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Futebol Protesto de argentino em tapete de rainha britânica originou uso de cartões Guilherme Padin Do UOL, em São Paulo 11/07/2026 13h50 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Capitães da Argentina, Antonio Rattin e da Alemanha, Uwe Seeler, se cumprimentam na Copa de 1966 Imagem: Reprodução/Conmebol O ídolo do Boca Juniors e da Argentina, Antonio Rattín, que morreu hoje (11) aos 89 anos , pode até não ter títulos de expressão pela seleção em seu currículo. Porém, o ex-volante protagonizou uma confusão que marcou a história das Copas do Mundo. Um momento de protesto de Rattín na Copa do Mundo de 1966 envolveu indiretamente a família real britânica e mudou as regras do futebol mundial. Discussão com árbitro, expulsão e protesto Diante de mais de 90 mil pessoas, no Wembley, os argentinos jogavam contra a Inglaterra, a anfitriã, pelas quartas de final do Mundial. Milly Lacombe O antirracista que só surge quando a Argentina ganha Wálter Maierovitch Valdemar, candidato a criminoso habitual João Paulo Charleaux Trump fala de eleição nas Américas após tentar golpe Rodrigo Mattos Ancelotti deveria ter agido como Jorge Jesus Rattín estava indignado com a arbitragem do alemão Rudolf Kreitlein, e discutiu com ele, argumentando que a atuação de Kreitlein estava prejudicando a Argentina . Embora um não falasse a língua do outro, a reclamação do argentino incomodou o árbitro, que o expulsou de campo - em advertência verbal, uma vez que não havia o uso de cartões, à época. "Cobrava tudo a favor da Inglaterra: escanteios, faltas, até inventava mão. Mostrei-lhe o bracelete de capitão e durante vários minutos pedi intérprete e explicações. Aos 35 minutos de jogo, me expulsou", relatou Ratín em entrevista ao La Nación, anos depois. O capitão argentino ficou furioso, continuou em campo por mais dez minutos até se retirar. Enquanto Rattín saía do gramado, torcedores ingleses arremessavam objetos contra ele, que, incomodado, sentou em um tapete vermelho próximo do campo, que era destinado à Rainha Elizabeth, ausente na partida. Outro ato, logo em seguida, incomodaria mais ainda os torcedores. "'De raiva, sentei no tapete vermelho do palco da rainha. Sentei uns cinco minutos ali. Fui para o vestiário. Enquanto caminhava, me jogavam chocolate aerado, que para mim era uma novidade. Eu abria, mastigava um pouco e devolvia. Cheguei ao escanteio, peguei uma bandeirinha britânica e retorci toda com a mão e lhes disse: 'Ingleses filhos da ?.'. Começaram a me jogar latas fechadas de cerveja, e saí correndo para não me acertar", disse ao La Nación. Confusão gerou mudança de regras Até a Copa disputada na Inglaterra, não estava previsto o uso de cartões (amarelos ou vermelhos). Continua após a publicidade As advertências dos árbitros, inclusive as de expulsão, ocorriam verbalmente. Devido à confusão entre o árbitro alemão e o capitão argentino, a Fifa decidiu introduzir os cartões a partir do Mundial de 1970 , no México. Após aquela partida em 1966, vencida por 1 a 0 pelos ingleses, os anfitriões eliminaram Portugal nas semifinais e bateram a Alemanha na decisão. Foi o primeiro e único título mundial da história da Inglaterra. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Onde vai passar Argentina x Suíça pela Copa do Mundo? Como assistir ao vivo O meu nome é Valdemar, candidato a criminoso habitual TJ absolve Brennand de acusação de estupro e reverte condenação de 8 anos Valdemar questiona bloqueio de R$ 119 milhões: 'Não tenho esse dinheiro' Transmissão ao vivo de Noruega x Inglaterra pela Copa do Mundo: veja onde assistir