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Só para assinantes Assine UOL Reportagem 7 técnicos estrangeiros para trabalhar no futebol brasileiro em 2026 Rafael Reis Colunista do UOL 14/12/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Argentino Gustavo Costas tem feito sucesso à frente do Racing desde o ano passado Imagem: REUTERS/Sergio Moraes Desde que Jorge Jesus e Abel Ferreira viraram do avesso o futebol brasileiro, lá na última virada de década, contratar técnicos estrangeiros se transformou em uma espécie de mania nacional. Todos os 12 tradicionais grandes clubes do Brasil tiveram pelo menos um "professor" importado nos seus bancos de reservas ao longo das últimas seis temporadas -Fluminense e Grêmio, hoje nas mãos de um argentino e um português, respectivamente,. foram os últimos a entrar nessa dança. E nada indica que essa tendência não será deixada de lado em 2026. Por isso, o "Blog do Rafael Reis" já se antecipa e apresenta abaixo sete treinadores de outros países que podem desembarcar por aqui nos próximos meses. Josias de Souza Haddad em campo complica conta de Tarcísio Joildo Santos Favela é potência e parceira na transformação Casagrande Flamengo tem em sua bola parada uma arma letal Wálter Maierovitch Esperidião Amin quer retomar anistia a Bolsonaro GUSTAVO COSTAS Argentino, 62 anos, Racing (ARG) Já virou regra. Com exceção de Marcelo Gallardo (River Plate), o treinador que se destaca no patamar mais alto do cenário sul-americano acaba sendo "capturado" pelo Campeonato Brasileiro. E o nome do momento para dar sequência a essa linhagem é o comandante do Racing. Costas está em Avellaneda desde o começo do ano passado e já conquistou dois títulos importantes (Sul-Americana de 2024 e Recopa de 2025). Além disso, foi até as semifinais da última Libertadores e decide neste fim de semana o Campeonato Argentino. Trata-se de um técnico experiente, com mais de 25 anos de carreira e que já rodou bastante pelo mundo -passou por Paraguai, Colômbia, Peru, México, Chile, Bolívia e até treinou o Al-Nassr. CARLOS CARVALHAL Português, 59 anos, sem clube Imagem: Octavio Passos/Getty Images Eis um nome que há tempos frequenta a lista de desejos do futebol brasileiro. Carvalhal foi procurado pela primeira vez por um clube do futebol pentacampeão mundial quando o Flamengo perdeu Jorge Jesus, cinco anos atrás. Depois, ainda teve sondagens de Atlético-MG e Athletico-PR. Nenhuma dessas investidas teve sucesso porque Carvalhal sempre estava preso a algum projeto que julgava interessante. Agora, a realidade é bem diferente. O português está livre, leve, solto e desimpedido desde que deixou o comando do Braga, no meio do ano. THIAGO MOTTA Italiano, 43 anos, sem clube Continua após a publicidade Relacionadas Crise do Real pressiona Xabi Alonso e vira 'última chance' para Endrick 7 reforços da Champions para seu time trazer ao Brasil na janela de janeiro Alvo de clubes brasileiros, Arias ainda busca 1º gol em pior time do Inglês Imagem: Image Photo Agency/Getty Images Apesar de ter nascido em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, o ex-volante de Barcelona, Inter de MIlão e Paris Saint-Germain é, futebolisticamente falando, italiano. Afinal, a Azzurra foi a seleção que ele defendeu nos tempos de jogador. Foi na Itália também que Thiago Motta obteve seu feito mais relevante como treinador: classificar o Bologna para uma Liga dos Campeões da Europa. O sucesso o levou a um dos gigantes do Calcio, a Juventus. Mas aí, o caldo desandou. O ítalo-brasileiro não durou nem uma temporada completa em Turim e, desde que foi demitido, em março, não trabalhou mais. MAURICIO PELLEGRINO Argentino, 54 anos, Lanús (ARG) Imagem: Fran Santiago/Getty Images Protagonista de mais um bom trabalho na Argentina, acabou de se sagrar campeão da Sul-Americana (com vitória sobre o Atlético-MG na decisão) e fez seu nome reaparecer com força no cenário internacional. Pellegrino foi auxiliar de Rafa Benítez no Liverpool e na Inter de Milão antes de alçar voo solo que inclui trabalhos em times conhecidos da Europa (Alavés, Cádiz, Leganés e Southampton). O argentino já tem sido comentado entre os dirigentes brasileiros há alguns meses e chegou inclusive a ser sondado para assumir o comando do Santos ainda no primeiro semestre. SERGIO GÓMEZ Argentino, 44 anos, sem clube Continua após a publicidade Imagem: Reprodução É até surpreendente que o treinador que levou a modesta Platense ao primeiro título argentino de sua história, em junho, ainda não esteja trabalhando em uma equipe brasileira. O ex-volante está aí dando mole no mercado desde junho, quando pediu para deixar o clube alegando "razões pessoais" e sequer protagonizou rumores fortes de que estaria negociando a vinda para o mercado mais rico do futebol sul-americano. Mas alguém tende a se lembrar dele ainda nesta virada de ano ou naquelas tradicionais trocas de treinador já nos primeiros meses do começo da próxima temporada. CÉSAR PEIXOTO Português, 45 anos, Gil Vicente (POR) Imagem: Getty Images É o técnico do momento em Portugal, país cujos técnicos se transformaram em um "feitiche" para dirigentes brasileiros nos últimos anos. O ex-lateral esquerdo, que foi campeão europeu com o Porto de José Mourinho, conseguiu transformar o modesto Gil Vicente na quarta força da terra de Cristiano Ronaldo nesta temporada (iniciou a rodada do fim de semana atrás apenas dos poderosos Porto, Benfica e Sporting na classificação). É uma aposta, já que está longe de ter um nome consolidado no cenário internacional. Mas Abel Ferreira não era tão diferente quando desembarcou no Brasil. E deu no que deu. RUI JORGE Português, 52 anos, sem clube Continua após a publicidade Imagem: Gulater Fatia/Getty Images O treinador passou os últimos 15 anos à frente da seleção portuguesa sub-21. Isso significa que, com exceção de Cristiano Ronaldo, ele participou da formação de praticamente todos os jogadores que fizeram do país ibérico das potências mais temidas do futebol na atualidade. Rui Jorge tem uma característica primordial para se dar bem em um país formador de novos talentos, como é o Brasil: ele está mais do que acostumado a lidar com jovens. O problema é que não está acostumado com a pesada rotina diária de clubes. Afinal, seu último trabalho em uma agremiação chegou ao fim em 2010 (Belenenses). Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rafael Reis por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Filipe Luís e Jorginho são destaques do Flamengo na imprensa francesa Estado Islâmico mata 3 americanos na Síria, e Trump promete retaliação Taylor Swift paga R$ 1 bilhão de bônus a funcionários após turnê lucrativa Duas apostas do PR acertam Lotofácil e ganham R$ 680 mil; confira números Luis Enrique elogia Flamengo: 'Uma das melhores equipes do mundo'