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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Por que Marrocos resolveu não levar seu 'Neymar' para Copa do Mundo? Rafael Reis Colunista do UOL 13/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Ziyech foi uma das estrelas da seleção de Marrocos que brilhou no Qatar-2022 Imagem: Matthias Hangst/Getty Images Primeira seleção no caminho do Brasil na nova corrida pelo hexacampeonato mundial, Marrocos tomou uma decisão radicalmente diferente do seu adversário de estreia e optou por não levar o seu "Neymar" para a Copa-2026 . Assim como acontece com o camisa 10 canarinho, o meia-atacante Hakim Ziyech também é visto como a grande referência técnica da sua geração, já passou dos 30 anos, passou o ciclo deste Mundial inteiro acumulando decepções e, em um "ato de desespero", foi jogar em seu país para tentar forçar uma volta à seleção. Mas, ao contrário do que aconteceu com Neymar, que, mesmo sem condições de jogo para a partida de hoje, a partir das 19h (de Brasília), foi convocado por Carlo Ancelotti, o ponta direita acabou vetado da equipe africana. Juca Kfouri ICE não pegou Balogun e ele já é o artilheiro da Copa PVC EUA indicam grande campanha na Copa Milly Lacombe Marrocos é um dos times mais organizados da Copa Carla Araújo Reação de Fachin é importante para Moraes Por que Ziyech não está na Copa? Quarto maior artilheiro da história da seleção marroquina, Ziyech foi o grande nome do setor ofensivo e a reserva de talento da equipe que fez história na Copa passada e saiu do Qatar-2022 com a quarta colocação. O problema é que esse foi provavelmente o último momento de glória do tradicional dono da camisa 7 vermelha. Depois do Mundial, Ziyech voltou ao Chelsea todo empoderado pelo protagonismo que exerceu na melhor campanha já feita por um time africano na competição. Mas nada aconteceu. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Nos seis meses seguintes, não fez sequer um gol pelos Blues. Resultado: acabou liberado para se transferir ao Galatasaray, primeiro por empréstimo e, na sequência, em definitivo, onde também não brilhou como esperado. Com espaço reduzido na Europa, foi tentar a sorte no Oriente Médio e assinou com o Al-Duhail, do Qatar. A experiência durou um único semestre e terminou sem que o astro marroquino balançasse as redes. Continua após a publicidade Relacionadas Astro de Marrocos responde por estupro e foi acusado de 'roubar' ex-esposa Ícone, Ochoa encarou até desemprego antes de 'descongelar' para 6ª Copa 7 desafios que a Copa-2026 terá de superar para ser a 'maior da história' Em julho passado, ficou desempregado. E, depois de quase quatro meses sem nenhuma proposta realmente interessante, aceitou a oportunidade que apareceu: atuar no futebol marroquino pela primeira vez na carreira. Como foi contratado já fora do período de inscrições, o meia-atacante ficou apenas treinando no Wydad Casablanca até a virada do ano. Ele só estreou no dia 25 de janeiro. Mas ainda tinha esperanças de que, em uma arrancada final, conseguisse retomar a vaga na seleção perdida desde o segundo semestre de 2024. Só que nem os oito gols marcados nas primeiras 14 partidas de Ziyech no futebol de Marrocos foram suficientes para convencer o técnico Mohamed Ouahbi a inseri-lo na convocação para a Copa. Assim, a seleção africana ficou sem seu "Neymar" para a competição que, para ela, começa hoje. E justamente contra o Brasil do Neymar original. O caminho do hexa Depois da estreia contra o Marrocos, a seleção ainda terá pela frente Haiti, na próxima sexta-feira, e Escócia, no dia 24, para definir sua classificação dentro do Grupo C e o que caminho que tomará na sequência da Copa. Continua após a publicidade Caso termine sua chave na primeira ou segunda posição, o Brasil abrirá os mata-matas decisivos contra um adversário do Grupo F, que tem Holanda, Japão, Suécia e Tunísia. Mas, se ficar com uma das oito vagas destinadas a terceiros colocados, pode ter pela frente rivais dos grupos A, E ou I. Na prática, isso significaria um possível confronto precoce com Alemanha ou França. Marcada pela ausência da Itália e pelas semanas e mais semanas de incerteza sobre a participação do Irã, ainda em guerra com os norte-americanos, a Copa-2026 é a mais grandiosa já realizada. Pela primeira vez na história, tem jogos espalhados por três países diferentes: Canadá, EUA e México. Também estabelece novos recordes de número de seleções participantes (48, contra 32 das últimas sete edições do torneio), jogadores inscritos (mais de 1.200) e partidas disputadas (104). Sua decisão está marcada para o dia 19 de julho e terá o MetLife Stadium, em Nova Jérsei, nos EUA, como palco. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rafael Reis por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Última abertura da Copa é 'dividida em duas' e tem Anitta por uma música Delegada ao prender suspeita que fingia ser criança: 'Sei que tu é mulher' Palmeiras rebate críticas após denúncia de abuso de menina e cita protocolo Donald Trump anuncia a morte do líder da maior facção da Venezuela EUA dominam Paraguai em jogo com 2 de artilheiro e gol de meia do Palmeiras