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Futebol Contas a pagar por reforços explicam Flamengo pé no chão no mercado Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 27/08/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Lucas Paquetá, do Flamengo, durante partida contra o Cruzeiro, pelo Brasileirão Imagem: Fernando Moreno/AGIF Parte do olhar mais cauteloso do Flamengo para as opções na atual janela de transferências nasce não só do quanto o clube tem disponível em caixa para bancar compras no presente, mas do tamanho da conta já pendurada em janelas anteriores. Segundo o balancete mais recente do clube, o Fla terminou o primeiro semestre com um saldo total de R$ 614,5 milhões a pagar em transferências. Desse montante, R$ 312 milhões são com obrigações a curto prazo. Ou seja, ainda este ano. Outros R$ 302,5 milhões envolvem parcelas de compras que serão quitadas de 2027 em diante. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Não é que o Flamengo esteja em crise ou perto disso. Mas o clube precisa considerar o volume de investimento já feito e o quanto isso traz obrigações ainda em 2026 e num futuro próximo. As principais operações com pendências envolvem Lucas Paquetá, Samuel Lino, Emerson Royal, Carrascal e até jogadores que já saíram ou foram emprestados, como Carlos Alcaraz e Matías Viña. O montante geral a pagar com transferências subiu em relação a dezembro de 2025 por causa da contratação recorde de Paquetá. A operação toda custou R$ 315,6 milhões. Os detalhes a pagar Passado o primeiro semestre, o Flamengo ainda tem R$ 191 milhões a pagar da negociação com Paquetá. Isso não está restrito a 2026. Continua após a publicidade Em relação a Samuel Lino, o balancete mais recente mostrou que o Flamengo ainda tinha a pagar R$ 121,5 milhões de uma transação que, ao todo, saiu a R$ 203 milhões. Em outro movimento, que rendeu a contratação de Jorge Carrascal com o Dínamo Moscou, o Fla ainda tinha a pagar R$ 36,7 milhões. É do próprio time russo que o rubro-negro recebeu uma proposta por Gonzalo Plata. Se o negócio for adiante, é porque a maior parte da transação será paga à vista. Segundo o Fla, o clube fechou o primeiro semestre com R$ 192,4 milhões gastos para amortização dos direitos econômicos dos jogadores. Esse montante é quanto efetivamente o clube tirou do caixa para pagar os compromissos com essa linha de despesa, independentemente de quando a contratação aconteceu. Aumentar o endividamento com compra de jogadores é uma estratégia que o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, avisou que usaria. Para ele, um time com faturamento do porte do Flamengo (R$ 2 bilhões no ano passado) poderia aumentar o grau de investimento e tocar a vida sem sustos. Mas para isso ter sucesso, não pode perder de vista o que já assumiu. Continua após a publicidade Até junho de 2026, o Fla registrou contabilmente um investimento de R$ 495,1 milhões em transferências. Mas esse valor não representa o efeito imediato no caixa, já que as contratações, em geral, são pagas em parcelas. Dessa lista de reforços fazem parte ainda o goleiro Andrew, o zagueiro Vitão e outras compras menores de percentuais e luvas. E aqui vale reforçar a explicação: por regra contábil, o clube lança as operações por inteiro no balanço do respectivo ano em que elas aconteceram. Mas o efeito caixa, como se vê nas obrigações a pagar e a receber, segue seu fluxo próprio, definido em cada operação com quem estava do outro lado da mesa. E o dinheiro que o Fla tem a receber? Ao mesmo tempo, o Flamengo olha o que tem a receber com transferências. Segundo o balanço, esse número estava em R$ 310,5 milhões ao fim do primeiro semestre. Sendo que R$ 177,1 milhões são de contas a receber a curto prazo (ainda em 2026) e R$ 133,3 milhões a longo prazo. Continua após a publicidade Quem puxa a fila de contas a receber no Flamengo é a Roma, por causa da compra do lateral-direito Wesley. Ao fim de junho, o clube italiano tinha R$ 87,9 milhões a pagar ao Flamengo. A conta do que o Flamengo tem a receber subiu com a transferência de Ryan Roberto para o Shakhtar Donetsk, por R$ 56,1 milhões. Ao fim do dia, lembrando a conta de aquisições já feitas, a balança comercial geral do Flamengo (a curto e longo prazo) traz mais a pagar do que a receber. Uma diferença de R$ 304 milhões — quase o valor da operação de Paquetá. Especificamente a curto prazo (2026), a diferença entre pagar e receber está em R$ 134,8 milhões. 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