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Só para assinantes Assine UOL Opinião Felizmente escolhi não ir à Copa nos Estados Unidos Juca Kfouri Colunista do UOL 09/06/2026 13h28 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Presidente da Fifa, Gianni Infantino, o mais inescrupuloso Imagem: Jamie Sabau - FIFA/FIFA via Getty Images Quando, em minha última coluna sobre a Copa do Mundo no Qatar, anunciei que não cobriria a próxima, o motivo nada tinha de excepcional. Queria apenas fugir de passar outra Copa quase vendo apenas os jogos da Seleção Brasileira como havia acontecido, principalmente, nas duas Copas anteriores, aqui no Brasil e na Rússia. Um porre de aviões em distâncias continentais. Alexandre Borges NY vaiou Trump como o Maracanã vaiou Lula Wálter Maierovitch Bolsonaro tem razão sobre julgamento no STM Sakamoto Trump barra africano e põe xenofobia na Copa Josias de Souza Usar Deus por votos é perversão de valores Na Rússia, então, ainda com resquícios da burocracia soviética, tinha de chegar três horas antes nos aeroportos para assistir ao espetáculo de carimbos, dados com gosto sádico pelos encarregados de fiscalizar passaportes e despachar a bagagem. Bagagem que, diga-se, nem sempre chegava junto com o passageiro ao chegar ao destino. Depois de acompanhar in loco todas as Copas desde 1982, com exceção da na Ásia, exatamente para evitar 24 horas dentro de um avião, escrevi em Doha que aquela seria minha última cobertura na sede, até porque três sedes agora, como serão seis em 2030. Neste aspecto a Copa catari foi uma bênção, coberta pelo metrô, sem perder jogo algum. Nem desconfiava, então, quão certa se revelaria minha decisão. Os Estados Unidos eram presididos pelo senil, mas democrata, Joe Biden e a volta de Donald Trump, embora possível, era eventualidade afastada em nome da sanidade do eleitorado estadunidense. Continua após a publicidade Ledo engano. Loucos há, e em quantidade industrial, pelo mundo afora. Definitivamente eu não gostaria de estar nos Estados Unidos — e até temo que pudesse ter problemas para entrar, com sobrenome libanês e inúmeras publicações críticas ao fascistóide Trump. O que está acontecendo, sob estrondoso silêncio da Fifa, com os iranianos, com a delegação iraquiana, com o árbitro somali, com os torcedores haitianos, senegaleses e martinenses, é simplesmente inadmissível. O mutismo do mundo do futebol causa vergonha e indignação alheias, como se o Planeta Bola estivesse com medo de levar cartão vermelho de Trump, o detentor do ridículo prêmio da paz da FIFA. Nunca jamais houve tantas bolas fora numa Copa do Mundo que ainda nem começou. Continua após a publicidade Nem durante a sanguinária ditadura argentina, em 1978. João Havelange perdeu o título de mais inescrupuloso presidente da FIFA para Gianni Infantino. E Trump ficará na História das Copas como pior que o carniceiro ditador-general Rafael Videla. E, lembre-se: é este Trump que tem os Bolsonaros, e o neto do ditador-general João Figueiredo, grudados em seu, em seu (?), você sabe. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Esteves tem jantar com Moraes em Lisboa e garante estrelas do Gilmarpalooza Sinais de diabetes podem surgir primeiro na boca; veja 3 sintomas Se sancionar Pix, EUA criam lacunas no sistema financeiro, diz Durigan Mulher de 37 anos que fingiu ter 12 é denunciada por dois crimes em SC 'Mounjaro de pobre': como psyllium ajuda a perder gordura e emagrecer