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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Seleção brasileira tem tudo para sair bem na foto contra o Haiti Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 18/06/2026 13h01 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Carlo Ancelotti durante treinamento da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026 em Morristown, nos EUA Imagem: MAURO PIMENTEL / AFP Hoje no treino, nos 15 minutos que podemos assistir, vi o grupo todo entrar em campo para o aquecimento, mas sem o Neymar. Porém, minutos depois, ele também foi para o campo, entrando num bom trote até o meio-campo para participar do bobinho. Não o vi mancando, nem se protegendo na passada, o que significa que está sem dores que o incomodem. Mas o que isso significa? Bom, significa que está evoluindo na cicatrização da lesão da panturrilha, mas que ainda está bem distante de ser liberado para um jogo de futebol de alto nível técnico e intenso, como está sendo na Copa do Mundo. Só para questão de comparação: o Cristiano Ronaldo fez 37 gols na temporada 2025/26, jogando quase 50 jogos, e, no empate de Portugal com a RD Congo por 1 a 1, ele simplesmente foi anulado fisicamente. Quase não pegou na bola, sem conseguir acompanhar a intensidade do jogo. Já o Neymar não chegou nem perto disso, somando todo o ano de 2025 mais o que jogou em 2026, sem contar as várias contusões que sofreu nesse período. José Paulo Kupfer Decisão do Copom deixa mercados confusos Casagrande Seleção tem tudo para sair bem na foto contra o Haiti Wálter Maierovitch STF está sem GPS, e os Bolsonaros tiram proveito Alexandre Borges Por que Lula negou ser de esquerda Por isso, achei acertada essa decisão. Fica mais prático para ele continuar seu leve treinamento de campo, o fortalecimento muscular e, principalmente, o tratamento médico. Estará tudo organizado, sem precisar viajar e mudar de hotel e de local de treino. Está certa essa decisão, mas o resto dessa história continua tudo errado e obscuro. Quem mentiu inicialmente? O Santos? A CBF? Ou os dois? Ainda não se sabe qual foi a real gravidade dessa contusão. Enquanto vemos Mbappé, Kane, Messi e Haaland em campo e voando, vemos Cristiano Ronaldo se arrastando e Neymar nem treinando normal está ainda. A Copa é bem curta. Na realidade, recuperar clinicamente um jogador é bem viável, mas fisicamente, o ritmo e a intensidade de jogo são quase impossíveis para um jogador de 34 anos, com 13 lesões graves de 2022 para cá. Mas, independentemente de conseguirem recuperá-lo ou não, essa última decisão do departamento médico foi acertada. Aliás, na estreia, ele não deveria ter entrado em campo, e sim ter ficado num local mais cômodo para quem está em recuperação. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês De qualquer forma, o mais importante no dia de hoje e no de amanhã é a partida entre Brasil e Haiti. Não sabemos a formação titular, mas espero que Carlo Ancelotti faça mudanças significativas para tentar fazer com que a equipe seja mais agressiva e segura no meio-campo. Como já falei várias vezes, e vou repetir neste texto, meu meio de campo seria formado assim: Fabinho, Bruno Guimarães e Danilo Santos. E meu ataque seria: Rayan, Endrick e Vinícius Jr. Dessa forma, o meio-campo seria mais dinâmico e intenso, e nosso ataque seria superagressivo, rápido, driblador, ousado e decisivo — tudo o que não foi contra Marrocos na estreia. A seleção brasileira não pecou apenas em estratégia tática e desempenho individual, mas também faltou personalidade coletiva. E, para esse segundo jogo contra o Haiti, tudo precisa ser diferente. Temos que ter imposição contra uma equipe mais fraca e sem tradição. E que os ufanistas não me venham com justificativas e comparações! Portugal e Espanha foram muito mal, mas isso é problema dos torcedores e da imprensa deles; o Brasil é problema de todos nós. Continua após a publicidade A seleção brasileira não pode fazer um outro jogo horrível como foi. Porque, para mim, o resultado não foi ruim, mas o desempenho foi. Empatar com a seleção de Marrocos, no estágio de hoje das duas seleções, é um grande resultado. O problema foi a nossa fragilidade defensiva e o marasmo ofensivo, com um meio-campo inexistente. Mas acredito que, se Carlo Ancelotti fizer as escolhas certas e perceber o que o torcedor quer desse time, poderemos fazer outra figura nesse jogo. No popular, temos tudo para "sairmos bem na foto" contra o Haiti. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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