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Conheça o lacrosse, esporte "caçula" nas Olimpíadas em que o Brasil tenta vaga inédita Um esporte que tem como premissa jogar uma bola dentro de um gol não deveria causar estranheza a um brasileiro. No lacrosse, no entanto, não há chutes ou arremessos: os jogadores movimentam a bola usando uma espécie de bastão com uma rede na ponta. É nessa modalidade, ainda pouco conhecida por aqui, que o Brasil tenta conquistar uma vaga inédita para os Jogos Olímpicos . + 30 anos depois: Atlanta é confirmada como primeira parada da tocha olímpica de LA 2028 1 de 5
Atleta da seleção brasileira feminina de Lacrosse — Foto: Brasil Lacrosse Atleta da seleção brasileira feminina de Lacrosse — Foto: Brasil Lacrosse De volta aos Jogos após mais de um século, o lacrosse é um esporte com raízes ligadas aos povos tradicionais da América do Norte. Não à toa, há uma seleção formada pelo povo Haudenosaunee , comunidade indígena que vive entre os Estados Unidos e o Canadá e que possui conexão espiritual com a modalidade. Com menos de cinco anos de prática do lacrosse de forma oficial no país, as seleções brasileiras masculina e feminina disputam nesta semana o Campeonato Pan-Americano de Lacrosse Sixes , no Canadá. O torneio dá cinco vagas para o Mundial de 2027, que vai distribuir vagas nas Olimpíadas de Los Angeles 2028. Na estreia da competição, pela fase de grupos, a seleção masculina perdeu para o Canadá por 29 a 10. Já o time feminino caiu diante de Porto Rico por 24 a 6. A competição segue até domingo, quando serão definidas os cinco classificados. Quem ficou perto de medalha em Paris e vai brigar pelo pódio em LA 2028? Podcast debate Lacrosse nas Olimpíadas O lacrosse fez parte dos Jogos Olímpicos em 1904 e 1908, com a participação apenas de times masculinos de Canadá, Estados Unidos e Grã-Bretanha. Desde então, foi disputado de forma ocasional como esporte de demonstração até 1948, quando se despediu do cenário olímpico. 2 de 5
Seleção brasileira de lacrosse sixes enfrenta o Canadá no Pan-Americano — Foto: Brasil Lacrosse Seleção brasileira de lacrosse sixes enfrenta o Canadá no Pan-Americano — Foto: Brasil Lacrosse Modalidade tradicional na América do Norte, o lacrosse foi reincluído no programa olímpico de 2028 a pedido do país-sede, os Estados Unidos. Os americanos contam com uma base sólida do esporte, em especial, no ambiente universitário. Também foram acrescentados aos jogos flag football - versão menos agressiva do futebol americano -, beisebol/softbol, squash e críquete. Para conseguir voltar às Olimpíadas em 2028, a World Lacrosse - federação internacional da modalidade - apostou no formato Sixes , uma versão mais dinâmica do esporte disputada em campo menor e com seis jogadores em campo em vez de dez. É nessa prova "de bolso" que o Brasil tem buscado se especializar para ganhar espaço no cenário internacional. 🔎 Uma partida de lacrosse sixes tem quatro tempos de oito minutos. As equipes - formadas por cinco jogadores de linha e um goleiro - revezam a posse da bola e tem 30 segundos para finalizarem os ataques na direção do gol. Vence quem balançar as redes mais vezes no jogo. 3 de 5
Seleção brasileira de lacrosse sixes enfrenta o Canadá no Pan-Americano — Foto: Brasil Lacrosse Seleção brasileira de lacrosse sixes enfrenta o Canadá no Pan-Americano — Foto: Brasil Lacrosse Chegada ao Brasil O lacrosse desembarcou no Brasil em 2022 por meio da instalação de uma base de desenvolvimento do esporte em Santarém , no Pará. Dois atletas internacionais experientes — Cristina Vélez (ex-jogadora da Espanha) e Sérgio Madrigal (ex-jogador da Colômbia) — viajaram para a região, promoveram clínicas em escolas e universidades locais e capacitaram os primeiros treinadores brasileiros. A cidade na região amazônica é a sede da Brasil Lacrosse e se tornou o principal polo da modalidade no país. Desde então, a confederação tem investido em expandir o esporte para outros estados. 4 de 5
Lacrosse está sendo implantado em Santarém — Foto: Ulbra/Divulgação Lacrosse está sendo implantado em Santarém — Foto: Ulbra/Divulgação A primeira competição oficial do Brasil no lacrosse ocorreu em 2023 , quando a seleção masculina de Sixes disputou o Pan-Americano na Jamaica. Dois anos depois, foi a vez do time feminino estrear no torneio, em Porto Rico. Atualmente, as seleções brasileiras são formadas, em sua maioria, por atletas estrangeiros com ascendência brasileira ou por brasileiros que moram e estudam no exterior . Em agosto, 32 atletas foram convocados para um período de treinamentos de olho no Pan-Americano. Um dos grandes destaques do país na modalidade é Titus Andrew Sousa Chapman. Nascido no Tenessee, nos Estados Unidos, e descendente de brasileiros, o atleta lidera o time masculino e foi o primeiro esportista da modalidade a receber o Prêmio Brasil Olímpico, em 2025. 5 de 5
Titus Chapman recebe Prêmio Brasil Olímpico na modalidade lacrosse — Foto: Brasil Lacrosse Titus Chapman recebe Prêmio Brasil Olímpico na modalidade lacrosse — Foto: Brasil Lacrosse Para conquistar a inédita vaga olímpica no lacrosse, o Brasil precisa terminar entre os quatro melhores times no Mundial da modalidade , que será disputado no ano que vem em Colorado Springs, nos Estados Unidos. Ainda haverá uma última chance em uma competição pré-olímpica entre as seleções não classificadas via Mundial.