Paulo Charleaux Trump vira a mesa e dá um golpe no futebol Helton Gomes Altman e Trump arquitetam dividir riqueza da IA Vinicius Junior é o símbolo dessa geração, tendo sido eleito o melhor do mundo pela Fifa (Federação Internacional de Futebol), começado muito bem a Copa, mas terminado sem título e com a sombra de ele não ter batido o pênalti que poderia abrir o placar contra a Noruega. Alisson já foi eleito o melhor goleiro do mundo. Marquinhos e Gabriel Magalhães chegaram à Copa apontados como uma das duplas de zaga mais fortes do futebol europeu, ambos protagonistas de campanhas que terminaram na final da Liga dos Campeões. Raphinha é um dos melhores do Barcelona e também sempre está entre os candidatos a melhor da posição. Isso sem contar Carlo Ancelotti, frequentemente apontado como dos maiores técnicos da história, e Neymar, que chegou aos EUA para ser coadjuvante. Ao longo desse jejum, a seleção teve Júlio César, que foi apontado entre os melhores goleiros do mundo em diferentes momentos. Nas laterais, Daniel Alves e Marcelo marcaram época e dominaram suas posições durante anos em Barcelona e Real Madrid, respectivamente. Na defesa, Thiago Silva e David Luiz frequentaram palcos para receber prêmios individuais. No meio de campo, Casemiro se tornou referência mundial ao liderar um dos ciclos mais vencedores do Real Madrid. No ataque, Neymar foi protagonista do futebol brasileiro por mais de uma década e chegou diversas vezes entre os melhores do planeta. Antes dele, Adriano e Robinho também carregaram o status de principais promessas do futebol mundial. Em quase todas as equipes, é possível apontar carências, mas nunca afirmar que não há talento em campo. O que o Brasil não conseguiu repetir foi a capacidade histórica de transformar grandes jogadores em uma grande seleção. As equipes que conquistaram as cinco Copas do Mundo eram marcadas por craques, mas principalmente por uma identidade coletiva clara, equilíbrio entre setores e capacidade de crescer nos momentos decisivos. Continua após a publicidade Nas últimas seis Copas, a história foi diferente. Houve times que jogaram bem durante parte do ciclo, casos das equipes de 2006, 2010, 2018 e 2022. Houve seleções dominantes nas eliminatórias e favoritas ao título. Mas todas terminaram eliminadas antes da decisão, muitas vezes diante de adversários que, embora menos talentosos individualmente, apresentaram maior organização, consistência e força coletiva. A derrota para a Noruega amplia esse retrato, que já tinha seleções de segunda prateleira da Europa, casos de Bélgica e Croácia, eliminando o Brasil. Não representa apenas o fracasso de uma geração, mas a continuidade de um problema que atravessa diferentes técnicos, dirigentes e elencos. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora 'Quem vai chamar agora?': jornais belgas desdenham de intervenção de Trump Courtois desabafa após Bélgica avançar na Copa: 'Fomos desrespeitados aqui' Federação belga cutuca EUA após goleada nas oitavas da Copa: 'Reverta isso' Líderes da 'geração Neymar' fazem último pedido à CBF para a Copa de 2030 Técnico da Bélgica revela atitude de Balogun e diz: 'Ele não é o culpado'