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Futebol Seis empréstimos e oito anos encostado: como Dibu Martínez virou o jogo Thiago Arantes Colunista do UOL, em Barcelona 15/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Dibu Martínez, goleiro da Argentina, chegou a um acerto com a Juventus; valores pedidos pelo Aston Villa complicam Imagem: IMAGN IMAGES via Reuters/Nathan Ray Seebeck Emiliano Martínez é a imagem da segurança no gol da seleção argentina. Campeão do mundo em 2022, eleito o melhor goleiro do planeta duas vezes pela Fifa e outras duas pela revista France Football , ele já está na história como um dos grandes da posição. Nem sempre foi assim. Na verdade, essa versão altiva, segura e cheia de marra que o goleiro mostra desde a Copa América de 2021 é algo recente. Durante quase uma década, "Dibu" (apelido que ele carrega desde a adolescência) sofreu para se firmar no futebol europeu. Cria da base do Independiente, ele foi comprado pelo Arsenal aos 17 anos, depois de se destacar num sul-americano juvenil. José Fucs O 'choque de gestão' proposto a Flávio Bolsonaro Sakamoto Senado ignora apelo pelo fim da 6x1 e vai descansar Marco Antonio Sabino Há sindicatos que envergonham os sindicatos Tony Marlon Rio acerta com proibição de anúncio de bets Na chegada a Londres, recebeu uma mensagem de Arsène Wenger, então treinador dos Gunners: teria que aprender inglês para ter alguma chance no time. Martínez aprendeu o idioma em menos de um ano, mas o caminho no clube londrino seria bem mais complicado do que saber falar "hello" e "thank you". A estreia de "Dibu" como profissional é um bom exemplo: em 2012, ele jogava com o time sub-21 do Arsenal e só havia sido relacionado uma vez para o banco de reservas da equipe principal. No início de maio, o Oxford United, então na terceira divisão inglesa, pediu socorro: todos os goleiros estavam machucados, e o time precisava de um empréstimo de emergência para a última rodada, em que poderia subir para a segunda divisão. O Arsenal enviou Martínez, que estreou sem ter feito um único treino com os colegas. A equipe perdeu por 3 a 0 para o Port Vale, ficou sem a vaga na Championship, e o argentino voltou para Londres. Aquele empréstimo peculiar seria apenas o primeiro de uma série que marcaria a carreira do hoje campeão mundial. Nas temporadas seguintes, "Dibu" seria emprestado para Sheffield Wednesday, Rotherham United, Wolverhampton, Getafe e Reading. Em nenhum deles o argentino chegou a 20 jogos — no Getafe, o único clube que disputava a primeira divisão nacional, foram apenas sete jogos em uma temporada completa. A lesão que mudou tudo O acúmulo de empréstimos e a falta de uma sequência de jogos fizeram Martínez duvidar que seria possível alcançar o seu maior sonho: defender a seleção da Argentina. Convocado para um amistoso em 2011, ele havia sido convocado para um amistoso com o time B, mas — diante de tantas idas e vindas — acabou saindo do radar. Continua após a publicidade A história começou a mudar em junho de 2020, em meio à temporada afetada pela pandemia de Covid-19. O alemão Bernd Leno, titular do Arsenal, sofreu uma lesão grave no joelho. Martínez, que havia voltado do empréstimo ao Reading, mas continuava sem ter oportunidades, teve finalmente uma chance. O argentino não desperdiçou: fechou com boas atuações a campanha na Premier League, foi titular no título da Copa da Inglaterra e mostrou que poderia brigar pela posição de titular. No início da temporada seguinte, ele se destacou mais uma vez, na disputa da Supercopa da Inglaterra vencida pelos Gunners contra o Liverpool. Dibu Martínez tornou-se um dos principais nomes do Aston Villa Imagem: Getty Images As boas atuações chamaram a atenção do Aston Villa, que procurava um goleiro para ser o titular. O resto da história é mais conhecido: Martínez não apenas se consolidou no clube de Birmingham, como assumiu a titularidade da seleção argentina na Copa América de 2021 — disputada no Brasil ainda em meio aos efeitos da pandemia. O desempenho na campanha do título, o primeiro da seleção argentina principal em 18 anos, não apenas consolidou "Dibu" no elenco, como o aproximou de Lionel Messi. O camisa 10 passou a respeitá-lo e a confiar nele, dois fatores importantes para qualquer jogador da Albiceleste. A Copa do Mundo de 2022 transformou de vez a vida do goleiro: de uma peça importante, ele passou a herói nacional, com os dois pênaltis defendidos contra a Holanda nas quartas, e a histórica defesa do chute de Kolo Muani, no último lance da prorrogação da final. Continua após a publicidade Dibu Martínez defende pênalti de Coman na final da Copa Imagem: JEWEL SAMAD / AFP Na sequência, vieram os prêmios individuais, a consolidação na Premier League, a conquista da Copa América — mais uma vez brilhando nos pênaltis — e a campanha que levou a Argentina a mais uma semifinal de Copa do Mundo. Nesta quarta-feira, diante da Inglaterra, a Argentina aposta todas as fichas em mais um show de Lionel Messi para vencer a Inglaterra e manter vivo o sonho do tetracampeonato. Mas, quando Jude Bellingham e Harry Kane estiverem diante do gol, é Dibu Martínez quem terá de resolver. O caminho para a final passa pelas mãos do goleiro que, durante quase uma década, não servia para ser titular na segundona inglesa, nem no meio de tabela da Liga Espanhola. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora O que é a tendência estética da 'machosfera' que está adoecendo jovens Rodri bate recorde na Copa, e Yamal vai superar marca de Mbappé na final 08304: o que é o 'código' estampado na faixa que Yamal usou contra a França Por que a F1 não se importa em dividir o domingo com a final da Copa? MP investiga rombo de R$ 3,8 bi na Fazenda de SP; Nelson Wilians é alvo