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Análise dos Times

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NBA Golden State Warriors Oklahoma City Thunder Victor Wembanyama San Antonio Spurs Denver Nuggets Nikola Jokic Shai Gilgeous-Alexander Chet Holmgren Ajay Mitchell Mark Daigneault Jalen Williams Nikola Topic Alex Caruso Lu Dort Isaiah Hartenstein Jared McCain Aday Mara

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Derrotado pelos Spurs na disputa pela Conferência Oeste, o Oklahoma City Thunder usou os próximos meses e terá a toda a temporada regular para lamber as feridas e se preparar para um novo embate, seja contra Wembanyama, seja contra Nikola Jokic, para voltar às Finais da NBA . Para isso, Shai Gilgeous-Alexander e companhia viram modificações no elenco, especialmente entre os reservas. Ainda assim, muitos nomes seguem, os que chegaram estão dando bons indícios do quão úteis podem ser, e o trio principal, completado por Jalen Williams e Chet Holmgren, está novamente saudável e pronto para grandes batalhas pelo controle da conferência. Campanha: 64 vitórias e 18 derrotas Classificação: 1º lugar na Conferência Oeste Nos playoffs: eliminado na final de conferência pelo San Antonio Spurs por 4 a 3; antes disso, passou pelo Phoenix Suns na primeira rodada (4 a 0) e pelo Los Angeles Lakers (4 a 0) na segunda O que aconteceu: a defesa do título começou em altíssimo nível, com tantas vitórias que em determinado momento chegou-se até a cogitar que o time poderia superar a marca histórica de 73 do Golden State Warriors em 2016. O mais impressionante é que boa parte da campanha foi se desenrolando sem Jalen Williams, quem as lesões limitaram a apenas 33 atuações ao longo da temporada regular. O Thunder não teve gás para perseguir o recorde, mas manteve-se na liderança geral da NBA, mesmo com a arrancada do San Antonio Spurs, que foi seu grande algoz durante a temporada regular, levando a melhor em três dos quatro confrontos diretos. Esse retrospecto negativo sugeria que talvez existisse um outro time que poderia destronar os campeões nos playoffs. E no fim das contas, foi o que aconteceu. O Thunder passou sem sustos nas duas primeiras fases, mas acabou derrotado em sete jogos pelos Spurs na final do Oeste. Escolhas de Draft: Aday Mara (pivô, 12ª escolha), Bennett Stirtz (armador, 16ª escolha) e Otega Oweh (ala-armador, 41ª escolha) Quem mais chegou: Josh Dix (ala-armador - sem time) Quem foi embora: Lu Dort (ala - Atlanta Hawks), Aaron Wiggins (ala-armador - Atlanta Hawks), Isaiah Joe (ala-armador - Detroit Pistons) e Branden Carlson (pivô - Portland Trail Blazers) Provável time titular: Shai Gilgeous-Alexander, Cason Wallace, Jalen Williams, Chet Holmgren e Isaiah Hartenstein Reservas: Ajay Mitchell, Jared McCain, Nikola Topic, Bennett Stirtz (armadores), Alex Caruso, Otega Oweh, Brooks Barnhizer, Josh Dix (alas-armadores), Kenrich Williams, Jaylin Williams (alas-pivôs), Aday Mara e Thomas Sorber (pivôs) Técnico: Mark Daigneault A derrota para os Spurs no Jogo 7 da final da Conferência Oeste deixou um gosto amargo para o Thunder. Menos pela derrota e mais pela constatação de que não são o único projeto um dos melhores jogadores da geração e uma série de ótimos jovens que podem garantir o domínio na tabela pela próxima década. De repente, há uma concorrência duradoura. Ainda assim, mesmo com uma série de desfalques, que foram de Jalen Williams a jogadores do fundo da rotação, levaram a série contra Wembanyama e companhia até o Jogo 7. Por isso, o sentimento é de que há, sim, muita disputa em jogo pelas próximas temporadas. Sem esquecer, é claro, do “antigo” rival, Denver Nuggets, que também espera voltar mais forte em 2026/27. De qualquer maneira, como falamos no próximo tópico, há uma