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Foi um daqueles dias em que a tabela fala mais alto que o apito: o Botafogo segue em 11º, com 39 pontos, mas a vitória do Corinthians deixou a distância para o Z-4 em apenas três. A derrota por 2 a 1 para o Remo acentuou o aperto, com cinco rodadas ainda por jogar no Brasileirão. [ , ] A pressão também tomou os bastidores: conselheiros cobraram o presidente João Paulo Magalhães, enquanto a sequência de apenas uma vitória em seis jogos alimenta a inquietação. Ainda assim, Tite tem respaldo da presidência e não está sob risco imediato de demissão — uma trégua institucional em meio à cobrança por respostas. [ ] Nas arquibancadas, a Fúria Jovem declarou que a paciência acabou e exigiu comprometimento e mudança de postura. O próximo capítulo será contra o Atlético-MG, no Nilton Santos, onde a diretoria colocou ingressos a partir de R$ 10: chamado acessível para uma partida que já chega com ares de decisão. [ , ] Em campo, o meio-campo segue sem encontrar compasso: Danilo e Montoro desfalcaram a equipe contra o Remo, e Domingos Andrade, Huguinho e Medina não conseguiram dar resposta na derrota. Ziyech, por sua vez, ainda procura ritmo e encaixe; talento há, mas falta transformá-lo em influência constante com a camisa do Botafogo. [ , ] No mercado, a firmeza veio em forma de cifra: o Botafogo não pretende reduzir os cerca de R$ 36,2 milhões previstos para o São Paulo comprar 60% dos direitos de Artur, e descarta um novo empréstimo gratuito neste momento. Entre a cobrança nas arquibancadas, as dúvidas táticas e a negociação milionária, o dia deixou claro que a tensão alvinegra não se limita à tabela. [ ]