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Na véspera de semifinal na América do Sul de respiração curta, o Palmeiras desembarcou em Quito e tratou a altitude como adversária que merece estudo: chegou na terça, treinou no CT da seleção equatoriana e afinou o fôlego para a LDU — nada de heroísmo improvisado para quem carrega 100% de aproveitamento como visitante na Libertadores 2025. [ ] A bola vai rolar no Estádio Rodrigo Paz Delgado, hoje às 21h30 (de Brasília). [ , ] É a 12ª semifinal do Palmeiras na Libertadores, com campanha de nove vitórias e um empate; nas fases anteriores, o Verdão passou por Universitario-PER e River Plate-ARG. Do outro lado, uma LDU que se especializou em tirar brasileiros: despachou Botafogo e São Paulo, e já havia enfrentado o Flamengo na fase de grupos. [ , ] O elenco chega com personagens trocando de guarda no gol: Carlos Miguel assumiu a titularidade após a fissura na mão de Weverton, impressionou nos treinos e ganhou a confiança de Abel Ferreira. Do lado equatoriano, a LDU também perdeu o titular Gonzalo Valle e recorre ao experiente Alexander Domínguez. [ , ] No banco rival, um velho conhecido: Tiago Nunes. O retrospecto é favorável ao Palmeiras — cinco vitórias, um empate e uma derrota diante de equipes suas, com direito a taça do Paulista de 2020 erguida após pênaltis no Allianz Parque. E Abel Ferreira, em recorte direto, não perdeu para o treinador brasileiro. [ ] O roteiro da noite inclui possíveis mudanças pontuais na zaga e desfalques já conhecidos (Weverton, Lucas Evangelista e Paulinho). A transmissão é da ESPN e do Disney+, e o retorno está marcado para o Allianz Parque na próxima quinta. O vencedor pega Flamengo ou Racing, e a final, por ora, está marcada para 29 de novembro, em Lima — onde o Verdão, aliás, defende uma série de 25 partidas sem perder para estrangeiros na Libertadores. [ ] Fora de campo, a conversa ferveu: diante da violência no Peru, o governador Ibaneis Rocha pediu a mudança da decisão para Brasília, no Mané Garrincha. Juca Kfouri ponderou que isso só faria sentido se a final fosse entre dois brasileiros — leia-se Palmeiras e Flamengo —; do contrário, o jogo deve seguir em campo neutro, como Lima, com alternativas como Montevidéu ou Assunção, para que LDU ou Racing não perguntem por que Brasília e não Quito ou Buenos Aires. A Conmebol, por enquanto, mantém Lima. [ ] Na memória, pesa o lastro recente: a última final do Palmeiras em Libertadores foi em 2021, vitória sobre o Flamengo por 2 a 1, em Montevidéu; depois vieram quedas nas semis de 2022 e 2023 e uma eliminação precoce em 2024, nas oitavas, para o Botafogo. Hoje, a caminhada pede mais um passo no ar rarefeito. [ ]