sensação de alívio e conforto simplesmente por nomes como Jalen Williams e Ajay Mitchell estarem totalmente recuperados de suas lesões. Além disso, apesar de algumas saídas importantes, especialmente a de Lu Dort, há nomes muito interessantes pedindo espaço na rotação. O principal deles é o de Aday Mara. O pivô espanhol de 21 anos e 2,18m, campeão da NCAA pela Universidade de Michigan, demonstrou muita versatilidade ofensiva e mobilidade nos dois lados da quadra durante Summer League e playoffs, sendo um suplente óbvio para Chet Holmgren, que não fez uma série contra os Spurs, além de mais um nome com potencial para tentar atrapalhar a vida de Wembanyama. A palavra de ordem em Oklahoma é a de continuidade. Para uma equipe que, na teoria, está confirmada nos playoffs antes mesmo da temporada começar, os 82 jogos podem demorar a passar. Contudo, para entrar na ponta dos cascos na hora decisiva, algumas peças precisam mostrar que estão bem fisicamente, enquanto os mais jovens precisarão se adequar ao nível e estilo da equipe para fortalecer a rotação quando necessário. "Acho que sou o melhor jogador da NBA. A produção que entrego cada vez que entro em quadra é digna do que faz alguém que é o melhor jogador da NBA. A minha eficiência também. Acho que as pessoas escolhem um jogador como o melhor no basquete, no futebol ou tênis aquele que vence os jogos, os torneios, o que for. E eu andei vencendo bastante nos últimos anos." A frase é de Shai Gilgeous-Alexander, MVP da NBA nas últimas duas temporadas. A grande esperança em Oklahoma é a saúde dos principais jogadores do elenco. Mesmo não sendo nomes que sofrem rotineiramente com lesões, a temporada passada foi marcada por inúmeros desfalques de Jalen Williams, Isaiah Hartenstein, Alex Caruso e Ajay Mitchell. Menos mal que conseguiram Jared McCain praticamente de graça no meio da temporada, mas os desfalques impactaram diretamente na capacidade do time reagir aos momentos difíceis contra os Spurs nos playoffs. Para 2026/27, todos estão recuperados e iniciarão a temporada à disposição do técnico Mark Daigneault. Além disso, Nikola Topic e o trio de novatos também estão prontos, e devem ter algum espaço na rotação ao longo dos 82 jogos, até para prevenir um desgaste dos principais nomes, considerando que o Thunder deve confirmar uma ida tranquila aos playoffs. Não há muito segredo e nem algo de tão novo a ser apresentado. O Thunder é o principal time dos últimos dois anos e seguirá como uma das maiores forças em toda a competição. Para seguir mostrando todo seu poderio, contudo, precisa de todas as peças saudáveis e prontas para entrar em quadra. Os planos de médio prazo do Thunder são claros. Foco total na manutenção de Shai Gilgeous-Alexander, Jalen Williams e Chet Holmgren, envolvendo-os de jogadores bons e baratos. Para isso, a solução encontrada foi “produzir” estes nomes dentro do elenco, com uma série de escolhas de Draft, que podem ser utilizadas para selecionar nomes com características muito específicas que supram as carências do elenco. E o poderio do elenco é tão grande, que os recém-chegados geralmente precisam de um bom tempo, às vezes algumas temporadas, para de fato fazerem parte da rotação. Mas eventualmente, quando os jogadores com mais tempo de casa ficam caros e valorizados no mercado, os mais jovens têm a chance. É uma boa receita. Mas para isso a prospecção e desenvolvimento precisam funcionar muito bem todos os anos, e isso será posto à prova mais uma vez em 2026/27. Os últimos playoffs já deram sinais de que algumas coisas não iam bem, quando os desfalques deixaram a impressão de que o elenco poderia estar curto demais. E com as saídas de Lu Dort, Isaiah Joe e Aaron Wiggins, uma responsabilidade maior irá recair sobre os ombros de Nikola Topic, Bennedict