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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Sem Rodrygo, Ancelotti perde aliado e curinga na seleção brasileira Thiago Arantes Colunista do UOL 03/03/2026 16h12 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Resumo Carlo Ancelotti concede entrevista coletiva após sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026 Imagem: Reprodução CBF/TV A lesão que encerrou a temporada de Rodrygo no Real Madrid e impedirá o atacante de ir à Copa do Mundo é um golpe duro para Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira. O treinador italiano perde em aspectos importantes com a ausência do jogador. O primeiro deles é a versatilidade: Rodrygo é um ponta-esquerda de origem, que firmou-se no Real Madrid jogando pela direita, mas também foi atacante e meia quando necessário. Wálter Maierovitch Como EUA e Israel eliminaram 'símbolo do mal' Josias de Souza Pesquisa mostra que Lula tem calcanhares de vidro Milly Lacombe Injustiça faz com Bap seja visto do que ele é feito Juca Kfouri O populista Bap traiu o popular Filipe Luís Essa capacidade de adaptar-se aos companheiros e às demandas táticas tornou Rodrygo uma peça-chave na seleção sob o comando de Ancelotti. O ataque de quatro peças (seja chamado de 4-2-4 ou de 4-2-3-1) que foi bem contra Coreia do Sul e Senegal girava em torno da capacidade de Rodrygo encontrar espaços, ora revezando com Vini pela esquerda, ora com Matheus Cunha na faixa central. A dedicação na defesa também era vista como fundamental para que o time pudesse atuar com tantos jogadores ofensivos. Mesmo quando estava em má fase no Real Madrid — passou mais de 9 meses sem marcar em jogos oficiais —, Rodrygo nunca ficou fora dos planos. Pelo contrário, Ancelotti via nele uma ponte com o restante do elenco: a relação dos dois sempre foi de confiança. A conexão entre ambos se justifica: o brasileiro foi fundamental no caminho para os títulos da Champions League em 2022 e 2024 e viu sua carreira decolar sob o comando do treinador. Ancelotti sempre soube tirar o melhor de Rodrygo e também blindou o brasileiro nos momentos mais difíceis, como no fim da temporada passada. Na ocasião, o atacante teve uma sobrecarga física e mental; o técnico entendeu a situação e deu ao jogador tempo para se cuidar. Continua após a publicidade O atacante chegou a dizer que, nos momentos mais difíceis, foi salvo por "Deus, pela família e por Carlo Ancelotti". Agora, diante da ausência de uma de suas peças fundamentais, Ancelotti perde um dos jogadores que mais defenderam sua contratação nos bastidores, e uma das peças que tornava seu sistema de jogo possível. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Israel diz ter destruído instalação nuclear secreta iraniana perto de Teerã Janja fala em TV que sofreu assédio duas vezes já como primeira-dama Barça flerta com virada épica, mas Atlético vai à final da Copa do Rei Quem era o marinheiro que morreu aos 25 durante gravações de 'Pesca Mortal' Drone que seria do Irã atinge área ao lado do Consulado dos EUA em Dubai