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O Flamengo chega à quarta-feira com a bússola apontada para La Plata: encara o Estudiantes na ida da semifinal da Libertadores, embalado pelo triunfo de 1 a 0 sobre o Fluminense. A missão, porém, vem com ausências de peso — Arrascaeta, Danilo e Jorginho — e pede rearranjo de Leonardo Jardim; Saúl e Lucas Paquetá aparecem como respostas prováveis no meio. [ ] A viagem também carrega memória áspera: no último duelo com o Estudiantes em La Plata, abril deixou fraturas, expulsões dos técnicos e reclamações sobre o limite entre intensidade e violência. José Boto voltou a pedir uma arbitragem capaz de conter excessos. E o juiz desta vez, Juan Gabriel Benítez, chega com uma nota de rodapé rara: em 2019, reviu em casa um lance, tentou corrigir por relatório a expulsão que aplicara e acabou suspenso por oito partidas — o chamado “VAR caseiro”. [ ] [ ] No gol, Rossi regressa a um palco de lembranças decisivas: em 2025, defendeu duas cobranças de pênalti contra o Estudiantes e ajudou a levar o Flamengo adiante. Depois de ser criticado pela falha diante do Santos, respondeu com uma atuação importante na vitória sobre o Fluminense; agora, a semifinal oferece novo teste para transformar a montanha-russa recente em confiança. [ ] [ ] Também há uma história de paciência nas entrelinhas: Samuel Lino recordou os altos e baixos e as críticas da torcida no começo de sua passagem, mas diz estar adaptado e quer prolongar a boa fase. No ambiente de decisão, o atacante reconhece o peso da pressão argentina — e afirma que o Flamengo já conhece o clima de La Plata. [ ] Fora das quatro linhas, a disputa pelo Maracanã segue como ruído de fundo. Após a vitória judicial do Vasco para usar o estádio contra o Boca Juniors, o Flamengo demonstrou contrariedade, mas mantém o Maracanã como casa e não pretende acelerar agora o projeto do Gasômetro, cujo custo é estimado internamente em R$ 3,5 bilhões. José Boto resumiu a irritação com uma imagem doméstica: pagar pela casa e ver outra pessoa usá-la para fazer festa. [ ] [ ] E o Fla-Flu ainda não esfriou: Erick Pulgar, do Flamengo, e o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, foram denunciados no STJD após as polêmicas de arbitragem do clássico. O volante pode ser suspenso pela entrada em Rodrigo Castillo, enquanto Montenegro responde pelas críticas contundentes à arbitragem. Assim, entre a expectativa continental, a memória de jogos tensos e a ressaca disciplinar do clássico, o dia rubro-negro foi menos uma véspera tranquila do que um ensaio para nervos à prova. [ ]