Stirtz e Aday Mara, além dos já consagrados Alex Caruso, Jared McCain e Ajay Mitchell. Na temporada regular, terão maior segurança e retaguarda em possíveis falhas. Mas nos playoffs precisarão dar o mesmo salto de qualidade que seus antecessores conseguiram nos anos anteriores. Shai Gilgeous-Alexander, é claro. Na temporada passada ele foi A ll-star , ganhou mais um troféu de MVP e ainda foi eleito o jogador mais clutch da liga. Não tinha como ser outro aqui. Foram 31,1 pontos, 6,6 assistências, 4,3 rebotes e 1,4 roubo de bola por partida no último ano. Além disso, registrou aproveitamento de 59,7% em eFG% (estatística avançada que mede a eficiência de arremesso ajustando o valor extra dos arremessos de três pontos), o que representa a melhor marca da carreira nesse quesito até agora. Nos playoffs, foi a grande âncora do time, uma vez que Jalen Williams disputou apenas cinco jogos, Ajay Mitchell se machucou ao longo da campanha, e Chet Holmgren ficou muito aquém na série contra os Spurs. Mesmo sendo mais óbvio que tudo no Thunder giraria em torno dele, conseguiu manter um nível altíssimo e só parou no Jogo 7 das finais da Conferência Oeste. Na próxima temporada, tentará um feito que apenas Bill Russell, Wilt Chamberlain e Larry Bird conseguiram em toda a história da NBA: conquistar três MVPs consecutivos. Chet Holmgren teve um ano de crescimento marginal ao longo da temporada regular. Ainda assim, um leve crescimento. Mais que isso, ajudou a manter o Thunder inteiro enquanto uma série de desfalques aconteciam, especialmente de Jalen Williams. Terminou eleito All-Star, indicado ao time ideal de defesa da temporada, ao terceiro time geral da competição e em segundo lugar no prêmio de Melhor Defensor, vencido de maneira unânime por Wembanyama. E foi justamente esse duelo que praticamente apagou todo o bom ano de Chet. Nas finais do Oeste, diante dos Spurs, o pivô teve atuações muito ruins nos dois lados da quadra. Em nada correspondeu ao que se imaginava de um duelo contra Wemby, pois praticamente não houve disputa. Nas duas primeiras séries, contra Trail Blazers e Lakers, teve médias de 18,6 pontos (38% nos arremessos de três), 9,1 rebotes e 1,8 toco. Contra o Thunder, foram apenas 10,7 pontos (27% nos arremessos de três), 7,1 rebotes e 1 toco de média. As atuações foram tão abaixo que o Draft de Aday Mara, de 2,18m, já considerou uma possibilidade de substituição quando necessário. Ainda assim, é uma das bases do elenco, ao lado de Shai e Jalen Williams. Com US$ 240 milhões a receber pelas próximas cinco temporadas, Chet segue com moral na diretoria e comissão técnica. No final das contas, é de fato um grande jogador. Mas os duelos contra Wembanyama e Jokic serão cada vez mais frequentes nos próximos anos pelo domínio do Oeste. Se Holmgren, no mínimo, mantiver o nível, o Thunder manterá a fama de ser praticamente imbatível. Mas se não der conta do recado contra os rivais, talvez a franquia precise repensar os planos de domínio pela próxima década. 4 (alto) - Muita gente torce o nariz quando assiste aos jogos do Thunder por causa do volume de lances livres. É compreensível, mas não é justo reduzir esse time apenas a esse aspecto. Tem o MVP, que deve brigar forte para ganhar o prêmio de novo, tem um elenco profundo e tem uma dose extra de motivação para voltar ao topo. No cenário mais otimista: título, vingando-se ou não do San Antonio Spurs no meio do caminho. No cenário mais pessimista: uma queda na segunda rodada dos playoffs. Ainda que dê tudo errado para o Thunder e alguém desponte no Oeste para se juntar ao primeiro escalão de forças da conferência, esse time é forte demais para se imaginar algo aquém disso. Clique no escudo para ler. Será publicada uma análise por dia até 19/10, véspera da estreia da NBA.