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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Conselheiros pedem afastamento de Harry Massis da presidência do São Paulo Gabriel Sá Colunista do UOL 25/07/2026 22h37 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Um dos fundamentos da representação é o novo transfer ban imposto ao Tricolor Imagem: Bruno Escolastico Sousa Silva/NurPhoto via Getty Images Um grupo de oito conselheiros do São Paulo protocolou neste sábado (25) uma representação formal junto ao Conselho Deliberativo e à Comissão de Ética do clube solicitando o afastamento liminar do presidente Harry Massis Júnior, além da abertura de um processo disciplinar que pode culminar em sua expulsão do quadro associativo. O documento pede a apuração de suposta gestão temerária, alegando sucessivas violações ao Estatuto Social e à legislação esportiva. A representação é assinada pelos conselheiros Artur Eliseu da Silva, Carlos Henrique Sadi, Edson Francisco Lapolla, Giacomo Albanese, Joandre Antônio Ferraz, José Alexandre Medicis da Silveira, Pérsio Rainho e Silivia Saddi Cury. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Na petição, os conselheiros sustentam que o pedido está fundamentado nos artigos 34 e 36 do Estatuto Social do São Paulo, no artigo 10 do Regimento Interno e em dispositivos da Lei Geral do Esporte e da Lei do Profut. Segundo os autores, há um "robusto conjunto probatório" que justificaria o afastamento cautelar do mandatário enquanto os fatos são apurados. Um dos principais fundamentos da representação é o novo transfer ban imposto pela Fifa ao São Paulo por conta da dívida referente à contratação do volante Marcos Antonio. Na avaliação dos conselheiros, a punição evidencia "grave descontrole administrativo, falhas de governança e possível gestão temerária", além de "comprometer o planejamento esportivo e a credibilidade institucional do clube". Os autores também apontam como fator de preocupação os atrasos salariais admitidos publicamente pelo diretor executivo de futebol, Rafinha. Para os conselheiros, a existência de vencimentos em atraso reforça o comprometimento da gestão administrativa, financeira e institucional do São Paulo. Outro ponto explorado na petição é o áudio vazado de Harry Massis, no qual o presidente afirma que o clube não tinha recursos para trocar de treinador e relata as dificuldades financeiras enfrentadas pela instituição. Na interpretação dos conselheiros, a declaração expôs publicamente um cenário de colapso financeiro às vésperas de uma partida decisiva e contradiz decisões tomadas pela própria diretoria dias depois, como a demissão de Hernán Crespo, o pagamento de multas rescisórias e a contratação de Dorival Júnior, apesar do discurso de falta de dinheiro. A representação também afirma que Harry Massis não poderia alegar desconhecimento da situação financeira do clube por ter exercido a vice-presidência durante a gestão de Julio Casares. Segundo o documento, o atual presidente integrava o Conselho de Administração e participava diretamente da estrutura máxima de administração do São Paulo, o que lhe conferia responsabilidade sobre a condução institucional da entidade. Outro argumento utilizado pelos conselheiros diz respeito ao Conselho de Administração. Eles sustentam que Harry Massis permaneceu por mais de 90 dias à frente da presidência sem cumprir a exigência estatutária de nomear os três conselheiros independentes previstos no artigo 99 do Estatuto Social. De acordo com a representação, a situação só foi regularizada após cobranças formais de associados e conselheiros. Continua após a publicidade Os autores também criticam o pedido apresentado pelo São Paulo para arquivamento da investigação do Ministério Público sobre possível gestão temerária. Na visão deles, a iniciativa é incompatível com o discurso de transparência adotado pela atual administração. Por fim, os conselheiros afirmam que os fatos narrados demonstram, em tese, indícios de gestão temerária, comprometimento da governança institucional, violação reiterada do Estatuto Social, abuso de poder e risco concreto à continuidade financeira e administrativa do São Paulo. Por isso, pedem o recebimento da representação, o afastamento liminar de Harry Massis Júnior, a instauração de procedimento disciplinar e, ao término da apuração, a aplicação da penalidade máxima de eliminação do quadro associativo, além da comunicação dos fatos aos órgãos competentes caso sejam identificados eventuais ilícitos civis, administrativos ou penais. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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