🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Palavras-Chave

Entidades Principais

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte CBF aposta em status de Ancelotti para superar erros na Copa-2026 Rodrigo Mattos Colunista do UOL 08/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, durante confronto com a Noruega, nas oitavas da Copa do Mundo Imagem: Richard Sellers/Allstar/Getty Images Assim como ocorreu com Tite, a CBF decidiu emplacar o mesmo técnico para a Copa seguinte, apesar de não ser campeão. O contrato de Carlo Ancelotti foi renovado antes do Mundial, com prazo até 2030. Há uma explicação: a cúpula da entidade tem a compreensão de que contratou um treinador com status suficiente para superar uma queda precoce na Copa. Um técnico com cinco títulos de Champions, visto como um dos melhores do mundo, abafa campanha por demissão que seria certa se fosse alguém de menor prestígio no cargo. Juca Kfouri O VAR seletivo e a proteção à Argentina PVC Fifa abriu a porta do inferno com o caso Balogun João Paulo Charleaux Flávio calcula errado, e estratégia sai pela culatra José Paulo Kupfer FMI está mais otimista com o Brasil que os brasileiros Está claro que, mesmo pela perspectiva do técnico, era esperado pelo menos chegar às quartas de final. Publicamente, ele falou que o time poderia competir com os melhores e chegar à final. A queda nas oitavas, portanto, é antes do esperado. Dentro da CBF, avalia-se que houve próprios erros da confederação: o ciclo político turbulento que resultou em trocas constantes de técnicos, com Fernando Diniz, Dorival Jr e até o interino Ramon. A gestão era de Ednaldo Rodrigues, que também contratou Ancelotti. Mas uma parte das pessoas já estava na CBF, inclusive o diretor de futebol, Rodrigo Caetano, que chegou depois da queda de Diniz. E entende-se que o técnico italiano também cometeu erros na Copa como as substituições do segundo tempo diante da Noruega, com as entradas de Neymar e o deslocamento de Endrick para direita. Avalia-se que neste momento o treinador abandonou seu pragmatismo que utilizava ambos com cautela com o apelo popular. Tanto que se avalia na CBF que o time não jogava mal até ali diante da Noruega - tinha menos posse, mais chances. Contra o Japão, ele tinha acertado as trocas e melhorado o time. Mas, além do ciclo conturbado, é lembrado que o treinador perdeu muitos jogadores do seu time ideal, o que explica poucas opções naquele momento. Estêvão e Rodrygo provavelmente seriam titulares se não tivessem se machucado, pela linha de trabalho de Ancelotti. A convocação final teve lacunas, como as laterais, a direita foi especialmente prejudicada por lesões de Wesley e Militão, assim como decisões discutíveis como Neymar, Igor Thiago e Luis Henrique, pouco utilizados. O otimismo na CBF em relação a Ancelotti é também pela confiança e empolgação do técnico em relação à nova geração, Estêvão, Rayan, Endrick são vistos como jogadores para Copa-2030. E que podem evoluir. Continua após a publicidade Por isso, a aposta é de que o treinador deve fazer uma renovação durante o próximo ciclo, com a saída de jogadores como Danilo e Casemiro, que são mais veteranos. Só resta saber se será de forma radical, desde o início, ou paulatina. Sobre isso o treinador não deu indicativos. Além disso, há a avaliação de um mérito de Ancelotti que é fazer Vini Jr jogar bem na seleção. Ele teve boas atuações também na Copa-2022, mas sofreu com instabilidade durante o ciclo. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rodrigo Mattos por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Irã relata explosões no sul do país; EUA confirmam ataque Arsenal prepara oferta final de meio bilhão de reais por Bruno Guimarães Flamengo vence Lausanne com protagonismo da base em amistoso em Portugal Pressão de Trump põe Fifa em encruzilhada e pode ajudar Claus na Copa Renan Santos rebate Flávio Bolsonaro: 'É especialista em defender inimigos'