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Análise dos Times

Selecao Brasileira

Principal

Motivo: A análise foca nos problemas defensivos e ofensivos da seleção, destacando a preocupação de Ancelotti com o desempenho e a necessidade de mudanças.

Viés da Menção (Score: -0.4)

Motivo: O Panama é tratado como um adversário fraco contra o qual a seleção não deveria ter apresentado tantos problemas, mas não há um viés explícito a seu favor ou contra.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

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Conteúdo Original

Passa pela minha cabeça de mudar. De mudar a estratégia. Acho que o segundo tempo me põe dúvida. É importante ter dúvida. — Carlo Ancelotti, após a vitória de 6 a 2 sobre o Panamá Foi assim que Carlo Ancelotti resumiu o desempenho distinto da seleção na goleada sobre o Panamá por 6 a 2, na véspera do embarque para a Copa do Mundo. Ainda bem. Porque o desempenho do time titular no primeiro tempo foi preocupante e deixa sérias dúvidas sobre a forma de jogar e o time titular do Brasil. Brasil 6 x 2 Panamá | Melhores momentos | Amistoso Internacional 2026 O time titular escalado por Ancelotti não teve Gabriel Magalhães, Marquinhos e Martinelli. Sendo assim, a seleção jogou num 4-4-2, com Alisson no gol, a linha de defesa formada por Wesley, Ibañez, Léo Pereira e Alex Sandro e o meio com Casemiro e Bruno Guimarães. Matheus Cunha jogou como ponta pela esquerda. Na direita, Luiz Henrique. Raphinha e Vinícius Júnior jogaram como o que Ancelotti chama de meia-ponta: atacantes soltos no ataque, com liberdade de movimentação. 1 de 6 Ancelotti em Brasil x Panamá — Foto: André Durão Ancelotti em Brasil x Panamá — Foto: André Durão Antes de mais nada, vamos dar todos os descontos: é um amistoso de preparação no Maracanã, com clima festivo com, num incomum clima festivo que teve direito até a show da Ivete Sangalo e sem três titulares. Era esperado que a seleção não fosse tão bem como em outros jogos. Mas não era esperado mostrar uma quantidade imensa de problemas ofensivos e defensivos. + Amistoso embaralha convicções sobre time titular da Seleção + Reservas melhores que titulares? Goleada do Brasil rende memes na web; veja + Análise: Seleção cumpre roteiro festivo, mas sai de amistoso com dúvidas e pontos a melhorar ENTENDA O PROBLEMA COM A BOLA O primeiro problema foi a forma de atacar da seleção. O Brasil acelerou demais as jogadas, com lançamentos e tentativas de contra-ataque a todo momento no primeiro tempo. Faltava um jogador capaz de pensar lá atrás e ditar o ritmo como Paquetá fez na segunda etapa. A imagem abaixo mostra o problema tático: Matheus Cunha atua por dentro com a bola, Casemiro fica entre os zagueiros e Vini, melhor da primeira etapa, vem buscar a bola. Quem aproxima? Quem pensa? Ninguém. Por isso a opção que resta ao volante é lançar a bola. 2 de 6 Brasil buscou acelerar com lançamentos e contra-ataques — Foto: Reprodução Brasil buscou acelerar com lançamentos e contra-ataques — Foto: Reprodução A imagem abaixo mostra oito jogadores de linha em campo. Você só não vê os zagueiros. Vini novamente vem tentar resolver. Matheus novamente atua por dentro. E é literalmente isso: Bruno Guimarães novamente decepcionou ao não dar apoio e fazer o jogo rodar, Wesley e Luiz Henrique ocupavam o mesmo espaço e Raphinha dava profundidade, como manda o manual. 3 de 6 Brasil teve pouca criatividade. Com Paquetá, o time se tornou mais criativo — Foto: Reprodução Brasil teve pouca criatividade. Com Paquetá, o time se tornou mais criativo — Foto: Reprodução O problema não está no esquema, mas na movimentação e nos nomes que casam com ela. Falta um jogador para dar apoio na construção das jogadas e fazer a bola chegar com qualidade na frente. Pense que o Brasil não terá o luxo de contra-atacar contra Marrocos, Haiti e Escócia. É preciso propor melhor o jogo. Mas não temos um Modric ou um Kroos, como Ancelotti teve nos títulos do Real Madrid. Não temos um Pirlo, como ele tinha nos brilhantes anos de Milan. Tite e Dorival também não tinham. Vale a reflexão. O PROBLEMA DO BRASIL NA DEFESA O segundo problema, mais grave e urgente, é a defesa. O Brasil sofreu apavoro do Panamá. Novamente sentiu a pressão mental do empate e deixou ser contra-atacado. O que menos funcionou foi a forma de pressionar e roubar a bola após perder no ataque. A pressão nos lados foi muito ruim. Ancelotti não irá deixar de lado esse tipo de estratégia, que não tem nada de italiana: é global e busca potencializar a velocidade e drible do pelotão de frente. Você irá ver o Brasil mordendo mais do que fazia com qualquer outro treinador. 4 de 6 Brasil pressiona sem cobertura: deu espaço para o Panamá contra-atacar — Foto: Reprodução Brasil pressiona sem cobertura: deu espaço para o Panamá contra-atacar — Foto: Reprodução O problema está na cobertura. Se quatro mordem lá na frente, quem dá cobertura e protege se a bola sair? Como a linha de defesa atua nesse momento: ela acompanha individualmente ou avança? Vamos a dois erros grandes, simplificados numa imagem: a cobertura do meio inexistiu. Faltou muito mais cobertura de Bruno Guimarães e velocidade de todo o time para não deixar jogadores do oponente livres como na imagem abaixo. Ancelotti tem que corrigir imediatamente, e aqui é questão de posicionamento e treino. 5 de 6 Panamá chega com liberdade ao ataque. Cinco do Brasil defendem. — Foto: Reprodução Panamá chega com liberdade ao ataque. Cinco do Brasil defendem. — Foto: Reprodução O outro erro é a linha de defesa desconectada do jogo. Ela ficou muito atrás quando o meio não pressionava. O espaço que o Panamá tinha para acelerar era imenso, e só Casemiro protegia e dava cobertura. Se o Panamá conseguiu ameaçar, pensem em Mbappé ou Harry Kane. Eles fariam milagres com os espaços deixados abaixo. 6 de 6 Espaço entre a defesa e o meio foi gritante e preocupante — Foto: Reprodução Espaço entre a defesa e o meio foi gritante e preocupante — Foto: Reprodução A formação com Danilo Santos e Paquetá juntos no meio funcionou melhor em todos os aspectos. O mais provável é que Paquetá seja titular na vaga de Matheus Cunha contra o Egito Martinelli assume a ponta esquerda. O jogador do Flamengo irá ajudar na construção das jogadas, gerar tabelas e formar uma dupla para Vini que Matheus não conseguiu ser. Até porque nem meia é. Há trabalho a fazer. Muito mais do que o clima festivo sugere.