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Esporte Futebol Copa do Mundo Di Stéfano foi 'homem de duas seleções', mas nunca jogou uma Copa do Mundo Do UOL, em São Paulo 19/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Nascido em Buenos Aires, Di Stéfano defendeu as seleções de Argentina e Espanha Imagem: Terry Disney/Central Press/Getty Images Alfredo Di Stéfano, provavelmente, estaria com o coração dividido nesta final de Copa do Mundo. A lenda do futebol nasceu na Argentina, se naturalizou espanhol e defendeu as seleções de ambos os países. Para aumentar a emoção, o duelo acontece no ano do centenário do ex-atacante, que morreu em 2014, aos 88 anos . O que aconteceu Nascido em Buenos Aires, Di Stéfano foi revelado pelo River Plate, estreou no profissional aos 19 anos e foi bicampeão argentino. Ele defendeu o clube entre 1945 e 1947 e, depois, acumulou passagens por Huracán (ARG) e Millonarios (COL). Alfredo di Stéfano, mito do Real Madrid, com a camisa da Argentina em 1947 Imagem: Reprodução Twitter Ele defendeu a seleção argentina pela primeira vez em 1947, mas um boicote impediu sua participação em duas Copas do Mundo. Por questões políticas, a seleção argentina não disputou os Mundiais de 1950 e 1954. Dessa forma, o único torneio que Di Stéfano jogou — e ganhou — por sua terra natal foi o Campeonato Sul-Americano de 1947. Janaína Figueiredo História e geopolítica entram em campo na final PVC Espanha pode ser campeã masculina e feminina Casagrande Mbbapé e Olise salvam fim melancólico da França Michelle Prazeres A Copa mexeu com a minha esperança Di Stéfano deixou a América do Sul rumo ao Real Madrid na década de 50 e virou o "melhor da história" merengue. O auge do atacante no futebol aconteceu no clube europeu, com direito a cinco títulos de Liga dos Campeões de forma consecutiva. Ele também foi eleito o melhor jogador do mundo duas vezes, em 1957 e 1959. O melhor futebolista da história do Real Madrid. Atacava, defendia, fazia tudo bem. Um líder dentro e fora do campo. Com ele, a instituição branca viveu o seu período mais áureo. [...] Ganhar. Era essa a única palavra no dicionário do hispano-argentino. Toda a sua carreira ao serviço da instituição branca foi recheada de êxitos. Em onze temporadas obteve 18 títulos e marcou 308 gols, tornando-se um símbolo, um ídolo do madridismo. Real Madrid, em seu site oficial Em meio ao sucesso no Real, Di Stéfano se naturalizou espanhol e passou a defender a seleção europeia. Ele, inclusive chegou a enfrentar a sua "ex-pátria" em um jogo amistoso, em 1960, em Buenos Aires (ARG), que terminou com vitória para os donos da casa por 2 a 0. A troca, porém, não o fez disputar uma Copa do Mundo. Ele ajudou os espanhóis a se classificar para o Mundial de 1962 e foi convocado para o torneio, mas sofreu uma lesão que o impediu de atuar. Ao todo, foram 31 jogos pela seleção espanhola. Eu joguei pela Argentina e pela Espanha. Sou argentino e espanhol, tenho duas nacionalidades. Há um ditado que diz: 'uno es de dónde pase, no de donde nace'. Você tem que ser torcedor de onde você come. Se te recebem em outro país, tem que estar agradecido. Faz sete anos que já não volto para Argentina, mas quando podia estava lá todas as férias, entre amigos e familiares Di Stéfano, ao UOL, em 2008 Ele voltou a Argentina como treinador e foi campeão nacional por Boca Juniors e River Plate. Ele comandou o Boca entre 1968 e 1970, levantando a taça em seu último ano. Já o retorno ao River aconteceu entre 1981 e 1982, com título na primeira temporada. O ídolo também treinou times europeus, como Valencia, Sporting e Rayo Vallecano. Continua após a publicidade Relacionadas Argentina suspende jogos no país para receber seleção após Copa do Mundo Técnico da Espanha, De la Fuente é vaiado e rebate: 'Vamos ser respeitosos' Espanha minimiza cancelamento de treino e quer 'grande final' com Argentina O ex-jogador ainda teve duas passagens como técnico do Real Madrid (1982 e 1990), tornando-se presidente honorário do clube em 2000. Ele morreu em julho de 2014 em um hospital de Madri, onde havia dado entrada há dois dias após uma parada cardiorrespiratória. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Rabiot detona companheiros após derrota da França: 'Atitudes inaceitáveis' Trump, as tarifas e a decadência do império Americano Carro usado mais caro do que 0 km é uma realidade e pode ser bom negócio Empresário desaparece após sair de bar em SP; carro blindado é encontrado 'Dinheiro e poder': Conselho europeu critica Fifa e pede debate sobre Copa