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Análise dos Times

Palmeiras

Principal

Motivo: A matéria foca na perspectiva do Palmeiras, detalhando os bastidores de sua contratação e os sucessos alcançados, exaltando a visão da diretoria.

Viés da Menção (Score: 0.8)

Motivo: O PAOK é mencionado como o clube anterior de Abel Ferreira, servindo de contexto para a negociação, sem juízo de valor sobre o clube grego.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: O clube equatoriano é apresentado como um obstáculo na negociação com Ramírez, sem uma análise de viés específica.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Palmeiras Abel Ferreira Independiente del Valle Vanderlei Luxemburgo Anderson Barros Miguel Ángel Ramírez Conmebol Libertadores Maurício Galiotte PAOK Hugo Cajuda

Conteúdo Original

Relembre a coletiva de apresentação do técnico Abel Ferreira no Palmeiras, em 2020 Há cinco anos, o Palmeiras apresentava na Academia de Futebol uma contratação que mudaria sua história: Abel Ferreira. Até então desconhecido no Brasil, o técnico superou qualquer previsão e vive uma das eras mais vitoriosas da história do clube, com dez títulos e a busca por mais dois ainda em 2025. + Siga o ge Palmeiras no WhatsApp Na noite da última quinta-feira, aliás, justamente na data comemorativa de seu anúncio, escreveu mais um capítulo vitorioso na história do Verdão ao conseguir a classificação para a final da Conmebol Libertadores após vitória por 4 a 0 contra a LDU, no Allianz Parque. O ge conta abaixo os detalhes de como o Verdão "descobriu" o português, então com 41 anos e à frente do PAOK, da Grécia. Mais notícias do Palmeiras: + Vitor Roque é convocado e desfalcará o Verdão + Veja quantos ingressos foram vendido para clássico 1 de 8 Abel Ferreira Palmeiras — Foto: César Grecco / Ag Palmeiras Abel Ferreira Palmeiras — Foto: César Grecco / Ag Palmeiras O trabalho de Abel na Academia de Futebol é o mais longevo do país desde o início da disputa do Brasileirão por pontos corridos, em 2003, e deve continuar por mais dois anos. Isto porque ele tem renovação encaminhada com o Palmeiras até o fim de 2027. Se cumprir o acordo até o fim, serão sete temporadas à frente da equipe. Uma marca inimaginável no dia 30 de outubro de 2020, quando o Verdão oficializou o negócio. Não apenas pelo curto currículo do escolhido, que ainda não tinha títulos como treinador profissional por Braga, de Portugal, e PAOK. Mas pelo histórico do próprio clube. Verdão abandona medalhões Desde que viveu a reformulação de 2015 e voltou a brigar no topo do futebol brasileiro, o Palmeiras conquistava títulos, mas dificilmente mantinha treinadores por longos períodos. E, ao trocar, optava por medalhões do mercado nacional. O único nesse intervalo que completou um ano de trabalho foi Luiz Felipe Scolari, ao treinar a equipe por 13 meses, entre agosto de 2018 e setembro de 2019. 2 de 8 Felipão Maurício Galiotte Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras Felipão Maurício Galiotte Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras Dentro da gestão de Maurício Galiotte havia um debate para mudar o perfil de treinador, mais atualizado, que trouxesse novidades, além da montagem de elenco com menos contratações e mais jogadores formados na base. — O Palmeiras precisa definir qual é o seu modelo de jogo, se não vamos ficar trocando treinadores e isso tem que acabar em algum momento. Uma vez implementada uma filosofia, teremos uma continuidade muito maior — disse Galiotte, dia 15 de outubro de 2020. Quando Mano Menezes foi demitido, no fim de 2019, o clube tentou Jorge Sampaoli, mas não obteve sucesso. A saída foi repetir a estratégia dos outros anos e apostar no veterano Vanderlei Luxemburgo para 2020. Apesar do título paulista, Luxa foi demitido no dia 14 de outubro. Rapidamente, o Palmeiras definiu quem gostaria para substituí-lo: Miguel Ángel Ramírez. 