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O Corinthians atravessou o dia como quem tenta reorganizar a casa enquanto o relógio corre: Clarence Seedorf não poderá estrear contra o Vitória, barrado pela documentação de trabalho e pelo prazo do BID; Léo Porto ficará à beira do campo. O atraso chega em semana de oito derrotas seguidas, com o clube em 16º lugar e sob ameaça real de rebaixamento. [ , ] Nas arquibancadas, a paciência também parece ter entrado em contagem regressiva: a Gaviões da Fiel cobrou mudanças, enquanto Memphis Depay virou alvo de questionamentos. A comissão técnica planeja trabalho físico individualizado para o atacante, sem afastá-lo do elenco — tentativa de transformar cobrança em recuperação, e não em mais um foco de incêndio. [ ] Na frente financeira, surgiu um sinal de avanço, mas ainda não um final feliz: Corinthians e Caixa assinaram termo de confidencialidade para discutir alternativas à dívida da Neo Química Arena. A negociação pode envolver os direitos de nome do estádio, mas o documento apenas abre espaço para conversas — a solução, por enquanto, continua em campo aberto. [ ] A política corintiana também esquentou antes mesmo da eleição de novembro. Entre cinco candidaturas à presidência, Sérgio Janikian teve sua elegibilidade contestada por associados, que apontam uma condenação em segunda instância; o candidato afirma que não há condenação definitiva e diz que seguirá na disputa. A eleição mal começou e já carrega sua própria disputa de bastidores. [ , ] O noticiário ainda trouxe a gravidade do pedido do Ministério Público para prender preventivamente o vice-presidente Armando Mendonça, em investigação sobre materiais esportivos; a defesa nega participação na demissão de uma testemunha e contesta a medida, que aguarda análise judicial. No departamento médico, Raniele passou por cirurgia no menisco e ainda não sabe quando volta. Ao menos a base ofereceu uma nota de respiro: o Corinthians goleou a Portuguesa Santista por 6 a 1 e avançou às quartas do Paulista sub-20. [ , , ]