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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte São Paulo cai contra Boca com dor muito maior do que de um gol anulado Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 15/09/2026 23h31 Atualizada em 16/09/2026 12h11 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Luciano lamenta chance perdida contra o Boca Juniors Imagem: JUAN MABROMATA/AFP A eliminação contra o Boca Juniors pode ter várias razões especificamente no São Paulo. Seja o gol anulado de Ryan Francisco, por impedimento milimétrico de Luciano. A falha da defesa que expôs Domingos Duarte, sem velocidade, contra o lateral Lozano, do Boca Juniors. Matheus Pichonelli Flávio tira Moraes da TV e ganha reforço de Michelle Julián Fuks O bolsonarismo agora é tão nocivo quanto antes PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Seja a inanição de seu ataque, incapaz de fazer um gol em La Bombonera, durante bom primeiro tempo, e de só cabecear uma bola na trave na primeira etapa do Morumbi, obra do menino Gustavo Santana. O diagnóstico pode passar pela escolha errada de Dorival Júnior, que perdeu dois jogos seguidos sem marcar nem sequer um gol contra Boca e Palmeiras e chegou à rede com cabeceio de Domingos Duarte quando faltavam apenas dois minutos para o apito final. A dor são-paulina não é cair contra o Boca Juniors. Nem é de ter um time anêmico, incapaz de trocar quatro passes em profundidade. O dolorido no fundo da alma são-paulina é por quinze anos em que só se cava o aumento do poço, que parece estar no fundo e consegue se abrir ainda mais a cada ano. É de uma diretoria que escolhe quem vai receber salários atrasados e quem não vai, do áudio vazado do presidente Harry Massis questionando por que alguém afirma que ele teria prometido pagar atrasados: "Não prometi pagar." Ora, então foi o contrato assinado que prometeu? O velho ensinamento de como entrar num vestiário e comprometer jogadores. Se você prometeu Coca-Cola, não dê Guaraná. O São Paulo não dá um mísero copo d'água, erra nas relações pessoais, profissionais e, por isso, entrega às seguidas comissões técnicas a função de juntar grupos de jogadores que não se unem, porque a direção faz questão de mostrá-los separados. Continua após a publicidade De tratar como diferentes os que deveriam ser iguais e obrigar os distintos, como Calleri, Rafael e Luciano a pagarem os compromissos que a direção não consegue cumprir. Perder para o Boca não deveria ser mais doído do que cair contra Penapolense, Juventude, Bragantino, Mirassol, Novorizontino... Houve até valentia, gol no fim, luta nos acréscimos. O problema do São Paulo não é a falta de talento de seus jogadores nem de talento de seus treinadores. É a falta de preparo de seus dirigentes; O São Paulo precisa usar as eleições do final do ano para uma transição para a dignidade. Não que seja tão diferente do que se passa no Brasil ou em Brasília. O São Paulo merece muito mais do que festejar a dignidade dos acréscimos contra o Boca ou lamentar um ombro de impedimento num gol anulado. O São Paulo sempre foi muito maior do que isso. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Bilionária ajuda PT e vira maior doadora à reeleição do governador do Ceará Brad Pitt não teve problema com bebida, mas com Angelina Jolie, diz fonte Pai de Diana impediu fim de noivado com Charles para evitar escândalo CBF divulga áudio do VAR em gol anulado do Grêmio por 1 cm ante o Botafogo Polícia chega a políticos após 23 anos de cerco ao PCC no setor de ônibus