3 de 8 Miguel Ángel Ramírez, técnico do Independiente del Valle — Foto: Luis Vera/Getty Images Miguel Ángel Ramírez, técnico do Independiente del Valle — Foto: Luis Vera/Getty Images Então no comando do Independiente del Valle, o espanhol de 35 anos era sensação no mercado sul-americano e representava, naquele momento, a novidade tão desejada no Verdão. O acerto parecia iminente: dia 19, as bases do contrato estavam fechadas. Isto fez o diretor de futebol Anderson Barros e o vice-presidente Paulo Buosi embarcarem para o Equador, no avião da então patrocinadora Leila Pereira para oficializar o negócio e trazer o novo contratado. Mas o plano não saiu como esperado. Ramírez diz "não". E agora? Quando a negociação vazou, Ramírez tornou-se um dos principais assuntos no Brasil. Na avaliação de pessoas envolvidas nas tratativas, a repercussão impactou o técnico, que criou um empecilho quando a comitiva do Palmeiras já estava em Quito: só deixaria o Del Valle ao término daquela edição da Conmebol Libertadores. O Palmeiras refutou a hipótese. A intenção do clube era ter um técnico para assumir imediatamente, e o fato de Ramírez não ter empresário, centralizando os termos do acordo diretamente com o Verdão, fez com que o impasse não pudesse ser resolvido. Buosi e Barros embarcaram de volta ao Brasil sem técnico e de volta à estaca zero. – A decisão nunca é fácil. Muito menos quando te chamam gigantes, porque treme o chão, tremem as pernas, é muito difícil tomar uma decisão assim – declarou Ramírez à época, sobre a negativa ao Verdão. Negociações com Abel e Holan Os dias após o fim da negociação com o treinador do Del Valle foram de silêncio completo por parte do Palmeiras enquanto se multiplicavam especulações de possíveis nomes para assumir a equipe. A narrativa de que o clube vinha acumulando negativas no mercado foi considerada incorreta e gerava apreensão internamente. O departamento de análise de mercado fez um levantamento de possíveis candidatos à vaga aberta. Um nome, porém, já era monitorado por Anderson Barros ainda antes de assumir a diretoria de futebol do Palmeiras, no fim de 2019: Abel Ferreira. 4 de 8 Anderson Barros e Abel Ferreira na Academia do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Palmeiras Anderson Barros e Abel Ferreira na Academia do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Palmeiras O executivo possuía um relatório sobre o trabalho do português, mas a negociação parecia impossível: a multa rescisória com o PAOK era de 6 milhões de euros (R$ 40 milhões na cotação da época). Um intermediário no mercado, porém, sinalizou a ele que havia, sim, a chance de tirá-lo do clube grego. Hugo Cajuda, empresário de Abel, estava no Brasil, pois havia acabado de levar Ricardo Sá Pinto ao Vasco. Barros, então, iniciou as movimentações para o negócio ocorrer. O clube na sequência teve uma primeira conversa com Maurício Galiotte e o vice-presidente Alexandre Zanotta. 5 de 8 Abel Ferreira e Hugo Cajuda na chegada do treinador ao Palmeiras — Foto: Arquivo Pessoal Abel Ferreira e Hugo Cajuda na chegada do treinador ao Palmeiras — Foto: Arquivo Pessoal Dentro da Academia de Futebol havia mais um nome em pauta: Ariel Holan. O Verdão fez uma investida, mas dez dias depois da demissão de Luxemburgo ouviu que a Universidad Católica, do Chile, não iria liberar seu técnico naquele momento. Enquanto isso, as avaliações que buscavam de ex-companheiros e quem conhecia Abel Ferreira geravam empolgação, tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Abel: "Querem ir para o Palmeiras?" Dia 26 de outubro, segunda-feira, Abel Ferreira recebeu a primeira sondagem. O técnico estava em Tessalônica, cidade onde fica o CT do PAOK, e recomendou que fizessem contato com Hugo, seu empresário. No fim do expediente no dia 27, o treinador perguntou a seus auxiliares: – Querem ir ao Palmeiras? Naquele momento, Abel já tinha feito o mesmo que o futuro empregador: buscara informações sobre a equipe brasileira. Cajuda comunicou ao PAOK o interesse palmeirense e ouviu que era possível iniciar uma negociação. Veio a primeira conversa do técnico com a diretoria do Verdão, dia 28. Abel de um lado, Zanotta do outro, em uma vídeo-chamada. – A abordagem da direção do Palmeiras foi muito séria e profissional. Quiseram ouvir do Abel as ideias e dinâmicas de trabalho, porque a lição de casa estava feita: havia telefonado para pessoas que trabalharam com Abel, obtendo referências do homem e o treinador – diz trecho de “Cabeça Fria, Coração Quente”, livro publicado por Abel e sua comissão técnica. 6 de 8 Paulo Buosi, Mauricio Galiotte, Abel Ferreira e Cicero Souza na Academia do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras Paulo Buosi, Mauricio Galiotte, Abel Ferreira e Cicero Souza na Academia do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras O treinador se preparou como se fosse uma entrevista de emprego. Fez uma apresentação ao clube com oito tópicos: carreira como jogador, carreira como treinador, comissão técnica, pilares de trabalho, modelo de jogo, método de trabalho, visão de um clube e perguntas. A primeira visão sobre o treinador foi positiva, corroborando com as opiniões e relatórios colhidos anteriormente. Veio, então, uma nova reunião, agora com Anderson Barros, Paulo Buosi e Cícero Souza, gerente de futebol à época. Todos deram aval para que Abel Ferreira se tornasse o novo comandante do Palmeiras. Pechincha com os gregos Dia 29 de outubro, o técnico aceitou a oferta de dois anos. Restava, porém, negociar sua saída do PAOK. Isso envolvia a multa rescisória. Para baixá-la de seis milhões de euros para os 600 mil euros (R$ 4 milhões na época) que o Palmeiras desembolsou, clube e técnico fizeram uma oferta para os gregos. A cada título conquistado por Abel no Verdão, o PAOK receberia uma quantia, desembolsada pelas duas partes. Um dinheiro pago com sorriso no rosto, brincam pessoas ligadas ao clube e que participaram do arranjo. + Veja mais notícias do Palmeiras 7 de 8 Abel Ferreira em PAOK x Granada — Foto: Divulgação/PAOK Abel Ferreira em PAOK x Granada — Foto: Divulgação/PAOK Resolvida a questão da multa, o treinador iniciou sua ambientação ao novo clube. Ainda da Europa, teve as primeiras conversas com os capitães do elenco: Weverton, Gustavo Gómez, Marcos Rocha, Willian, Felipe Melo e Luiz Adriano. Ao desembarcar no Brasil, dia 2 de novembro de 2020, conheceu a Academia de Futebol e se impressionou: – É muito melhor do que eu imaginava, nem nos meus melhores sonhos – declarou Abel no primeiro tour no local, segundo uma fonte relatou ao ge . Em seu livro, comparou a estrutura do Centro de Excelência com a do Manchester City, que visitara em 2018. Sucesso e (muitos títulos) Após concluir a contratação de Abel Ferreira, a gestão Galiotte possuía uma meta: ter um técnico que pela primeira vez ficasse do início ao fim do ano, em 2021, o último daquele presidente. — Não vim aqui para ter férias, vim aqui para trabalhar e ganhar com o clube — afirmou Abel, em sua apresentação. 8 de 8 Abel Ferreira, do Palmeiras, com a taça da Libertadores — Foto: Divulgação/Conmebol Abel Ferreira, do Palmeiras, com a taça da Libertadores — Foto: Divulgação/Conmebol A fala é praticamente uma previsão do que viria, numa relação de sucesso e ainda mais duradoura do que o primeiro contrato, até o fim de 2022, indicava. Desde a estreia da atual comissão técnica, em 5 de novembro de 2020, o Palmeiras conquistou dez títulos, com 387 jogos: 226 vitórias, 91 empates e 70 derrotas. Ele é o técnico com mais partidas consecutivas na história do clube e com mais títulos (empatado com Oswaldo Brandão). Abel pode se isolar na lista de maiores campeões no fim do ano, já que ainda disputa a final da Conmebol Libertadores e lidera do Brasileirão a nove rodadas do fim. E há tempo para mais recordes. Pois, ao que tudo indica, esta história não terá um capítulo final tão cedo. 🎧 Ouça o podcast ge Palmeiras 🎧 + Assista a tudo do Palmeiras na Globo, sportv e ge